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Paolini busca nova virada e conquista seu maior título

Jasmine Paolini (Foto: Dubai Duty Free Tennis)

Dubai (Emirados Árabes) – Algoz da paulista Beatriz Haddad Maia na primeira rodada, a italiana Jasmine Paolini terminou sua semana mágica no WTA 1000 de Dubai com o título, o maior da carreira até então. Na final deste sábado, ela buscou mais uma virada e derrotou a russa Anna Kalinskaya com parciais de 4/6, 7/5 e 7/5, em batalha de 2h16.

Esta foi a segunda decisão com mais games disputados (34) na história do torneio, ficando atrás apenas dos 35 da final de 2003 vencida pela belga Justine Henin diante da norte-americana Monica Seles (35 games), também em uma vitória de virada. Ao todo, apenas mais outras duas campeãs em Dubai venceram o último jogo de virada: Elena Dementieva (2008) e Simona Halep (2020).

Paolini vai levar para casa uma premiação de US$ 523.485 e entrará no top 15 pela primeira vez, subindo para o 14º lugar, o mais alto da carreira até então. Do outro lado, Kalinskaya recebe US$ 308.320 pelo vice e também vai subir bem no ranking e estrear no top 30, alcançando a 24ª colocação, também a melhor da carreira.

Vinda do quali, a russa havia vencido sete partidas nesta semana, deixando também pelo caminho rivais do calibre da polonesa Iga Swiatek (semi), da norte-americana Coco Gauff (quartas) e da letã Jelena Ostapenko (oitavas). Kalinskaya até largou na frente nos três sets da partida, mas somente no primeiro manteve o ritmo até o final.

Kalinskaya começou abrindo 2/0 graças a uma quebra logo no primeiro game. A vantagem durou até o quarto game, quando Paolini devolveu o break e abriu uma sequência de três quebras. Depois de abrir 4/3, a italiana não conseguiu mais vencer games, perdeu os três seguintes, com direito a uma quebra, e assim viu a rival abrir 1 a 0 no marcador.

Repetindo o que aconteceu na parcial anterior, a russa venceu os dois primeiros games da disputa, só que desta vez ela não levou a melhor no final. Paolini conseguiu devolver o break no sexto game e se manteve firme até a reta final, quando teve nova oportunidade de quebra quando Kalinskaya sacava pressionada em 5/6 e 15-40, aproveitou o primeiro logo break-point que teve e empatou o jogo.

O terceiro e decisivo set teve três quebras nos três primeiros games e vantagem para Kalinskaya até o 5/4, quando sacou para o jogo e foi quebrada. O momento então virou para Paolini, que sacramentou a virada com uma grande arrancada final, vencendo os quatro últimos games da partida com duas quebras consecutivas.

17 Comentários
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Flavio
Flavio
1 mês atrás

Está aí a menina que eliminou a Bia.
A Bia foi execrada quando perdeu da italianinha e isso só prova que a brasileira perdeu para uma grande jogadora e não foi demérito nenhum.
A mediocridade dos comentários (dos haters) aqui é gigantesca.

Flávio
Flávio
1 mês atrás
Responder para  Flavio

Xará, mas também Bia esta caindo muito cedo nos torneios, assim também não dá, né cara ora bolas a Bia esta parecendo a Sakkari brasileira porque esta perdendo em demasia, então não sou de criticar a Bia mas também esta na hora de ela evoluir seu jogo.

Leandro Meneoli
Leandro Meneoli
1 mês atrás
Responder para  Flavio

Perder é normal, oscilar é normal. O problema foi a forma como perdeu, levando 10 games seguidos. E criticar não é ser hater, é ser torcedor. Claro, que nossa opinião aqui não tem muito valor, as vezes, é só um desabafo, mas imagina se o treinador, equipe ou as pessoas próximas só passarem pano e não ter ninguem para criticar, para apontar os erros….. Ela provavelmente vai ser achar boa demais e nunca buscará melhorar. E se ela não melhorar, vai cair, porque as concorrentes vão sempre trabalhar para serem melhores. Jogador de futebol é criticado, treinador é xingado, se vc não fizer seu trabalho direito vai ser criticado…. agora a Bia perder 10 games seguidos para alguem menor rankeado é lindo??? Não é …. foi vergonhoso…. Não apaga o que ela já fez, ela está de parabéns pela carreira…. mas camarão que dorme a onda leva….

