PLACAR

Ostapenko se sente prejudicada por horário do jogo

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) – Eliminada nas quartas de final do US Open, Jelena Ostapenko se sentiu prejudicada pela organização do torneio. Depois de ter atuado no encerramento da rodada do último domingo, quando eliminou a número 1 do mundo Iga Swiatek em três sets, a letã foi escalada para atuar no início da programação desta terça e foi dominada pela norte-americana Coco Gauff, que definiu a partida em sets diretos por 6/0 e 6/2 em apenas 1h08.

“Hoje não foi uma boa partida para mim. Acho que é muito difícil me recuperar dessas partidas noturnas, porque depois de vencer a número 1 do mundo, eu fui dormir quase às 5h da manhã. E ainda assim, você dorme sete ou oito horas e ainda não se recupera completamente. Ontem, durante todo o dia, senti uma energia muito baixa. Achei que hoje iria acordar e me sentir melhor. Mas, honestamente, não me senti muito melhor”.

“Sinto que não havia me recuperado daquela noite. Porque como eu falei, cheguei ao hotel por volta das 2h da manhã e até tentei dormir logo, mas estava com toda aquela adrenalina e não conseguia. Aí quando você vai dormir às 5h ou 6h da manhã, precisa de alguns dias só para se recuperar”, argumentou a letã de 26 anos.

“Se eu jogar uma partida na sessão noturna, então suponho que a próxima seja mais ou menos no mesmo horário para ter tempo de recuperação. Tive esse dia no meio, mas ainda precisava treinar e fazer os tratamentos. Então acho que foi melhor para ela, porque ela jogou bem mais cedo no dia em que disputei a sessão noturna”, complementou a ex-top 5, ao lembrar que Gauff também jogou à tarde no domingo, contra Caroline Wozniacki.

Além do pouco tempo de recuperação entre um jogo e outro, Ostapenko diz que não conseguiu se adaptar tão bem às mudanças de condições entre um jogo noturno e outro no início da tarde. “Não era bem o calor, mas era muito difícil ver a bola, porque metade da quadra estava na sombra e a outra metade no sol. Algumas bolas eu realmente não via para onde elas iam. Eu estava tentando focar onde estav a bola. Foi muito difícil de ver, principalmente nas devoluções, senti que estava reagindo tarde demais por causa da sombra”.

Sobre o placar final, a letã destacou o fato de que muitos games foram bem disputados, mas que Gauff era melhor nos pontos importantes. “Foram vários games que tive chances e errei algumas bolas fáceis. Acho que minha concentração não era a mesma em comparação com as partidas que joguei. Acho que ela também estava muito nervosa hoje. Ainda assim, o placar é o que é. Mas foram muitos games com 40-iguais e vantagens, que eu não conseguia vencer”.

‘Ainda posso vencer outro Grand Slam’, diz a letã
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko é a atual 21ª do ranking e acredita que pode vencer mais títulos importantes. “É claro que acredito que posso ganhar outro Grand Slam. Como eu disse, não tive muito tempo para me recuperar e estou decepcionada com a partida de hoje, porque sinto que não joguei nem metade do que joguei durante todo o torneio. Mas no geral tenho que estar feliz com minha semana e seguir em frente”.

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