Navone: “Com certeza é um dos melhores momentos que tive no tênis”

Mariano Navone (Foto: Mike Lawrence/USTA)

Nova York (EUA) – Responsável por impor ao sérvio Novak Djokovic uma raríssima derrota em estreias nos Grand Slam, sendo a primeira delas no US Open, o argentino Mariano Navone não conseguia esconder a felicidade por ter vencido não apenas um dos maiores nomes da história do tênis, mas também um dos seus ídolos.

“Com certeza é a melhor sensação que já tive, ainda mais em uma quadra incrível. É incrível a maneira como joguei os cinco sets contra o ‘Goat’. Estou muito feliz e não tenho mais nada a dizer”, falou Navone em sua entrevista em quadra, depois de mais de 4h de jogo e cinco sets para derrotar Djokovic.

“É inacreditável, significa muito para mim. Antes da partida estava duro, pois iria enfrentar o maior em um palco que ele está mais do que acostumado a jogar. É um sonho que virou realidade. Agora tenho que me recuperar, tentar dormir e seguir em frente”, acrescentou o argentino.

Na entrevista coletiva, Navone manteve o discurso e exaltou a grande vitória. “Nunca tinha jogado no Arthur Ashe e enfrentei Novak pela primeira vez. Também foi minha primeira vitória em cinco sets, então é um momento que vou me lembrar por muito tempo. É algo importante para mim e pelo desenvolvimento do meu jogo. Com certeza é um dos melhores momentos que tive no tênis”.

Mental foi decisivo

O argentino destacou que as coisas que mais o ajudaram na vitória foram o mental e o foco em seu próprio jogo. “É difícil de dizer, a partida terminou muito tarde e foi bem dura. Foi a primeira vez que joguei contra Novak, em um dos maiores palcos do tênis. Ele nunca havia perdido na estreia que em 20 anos, isso é uma coisa maluca. Acho a parte mental o principal”, observou.

“Estava mais preocupado com as coisas do meu lado e não ficava olhando muito para ele. No quinto set eu tive certeza que estava com problemas, mas Novak é o maior de todos e sempre encontra saídas para os momentos difíceis, por isso tinha que focar no meu lado e na minha estratégia”, comentou o tenista de 25 anos, atualmente na 49ª colocação do ranking.

Navone reconheceu que o último set foi mais cômodo, embora também tenha ponderado a importância de sempre se manter atento e ativo. “Novak estava com a energia baixa e lutando menos, mas até chegar aí foram quatro horas”, brincou o argentino.

Lembrança de duelo com Nadal

Muito respeitoso ao tamanho de Djokovic e à importância que foi vencê-lo, Navone contou que além do grande rival do outro lado teve que superar também a novidade que era jogar no Estádio Arthur Ashe, com todos os holofotes e barulho que são característicos ao maior palco do tênis.

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Destacando o tamanho do feito, ele garantiu que entrou em quadra buscando a vitória e inclusive lembrou de um duelo com o espanhol Rafael Nadal, dois anos atrás, que o ajudou a ter confiança de que poderia vencer Djokovic.

“Estive perto de vencer Rafa em Bastad em 2024, perdi no terceiro set por 7/5. Foi uma partida desafiadora para mim. Você cresce vendo esses caras, por isso significa muito. Quando você tem a chance de jogar contra esses caras você quer vencer, é um sonho que vira realidade”, comentou Navone.

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26 Comentários
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RAMIRO
RAMIRO
5 dias atrás

E não é só de agora…. o servio já experimentou 9 derrotas de argentinos:

Guillermo Coria -Roland Garros 2005 (4-6, 6-2, 3-2 e RET.)
Guillermo Coria -Masters 1000 de Miami 2006 (7-5 e 6-1)

David Nalbandian -Masters 1000 de Madrid 2007 (6-4 e 7-6)

Juan Martín del Potro -Copa Davis 2011 (7-6, 3-0 e RET.)
Juan Martín del Potro -Jogos Olímpicos de Londres 2012 (7-5 e 6-4)
Juan Martín del Potro -Masters 1000 de Indian Wells 2013 (4-6, 6-4 e 6-4)
Juan Martín del Potro -Jogos Olímpicos do Río de Janeiro 2016 (7-6 e 7-6)

Thiago Tirante -Masters 1000 de Cincinnati 2026 (2-6, 6-4 y 6-4)

Mariano Navone -US Open 2026

Última edição 5 dias atrás by RAMIRO
Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 dias atrás
Responder para  RAMIRO

Não entendi suas comparações, quando começa “e não é só de agora…”

Vera Barcelos
Vera Barcelos
2 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Gostaria de saber o curriculo destes atletas.