Nelson Freire
Nelson Freire
1 mês atrás
Responder para  Leandro Meneoli

Quer dizer que se vc é outros aqui não apontarem os “erros” dela, ela não vai evoluir…rsrsrsrs Quer dizer que o jogo dela depende de haters dizerem o que ela deve fazer….? Cada uma

Leandro Meneoli
Leandro Meneoli
1 mês atrás
Responder para  Nelson Freire

Leia de novo amigo…. interpreta o texto corretamente…. Vou te ajudar e colar a parte do texto aqui embaixo entre aspas
“Claro, que nossa opinião aqui não tem muito valor, as vezes, é só um desabafo, mas imagina se o treinador, equipe ou as pessoas próximas só passarem pano e não ter ninguem para criticar, para apontar os erros….. ”
Entendeu agora????? cada uma……

carlos da silva correia junior junior
carlos da silva correia junior junior
1 mês atrás

Os Haters fatalistas ( vidas frustadas ) que ceifaram a vida esportiva da Bia não entendem nada de tênis e das suas oscilações semana pós semana.

Leo, o realista
Leo, o realista
1 mês atrás

Podia ser a Haddad Maia aí nesse título, mas mérito da italiana que fez um calendário melhor, sem se degastar no wta 500 de abu dhabi e também contou com a sorte de uma chave mais tranquila e sem pegar a Swiatek.

JBG
JBG
1 mês atrás
Responder para  Leo, o realista

Verdade.

Haroldo Guimarães
Haroldo Guimarães
1 mês atrás
Responder para  Leo, o realista

Concordo até quase o final, pois a Swiatek perdeu antes da final e a Rybakina se machucou. Mas de qualquer forma a menina não é fraquinha ou medíocre como muitos disseram.

Carlos Alberto Ribeiro da Silva
Carlos Alberto Ribeiro da Silva
1 mês atrás

Para fazer qualquer análise na vida, é melhor esquecer o “se”. O “se” abre oportunidade para inúmeras discussões inúteis. A Paolini teve totais méritos na sua conquista, ganhou de quem precisava ganhar. Todas as adversárias que apareceram pela frente foram superadas por ela. Ela só não enfrentou a Iga Swiatek, porque a polonesa perdeu na semifinal para a Anna Kalinskaya.

Gisele Matias
Gisele Matias
1 mês atrás

O tênis feminino é imprevisível

Nelson Freire
Nelson Freire
1 mês atrás
Responder para  Gisele Matias

Ainda bem

Carlos Alberto Ribeiro da Silva
Carlos Alberto Ribeiro da Silva
1 mês atrás

A final do WTA 1000 de Dubai também mostrou a diferença entre jogar contra uma adversária que é favorita e jogar contra uma adversária em que a responsabilidade de ganhar está mais parelha. A Anna Kalinskaya, com totais méritos, ganhou de três top 10 em sequência (Ostapenko, Gauff e Swiatek), porém nesses jogos ela era a azarona e não tinha nenhuma responsabilidade de ganhar. Na final, pelo fato do ranking das duas oponentes serem mais próximos entre si, a responsabilidade de vencer ficou mais dividida e aí a pressão enfrentada pela Kalinskaya ficou maior.

Camila
Camila
1 mês atrás

Fala sério, a bia perdeu 10 sets seguidos pra essa moça, e ainda querem justificar, passar o pano !! Maria Ester Bueno deve estar se virando no túmulo!!!

JBG
JBG
1 mês atrás
Responder para  Camila

Verdade, aquela derrota não me convenceu até hoje. Haddad Maia muito mais jogadora. Mesmo assim reconheço a guerreira Jasmine Paolini, que evoluiu e continuou trabalhando e não deixou de sonhar. Méritos coroado com o título. Melhor jeito de provar alguma coisa na vida, vitória e levantar aquele lindo troféu . Parabéns J. Paolini pequena gigante.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
1 mês atrás

Provando que a Bia perdeu pra uma grande jogadora!

Haroldo Guimarães
Haroldo Guimarães
1 mês atrás

Realmente foi um torneio fora curva, as 4 1as do ranking caíram da semifinal pra trás, não tira o mérito das duas finalistas, muito pelo contrário, mostra que não são fracas ou medíocres, como muitos disseram. O que foi horrível no jogo da Bia foi tomar o pneu pra um jogo ganho. Vejo que teremos um ano muito parelho no feminino em 2024, até achei que Iga, Sabalenka, Gauff e Rybakina uns dois degraus acima mas hj tenho minhas dúvidas.

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