Osaka muda abordagem e celebra retorno às oitavas de Slam

Foto: USTA

Nova York (EUA) – Dona de quatro títulos de Grand Slam, Naomi Osaka voltou às oitavas de final de um torneio desse porte após mais de quatro anos. A última vez que a ex-número 1 do mundo alcançou a segunda semana neste nível de evento foi na campanha do bicampeonato do Australian Open, em 2021.

Desde então, a japonesa enfrentou resultados inconsistentes, chegando no máximo à terceira rodada em quatro edições, além de se afastar do circuito por quase um ano e meio, entre setembro de 2022 e janeiro de 2024, para cuidar da saúde mental e dar à luz sua primeira filha. Após o retorno, foram sete participações em Grand Slam e apenas sete vitórias.

Em Nova York, palco de seus triunfos em 2018 e 2020, Osaka começa a mostrar sinais de reencontro com sua melhor forma. Embalada pelo vice-campeonato no WTA 1000 de Montréal nas últimas semanas, ela superou neste sábado a australiana Daria Kasatkina, 18ª do ranking, por 6/0, 4/6 e 6/3, garantindo passagem à quarta rodada.

Para a própria Osaka, porém, essa retomada demorou mais do que ela esperava e só se consolidou após uma mudança significativa na mentalidade. “Honestamente, desde que voltei, eu meio que queria que tudo acontecesse muito rápido. Acho que levou algum tempo. Acredito que a mudança veio depois de Wimbledon [2025], quando consegui não pensar mais nos resultados e passei a me concentrar apenas em cada partida isoladamente”, explicou a tenista de 27 anos.

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A parceria recente com o polonês Tomasz Wiktorowski, ex-técnico de Iga Swiatek, também tem sido fundamental nesse processo. “Fiz um bom torneio em Montréal, e agora estamos aqui. Estou realmente feliz com isso e muito satisfeita. Acho que trabalhar com o Tomasz também tem sido ótimo. A jornada não tem sido como eu imaginava, mas estou feliz por estar vivendo isso agora.”

Para Osaka, alcançar novamente as oitavas de final representa gratidão e satisfação por tudo que viveu desde a maternidade e os desafios do retorno. “Honestamente, não é alívio. Estou muito cansada, mas muito grata por estar aqui. Já experimentei muitas derrotas duras, então só estar sorrindo em uma coletiva é algo que me deixa feliz”, afirmou.

Enquanto celebra a vitória, a japonesa também reconhece o impacto da atmosfera de Nova York. Segundo ela, o público de Flushing Meadows contribui para seu melhor desempenho. “Para mim, Nova York traz meu melhor comportamento. Sei que as pessoas aqui gostam de um show, mas acho que em qualquer lugar as pessoas gostam de ver grandes jogos. Estou feliz por poder jogar aqui e sentir o público tão envolvido”, comentou.

Agora, a ex-número 1 do mundo já projeta o confronto com Coco Gauff, que marcará o reencontro entre as duas seis anos após o primeiro duelo em Nova York. Mesmo com o histórico favorável à norte-americana, Osaka mantém respeito e entusiasmo, destacando o caráter especial do momento. “Estou animada para jogar contra a Coco agora, porque me sinto saudável e só quero ver o que acontece. Será especial enfrentar alguém que eu acompanho desde que ela era adolescente.”

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Ramiro
Ramiro
12 horas atrás

Mamãe Osaka retornando, recuperando o nível. Melhorando

Sergio
Sergio
32 minutos atrás

Penso que a japonesa será uma grande adversária para qualquer uma neste us open.

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