Ostapenko mira volta ao top 10 e garante: “tênis é 75% mental”

Jelena Ostapenko (Foto: Maria Christina Acosta)

Madri (Espanha) – A letã Jelena Ostapenko demonstrou maturidade ao analisar o seu atual momento e que está mais preparada para lidar com a pressão em momentos decisivos. Embora reconheça possuir uma personalidade forte, ela acredita estar no caminho certo para retornar ao top 10 da WTA.

A ex-número 5 do ranking de simples reconheceu que conquistar Roland Garros com apenas 20 anos, em 2017, interferiu em sua evolução, já que não soube administrar as expectativas criadas a partir de então. Porém, com o passar dos anos, ela passou a desenvolver resiliência, com foco em gerir melhor as emoções.

“Foi há muito tempo e é uma grande conquista, mas quero viver o presente. Se eu tivesse ganhado um Grand Slam sendo um pouco mais velha, teria lidado melhor com isso. Venho de um país pequeno e a atenção quando você volta para casa é enorme”, admitiu.

A tenista de 28 anos espera encontrar o equilíbrio adequado para conseguir resultados expressivos novamente e condiciona isso à forma como controla o aspecto emocional. “No tênis, tudo é 75% mental. Você pode jogar de forma incrível nos treinos e depois não ganhar partidas, isso acontece com frequência”, analisou.

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“Quero ser mais consistente, especialmente nos grandes torneios. Mas é algo que acontece de forma natural. Sei que sou explosiva, mas é o meu jeito e não tento ser alguém que as pessoas querem que eu seja”, disparou a atual 23ª colocada da WTA.

Experiente, Ostapenko está confiante em reviver os melhores dias, especialmente com a temporada europeia de saibro começando. “Agora sou mais madura e acho que posso fazer melhor. Quero voltar ao Top 10 e ser mais sólida nos eventos mais importantes”, garantiu.

A letã está garantida no WTA 500 de Linz, que acontece entre os dias 6 e 12 de abril e, pela primeira vez, será jogado em quadras cobertas de saibro. Ela foi campeã da edição de 2024, quando o torneio ainda era disputado no piso sintético. A mudança de superfície ocorreu para que o evento fosse ajustado ao calendário da terra batida na Europa. Na atual temporada, a melhor campanha de Ostapenko ocorreu no WTA 1000 de Doha, onde alcançou as quartas de final.

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Thiago Silva
Thiago Silva
17 dias atrás

Essa daí é um Wild de saias, não tem educação nenhuma.

Paulo Lude
Paulo Lude
17 dias atrás
Responder para  Thiago Silva

Tenho a mesma impressão sobre a Ostapenko, mesmo respeitando a maneira de ser e se expressar de cada um.
Mas confesso que a Ostapenko tem me surpreendido ultimamente, como quando, mesmo perdendo nas oitavas de final de Miami para Hailey Baptiste, abraçou calorosamente a adversária ao final do jogo. Gesto incomum, particularmente no tênis feminino, e principalmente partindo de Ostapenko. Talvez um indício de mudança.

André Aguiar
André Aguiar
17 dias atrás

No terreno das improbabilidades, analisando as ganhadoras de apenas um Slam, acho muito menos provável a Stephens, Kenin, Andreescu e Raducanu ganharem um segundo Slam do que a Ostapenko.
Quanto à Keys e à Vondrousova, diria que é tão improvável quanto.

Marcos Souza
Marcos Souza
17 dias atrás

diferentemente da maioria eu adoro a Letã, a bicha tem personalidade forte mas joga demais e se conseguir manter mais calma em alguns momentos decisivos dos jogos tem tudo pra ganhar mais Slans e até a brigar pela liderança do Ranking!

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
17 dias atrás
Responder para  Marcos Souza

TB acredito nela. É uma das que bate mais forte!

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