PLACAR

“Não quero dizer que sou o maior”, afirma Djokovic

Foto: Pauline Ballet/FFT

Paris (França) – Novo recordista de títulos de Grand Slam entre os homens, chegando à 23ª taça neste domingo ao conquistar Roland Garros, o sérvio Novak Djokovic sabia que estava perto de escrever a história antes de entrar em quadra na final em Paris e por isso tentou ao máximo não pensar nisso. Ele também falou sobre a disputa pelo posto de maior dos todos os tempos e preferiu apenas enaltecer os demais grandes nomes da história do tênis.

“Não quero dizer que sou o maior, porque sinto, já disse isso antes, que é desrespeitoso com todos os grandes campeões em diferentes épocas do nosso esporte, que foi jogado de uma maneira completamente diferente do que é hoje. Cada grande campeão de sua geração deixou uma marca, um legado, e abriu caminho para que possamos praticar esse esporte com grande destaque pelo mundo”, afirmou o sérvio.

Se na hora de se colocar como o maior da história, Djokovic preferiu não se posicionar, quando o assunto é a história escrita, com o recorde de Slam, ele reconheceu a importância, compartilhando a felicidade que passou pela cabeça ao fechar o jogo. “Quando vi seu forehand indo para longe, senti um grande alívio e fui dominado por emoções maravilhosas”, contou o campeão de Roland Garros.

“Sabia que a partida hoje seria especial, que a história estava em jogo, mas tentei focar minha atenção e meus pensamentos em me preparar da melhor maneira possível para vencer, como qualquer outra partida. Claro que não posso dizer que não pensei que a linha de chegada que estava logo ali e que faltava só mais uma para ganhar um troféu histórico, mas meu time criou uma boa bolha para me blindar”, revelou.

Djokovic reforçou também que os Grand Slams são suas maiores prioridades. “Não apenas para esta temporada, mas para qualquer outra, especialmente nesta fase da minha carreira. Embora não goste de pensar em idade, a verdade é que meu corpo está respondendo de maneira diferente, então tenho que lidar com mais coisas fisicamente do que talvez no passado. Talvez cinco ou dez anos atrás eu me recuperasse muito mais rápido e não sentia tantas dores e as pancadas que estou sentindo hoje”.

A inspiração que teve em Federer e Nadal

“A verdade é que sempre me comparei com esses caras, porque esses dois são os dois maiores rivais que já tive na minha carreira. Eu já disse muitas vezes que eles realmente me definiram como jogador e, de certa forma, contribuíram com todo o meu sucesso. Tudo isso por causa das rivalidades e dos confrontos que tivemos”, declarou o sérvio.

“Foram incontáveis ​​horas pensando e analisando o que era preciso para vencê-los nos principais palcos. Vocês sabem, para mim e minha equipe, esses dois caras ocuparam minha mente nos últimos 15 anos. No sentido profissional”, brincou o novo número 1 do mundo, retomando a liderança do ranking após a conquista em Paris.

Reforço sobre a discussão do Goat

“Eu disse antes que essa discussão, prefiro deixar para outras pessoas, porque tem muita gente falando, e é bom para o nosso esporte ter essa discussão histórica, mas é claro que tenho muita autoconfiança. Para mim, no dia a dia, sou o melhor em quadra, porque com esse estado de espírito é o único que poderia me levar a resultados históricos. Depois, as estatísticas estão aí, mas temos muitos fatores diferentes. Depende do ponto de vista de uma pessoa ou das organizações que discutem essas coisas. Então não quero entrar nessas discussões. Estou escrevendo minha própria história”

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