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Ouro em Pan. Taicher estreia bem nos 45 no Seniors

Paulo Taicher (Foto: Felipe Mohr)

Porto Alegre (RS) – Medalha de ouro nas duplas e bronze em simples nos Jogos Pan-Americanos de 1999 em Winnipeg, no Canadá, o gaúcho Paulo Taicher, de Novo Hamburgo, fez sua estreia, nesta terça-feira, no circuito mundial masters da Federação Internacional de Tênis. Ele venceu a primeira partida na categoria 45 anos do 37º Seniors Internacional de Tênis de Porto Alegre – Copa Yone Borba Dias.

Taicher marcou duplo 6/0 sobre o chileno Cristian Moraga na quadra central da Associação Leopoldina Juvenil. Ele enfrenta nesta quarta-feira o cabeça de chave 2, André Cury, não antes das 16h.

Taicher jogou por quatro temporadas o circuito profissional até os 22 anos e optou por se aposentar após disputar  três dos quatro Grand Slam (Australian Open, Roland Garros e o US Open) e conquistar as duas medalhas pan-americanas, a de ouro com André Sá na dupla e a de bronze em simples, dividindo o pódio com David Nalbandian.

“Joguei profissional por quatro anos e no final da carreira tive o resultado expressivo no Pan. Estava bom para mim até ali e decidi sair um pouco do tênis, fazer coisas que não fazia antes. Sempre fui envolvido com o tênis dos dez até os 22. Fui estudar medicina em Canoas, me especializei em oftalmologia, que é área da minha família. Era meio que meu destino”, disse Taicher, que tem um consultório onde trabalha com sua mãe, irmã e mais dois colegas.

Ele ficou alguns anos fora do tênis e voltou a acompanhar após o nascimento do primeiro filho. Seus guris são federados, estão entre os melhores do estado, aproveita para treinar com eles e os acompanha em algumas viagens para academias de tênis fora do país.

A decisão de disputar o torneio gaúcho veio por convite de um amigo paulista. “Tem um amigo que está jogando, o Rodrigo Suarez, joga o circuito masters e vinha pra cá. Decidi jogar uma dupla com ele e simples também. Meu foco é na dupla, sempre gostei mais do que simples”, conta.

Em 1999 ele ganhou a oportunidade de jogar o Pan após ausências de Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Adriano Ferreira e Jaime Oncins. E naquela participação não imaginava ganhar medalha até porque os irmãos Bryan estavam na disputa. “Foram o André Sá, o Daniel Melo e eu. Não entendi muito porque eu fui o duplista porque o Daniel e o André eram mineiros e desde sempre jogavam duplas. Foi uma surpresa porque achei que não íamos ganhar medalha nenhuma pois os irmãos Bryan estavam jogando. Estávamos em uma semi e os Bryans em outra. Enfrentamos dois venezuelanos e os Bryans pegaram dois mexicanos. Eu e André ganhamos e estávamos felizes com a prata. Eu era 180, 190 do mundo, o André acho que era top 100 e os Bryans estavam se consolidando. O André entrou na sala falando que os americanos tinham perdido 7/5 no primeiro set na semi… Então parei e falamos que se eles perdessem, nós seríamos ouro, se não já era. Eles perderam dos mexicanos e vencemos na final.”

Taicher contou como foi sua medalha em simples. “Jogo bom que venci foi nas quartas contra o mexicano contra quem fizemos final de duplas, um cara que foi top 100, Oscar Ortiz. Na época, o Paulo Cleto era o chefe de delegação. Ele tinha percebido que eu era dos mais estudiosos e me fez olhar o jogo inteiro do mexicano e descrever do jeito que jogava e como fazia, como jogava em um 40 iguais. Isso me fez quebrar duas vezes o saque dele, venci 6/4 6/4. Na semi, tomei um pau do Paul Goldstein, perdi aquele jogo no primeiro game. Ele tinha vencido pouco tempo antes o Greg Rusedski e sacava a 200km/h. No primeiro game, parecia que ele estava devolvendo o saque de costas (risos). Eu olhei para o treinador e já falei que não ia dar (risos). Naquela época, não tinha disputa de bronze, fui eu e o Nalbandian no pódio. Já era o Nalbandian juvenil que tinha ganhado algumas do Federer. Com o Pan-americano na última semana, estava mostrando o recorte das fotos aos meus filhos junto com o Nalbandian, ele com 17 anos, era um rising star. A equipe argentina era fraca né, Nalbandian, Guillermo Coria e o Edgardo Massa (risos).”

Primeiros finalistas serão conhecidos nesta quarta

O paulista Galba Couto fez uma boa estreia nesta terça, na categoria 70 anos, derrotando Wilson Emilio por 6/2 6/1. Aos 72 e jogando o circuito de tênis há mais de 30, ele vai em busca do bicampeonato em Porto Alegre. O próximo passo será na semifinal contra Hamilton Bins nesta quarta a partir das 8h30.

“Ventou muito na hora do jogo, atrapalhou um pouco, vento inconstante. Deu para ir controlando”, disse o paulista, que admitiu certa ansiedade por ser o defensor do título. “Não conheço meu rival na semi, eu olho a chave. Pelo que vi, posso pegar o cabeça 2 na final, caso eu passe, é um torneio forte, que todos querem ganhar. Sinto uma pressão por defender o título, traz uma ansiedade, mas depois dessa primeira partida, essa ansiedade some um pouco.” A outra semi será entre Denis Marcondes e Adalberto Spadini.

Nos 55 anos masculino, também é dia de definir finalistas com o duelo gaúcho entre Marcelo Krebs e Eurico Carvalho e o chileno Claudio Rojas, cabeça de chave 1, enfrentando o brasileiro Beduschi Ricardo.

A competição tem a presença de atletas do Brasil, Chile, Argentina, Alemanha, Itália, Venezuela, Tunísia, Nova Zelândia, França, Uruguai, Colômbia, Austrália e Canadá brigando pelos títulos desde a categoria mais jovem, a dos 30 anos, até acima dos 80 anos, em simples, duplas e duplas mistas, sempre em classes divididas de cinco em cinco anos. O evento tem a presença de 11 atletas entre os 10 melhores do mundo nas respectivas categorias.

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