RAMIRO
RAMIRO
2 dias atrás
Responder para  Vera Barcelos

não entendi…. (de Guillermo Coria? de JM del Portro?… ?)

uase nada
uase nada
2 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

não há comparações…. é só uma informação, que a própria frase explica:
o fato de que “…. o servio já experimentou 9 derrotas de argentinos:”

Horácio
Horácio
5 dias atrás

Grande Navone!!!
Seu grande mérito foi vencer o primeiro set, quando Djokovic estava inteiro fisicamente e depois de estar 0-3. E ganhar no tie break, a especialidade de Nole.
Isso permitiu que o jogo alonga se o suficiente para cansar a Djoko. Logicamente Navone não tem a qualidade de um top 10, mas tem a garra de um top 3.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 dias atrás
Responder para  Horácio

Perfeita análise!
Mesmo com uma quebra de frente no quarto, bastava se manter no jogo, uma vez que o adversário já se apresentava totalmente combalido.

Fábio
Fábio
5 dias atrás

Derrotou sim o grande Djokovic, mas por outro lado deve ser frustrante ter derrotado não aquele Nole do auge de 2011, 2015, 2021, 2023 mas o Djoko de 2026 ja em final de carreira.

Marcus Henrique
Marcus Henrique
5 dias atrás
Responder para  Fábio

Não interessa. Desculpa boba de fã inconformado.

Se o Djoko que foi derrotado é o Djoko de final de carreira, isso não é culpa do argentino.

Quem está prolongando a carreira à força é o Djokovic, que se recusa a aceitar os sinais que o corpo tá dando.

Charlito
Charlito
5 dias atrás

Navone é guerreiro, jogador médio mas lutador e com boa consistencia. Agora, só ganhou pq o Djokovic tava vomitando em quadra.

Marcus Henrique
Marcus Henrique
5 dias atrás

Navone é jogador meia boca. Espancador de bola e maratenista. Igual a ele, há dúzias no circuito.

Agora, empolgado com essa vitória, vai pegar no máximo 3ª rodada ou Oitavas.

SANDRO
SANDRO
5 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

Qual é a necessidade de desdenhar do Navone desse jeito???

Realista
Realista
5 dias atrás
Responder para  SANDRO

Eu acho que ele não quis desdenhar, apenas foi realista. Navone é um jogador comum, com muita boa vontade, mas não o imagino ganhando grandes atps ou sequer colecionar atp250. Ou você acha que ele pode?

RAMIRO
RAMIRO
5 dias atrás
Responder para  Realista

ah… tá… mas quantos “comuns” desse jeito temos por cá?
Acho que deveriam calibrar as palavras com mais respeito… porque enquanto no Brasil só (somente) aparece milagrosamente um ponto fora da curva (JF)… a legião argentina continua sua trilha (são 10 tenistas no top-100) .

Muitos de vcs são os mesmos que ano passado anunciavam o “fantástico talento” do Wild (enquanto ele tomava inúmeras cacetadas do Etcheverry… que vcs qualificaram de “limitado”… kkkk)
Abraço ao Wildy e à sua ilimitada descida (183º)

Última edição 5 dias atrás by RAMIRO
Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 dias atrás
Responder para  RAMIRO

Para grande maioria dos brasileiros, basta ser argentino para ser desqualificado.
Não sei se os argentinos são assim também, mas, aqui sim.

RAMIRO
RAMIRO
5 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

ah é?!?… então por casa, fora do milagre do FS, o restante nem boca têm…né?
Nessa “duzia” não tem nenhum brasileiro (depois do FS cai pro 126º (Heide) ou pior… pro 183º (o talentoso e furioso Wildy)
Se enxerga, vei!!1

Marcus Henrique
Marcus Henrique
5 dias atrás
Responder para  RAMIRO

E o que tem a ver os tenistas brasileiros com o Navone? Quem falou de tênis brasileiro aqui?

Navone é sim um jogador medíocre. E o fato de ter vencido Djokovic em fim de carreira não faz dele um tenista “especial”. Pensar assim é uma coisa tosca.

E sim: igual ao Navone há vários e vários jogadores no circuito. Maratenistas que vivem de correria e de espancar a bola do fundo de quadra.

