Madri (Espanha) – A letã Jelena Ostapenko demonstrou maturidade ao analisar o seu atual momento e que está mais preparada para lidar com a pressão em momentos decisivos. Embora reconheça possuir uma personalidade forte, ela acredita estar no caminho certo para retornar ao top 10 da WTA.
A ex-número 5 do ranking de simples reconheceu que conquistar Roland Garros com apenas 20 anos, em 2017, interferiu em sua evolução, já que não soube administrar as expectativas criadas a partir de então. Porém, com o passar dos anos, ela passou a desenvolver resiliência, com foco em gerir melhor as emoções.
“Foi há muito tempo e é uma grande conquista, mas quero viver o presente. Se eu tivesse ganhado um Grand Slam sendo um pouco mais velha, teria lidado melhor com isso. Venho de um país pequeno e a atenção quando você volta para casa é enorme”, admitiu.
A tenista de 28 anos espera encontrar o equilíbrio adequado para conseguir resultados expressivos novamente e condiciona isso à forma como controla o aspecto emocional. “No tênis, tudo é 75% mental. Você pode jogar de forma incrível nos treinos e depois não ganhar partidas, isso acontece com frequência”, analisou.
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“Quero ser mais consistente, especialmente nos grandes torneios. Mas é algo que acontece de forma natural. Sei que sou explosiva, mas é o meu jeito e não tento ser alguém que as pessoas querem que eu seja”, disparou a atual 23ª colocada da WTA.
Experiente, Ostapenko está confiante em reviver os melhores dias, especialmente com a temporada europeia de saibro começando. “Agora sou mais madura e acho que posso fazer melhor. Quero voltar ao Top 10 e ser mais sólida nos eventos mais importantes”, garantiu.
A letã está garantida no WTA 500 de Linz, que acontece entre os dias 6 e 12 de abril e, pela primeira vez, será jogado em quadras cobertas de saibro. Ela foi campeã da edição de 2024, quando o torneio ainda era disputado no piso sintético. A mudança de superfície ocorreu para que o evento fosse ajustado ao calendário da terra batida na Europa. Na atual temporada, a melhor campanha de Ostapenko ocorreu no WTA 1000 de Doha, onde alcançou as quartas de final.













Essa daí é um Wild de saias, não tem educação nenhuma.
Tenho a mesma impressão sobre a Ostapenko, mesmo respeitando a maneira de ser e se expressar de cada um.
Mas confesso que a Ostapenko tem me surpreendido ultimamente, como quando, mesmo perdendo nas oitavas de final de Miami para Hailey Baptiste, abraçou calorosamente a adversária ao final do jogo. Gesto incomum, particularmente no tênis feminino, e principalmente partindo de Ostapenko. Talvez um indício de mudança.
No terreno das improbabilidades, analisando as ganhadoras de apenas um Slam, acho muito menos provável a Stephens, Kenin, Andreescu e Raducanu ganharem um segundo Slam do que a Ostapenko.
Quanto à Keys e à Vondrousova, diria que é tão improvável quanto.
diferentemente da maioria eu adoro a Letã, a bicha tem personalidade forte mas joga demais e se conseguir manter mais calma em alguns momentos decisivos dos jogos tem tudo pra ganhar mais Slans e até a brigar pela liderança do Ranking!
TB acredito nela. É uma das que bate mais forte!