Gaspar (SC) – Campeã do 56º Banana Bowl, Nauhany Silva comemorou o maior título de sua carreira neste domingo, depois de vencer Victória Barros em três sets. Com o resultado, Naná encerra um jejum de 35 anos sem títulos brasileiros na chave feminina. A última campeã havia sido Roberta Burzagli, em 1991.
A decisão marcou também um feito raro: Foi a primeira final 100% brasileira do torneio em quatro décadas. A última havia acontecido em 1986, quando Gisele Miró venceu Gisele Faria.
“Que semana incrível, vou levar para a vida”, comemorou Naná, após a vitória por 6/3, 4/6 e 6/3. “Estou muito feliz por conquistar um J500. A final foi contra uma amiga, em uma decisão 100% brasileira que mostra a força do nosso tênis”.
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“A torcida estava dividida, foi um jogo muito especial. No primeiro set consegui impor meu ritmo, no segundo deixei escapar algumas oportunidades, mas no terceiro me mantive mais firme, positiva e focada para sair com a vitória. Divido esse título com minha equipe, minha família, patrocinadores e todos que torcem por mim”, acrescentou a paulista de 16 anos, que conquistou três torneios seguidos na atual temporada e já havia sido campeã nos J300 de Santa Cruz, na Bolívia, e também de Porto Alegre.
Victória feliz com a recuperação na temporada
Vice-campeã do torneio infanto-juvenil mais tradicional do país, Victória Barros disputou apenas seu terceiro torneio da temporada, recuperada de uma lesão na panturrilha que sofreu durante o Australian Open em janeiro. “Quero agradecer à minha equipe por estar aqui comigo e a todos que cuidam de mim. Esses últimos meses não foram fáceis. Mas fiz o que pude e tenho que continuar trabalhando, porque ainda tem muita coisa pelo ano”.
“Parabéns para a Naná e para a equipe, pelo grande torneio. Espero que ela continue nesse pegada durante o ano”, comentou a potiguar de 16 anos, na cerimônia de premiação.
A jovem tenista está há mais de três temporadas na França, treinando na academia de Patrick Mouratoglou. Desde o ano passado, conta também com o espanhol David Sunyer, ex-técnico de Paula Badosa. “Me dá muita força ver tantas pessoas torcendo por mim e para a Naná. Mesmo treinando fora do país, eu continuo brasileira e sempre vou honrar muito o meu país e estou à disposição do Brasil”.
Treinadores valorizam grande fase de Naná
Danilo Ferraz, técnico de Nauhany Silva, destacou a evolução da atleta ao longo das últimas semanas. “Ficamos muito felizes com o resultado, que é fruto do trabalho dela e de toda a equipe. O que mais nos motiva é ver que estamos no caminho certo, ainda com muito a evoluir. Ela competiu muito bem e demonstrou grande maturidade para lidar com diferentes situações dentro dos jogos. Jogar no Brasil também traz uma pressão diferente e ela soube administrar isso muito bem”.
Esse amadurecimento da jovem paulista também foi valorizado por Leo Azevedo, Head Coach da Rede Tênis: “Foram semanas exigentes, com viagens longas e jogos duros, e ela conseguiu manter um alto nível. A final, além de muito emocional, foi especial por reunir duas brasileiras em uma decisão do Banana Bowl depois de tanto tempo. Seguimos com os pés no chão, olhando para o longo prazo. Estamos muito felizes pelo terceiro título consecutivo e, principalmente, pelo desempenho dela ao longo dessas semanas”.











Serão as melhores do Brasil em um futuro próximo. E com potencial para top 100, tomara!
Creio que para top 50 viu!!! Acho a naná com mais potência nos golpes que vitória!!!! Tecnicamente já acho a vitória um pouquinho a frente , vamos ver se a bia com um jogo bem limitado conseguiu um top 10..essas meninas creio qie pode sim chegar lá.
Temos duas jovens promissoras e de grande talento. Nosso tenis estará bem representado! Força meninas! Vocês são show!
São duas jovens tenistas de muito talento e promissoras.
Muito em breve, estarão no circuito profissional.
Parabéns, meninas!
O tênis brasileiro agradece!
Dalcim, como elas ficaram no Ranking depois do Banana Bowl ??
Mário já publicou essa notícia no TenisBrasil: https://tenisbrasil.uol.com.br/victoria-entra-no-top-10-do-ranking-juvenil-nana-salta-para-o-11o-lugar.html
Torcida dividida? Parecia mais um embate SPxRN, com mais de 80% a favor
da atleta Paulista! Menos né, Nauhany! Vou dar um desconto por causa da sua idade, mas 80% do público tava a seu favor, o que deixou a Victória bastante irritada. É claro e cristalino, que pelo fato da Victória treinar fora, o público valoriza mais a que treina no Brasil, o grande País que valoriza o esporte ao máximo (Contém ironia).
Carisma conta muito. Não é à toa que a torcida era da Naná. Seu comportamento é muito melhor em quadra que o da adversária, que berra na cara da adversária, não cumprimenta a árbitra e reclama o tempo todo. Victoria tem muito a se desenvolver nessa área. Além de tudo, Naná tem um jogo mais moderno, que casa bem melhor com o tênis profissional.
Torcida maior para a mais simpática e mais humilde. Simples assim
Parabéns para as duas meninas, em especial à Naná que foi campeã. Que seja a primeira de muitas finais. Eu vejo cada jogadora e jogador como personagem única e único. Então um(a) é diferente da(o) outra(o), e é assim que eu analiso. As duas jogadoras têm 16 anos e ainda estão em formação. Portanto, vão aprender a conviver com as particularidades de ser uma pessoa pública, que joga profissionalmente um esporte tão popular como o tênis.