RAMIRO
RAMIRO
5 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

tá … mas. vcs falam como se o Brasil fosse ótimo nisso… Se toca… tome uma dose de humildade e respeito
Ele (Navone) não é um top 10… obvio, mas é muito mais que os que estão fora do top-100…. (por isso a comparação com tenistas da casa. até porque vem comentário que parece de futeboleiro, carregado de desrespeito)
Não existe mediocridade dentro dos top-80… chegar ai e se manter não é fruto da mediocridade, mesmo que nunca passe do top-30….
Parece que vc só joga gude na esquina

RAMIRO
RAMIRO
5 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

e porque “o pau que dá em Chico tbm dá em Francisco”…. ou seja, utilizando seu critério de qualificação (“mediocre”) aos “meia duzia” que trafegam entre top-80 e t-40 …o que ficaria para qualificar a todos os tenistas brasileiros ? …. com excepção do JF?… de “péssimos”? espantosos?… entendeu? (ou é preciso desenhar?)

Última edição 5 dias atrás by RAMIRO
Marcus Henrique
Marcus Henrique
5 dias atrás
Responder para  RAMIRO

Quem tá incluindo tênis brasileiro nessa discussão é você. Está viajando na maionese.

Reconhecer os méritos de um jogador por uma vitória, é diferente de considerá-lo “alto nível”. Navone tem pouco diferencial em relação a outros jogadores do circuito. É sim um jogador mais do mesmo.

O fato de Navone ser top 100 e ter vencido Djoko, não significa necessariamente que ele seja “alto nível”. Há vários tipos de tenistas top 100. Há bons jogadores dentro do top 100; há jogadores com potencial; e há jogadores “mais do mesmo” (como Navone): maratenistas e espancadores de bola. Igual a ele há dezenas de jogadores: gente com jogo sem brilho, sem carisma, e que figuram no top 30 (e até no top 10!) com um jogo sem chamar a atenção.

Eu não torço pro Djokovic. Mas o fato desse argentino ter vencido o Djokovic não muda nada. Navone não se tornou “gênio” por causa da vitória de ontem. E o fato do tênis brasileiro estar com poucos top 100 não impede ninguém de analisar os jogadores do circuito ou criticar o jogo de algum tenista. Que pensamento tosco é esse? O que uma coisa tem a ver com a outra?

uase nada
uase nada
2 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

mas a questão que critico é a forma desreipeitosa de qualificar desdenhosamente … (até porque, repito, se esses qualificativos “mediocre”/”limitado” ditos por torcedor brasileiro, caberiam ,,, então quais seriam os correspondentes para os brasileiros que navegam lá no subsolo?)
Eu tbm acho que Navone nunca poderia ultrapassar o top-30… que não é um atleta marvilhoso… o mesmo para Etcheverry… mas afirmar que atletas que circulam e permanecem na casa do rank. entre 80º e 30º são mediocres é um exagero desrespeitoso,,, sobre tudo quando dito por quem pouco tem nesse deporte.

uase nada
uase nada
2 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

mas claro! certíssimo que Navone (nem nenhum tenista argentino atual) é um Juan Martín atual. Eu não disse isso.
O que digo é uma crítica ao torcedor/comentarista brasileiro, que deveria falar com mais respeito ao se referir a um atleta de um pais com uma sólida história no tenis, uma escola consistente e continuada nesse esporte.
Por outro lado “alto nível” (mesmo que não seja “o mais alto nivel”) estão sim!! tenistas que conseguem permanecer constantemente acima do top-80º

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

Navone é sim, medíocre como tenista.
O ponto de destaque é sua falta de empatia com a felicidade dele, ao realizar o feito de impor uma derrota na R1 a Novak Djokovic, no US Open, depois de 20 anos da última.
Isso, deveria ser motivo de euforia para qualquer um.
JF nem era nascido ainda quando isso aconteceu.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
4 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

Basta ler novamente suas declarações.
Um tenista que jamais havia jogado no maior estádio do mundo, vencer justamente o maior vencedor desse esporte, quebrando um record de 20 anos. E somente por esse lado – 20 anos – dá para se perceber o quão seria difícil para ele, suportar tamanho esforço.
Só mesmo um robô para não se emocionar.

Marcus Henrique
Marcus Henrique
4 dias atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Não se trata de ser robô. Com certeza eu me emociono com a vida de vários tenistas. Só não ponho neles uma imagem do que não são.

Com certeza essa é a maior vitória da carreira do argentino. Vencer Djokovic é uma façanha pra ele (e não tem culpa se Djoko está em fim de carreira). Mas isso não muda o fato de que Navone é, e continua sendo limitado. E igual a ele há dezenas de outros tenistas.

Última edição 4 dias atrás by Marcus Henrique
Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
3 dias atrás
Responder para  Marcus Henrique

O ponto da questão não é o nível técnico do Navone.
É a emoção dele ao vencer o jogo, sobre o maior de todos.

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