Para um torneio de nível 1000, Beatriz Haddad Maia e João Fonseca tiveram primeiras partidas bastante acessíveis, mas tanto um como o outro não conseguiram produzir um tênis suficientemente competitivo e ficaram pelo caminho. Agora, vão amargar pelo menos oito dias de espera até que chegue Cincinnati.
Bia entrou diretamente na segunda rodada por ser cabeça de chave e pegou uma adversária que vinha de vitória no domingo e por isso certamente mais ambientada. Mas a holandesa Suzan Lamens não possui qualquer recurso extraordinário, apesar do bom forehand, e só mesmo o terrível aproveitamento de primeiro serviço da brasileira, com desoladores 35%, explica o placar dilatado do set inicial.
Depois a brasileira reagiu, no seu melhor momento de lucidez na partida, usando o saque angulado para aproveitar a paralela de forehand ou fazendo boas transições à rede. A adversária ajudou, com uma queda brusca de produção, mas voltou rapidamente ao equilíbrio num terceiro set de games longos em que as duas viveram intensos altos e baixos. Por fim, Bia sucumbiu à pressa e à imprecisão, típicos de quem joga sem total confiança, e a holandesa mereceu avançar à terceira rodada.
Difícil imaginar que esta é a mesma jogadora que chegou à final do torneio em 2022, embora jogado em Toronto, numa caminhada em que derrubou a então número 1 Iga Swiatek e mais três top 15 antes de cair em três sets diante da poderosa Simona Halep. Não há muitas semelhanças entre a Bia de hoje e a Bia de então.
A decepção de Fonseca
Já a eliminação de Fonseca para um adversário fora do top 100 nos leva a fatos e conjecturas. O que não se discute é que o carioca jogou abaixo de seu potencial, mostrando certa dificuldade com o tempo da bola, o que veio a prejudicar principalmente a devolução. E olha que o australiano Tristan Schoolkate não é um exímio sacador e, ainda por cima, jogou com apenas 56% de primeiro saque.
Ainda assim, sem mostrar talvez metade do que pode, Fonseca perdeu em dois sets apertados e deixou escapar vantagens no tiebreak. Saiu claramente frustrado da quadra e sequer deu declarações depois da partida, sinal evidente do desconforto.
Aí se abre campo para as especulações. Teria João feito uma parada longa demais depois de Wimbledon? Não deveria ter jogado torneios menores no saibro europeu? Por que não se aqueceu em Washington? Seria soberba fazer um calendário só mirado nos grandes torneios?
Me parece prematuro se fazer críticas a ele e sua equipe. Em primeiro lugar, não sabemos exatamente quais são as preocupações sobre seu momento ainda de desenvolvimento físico. Observem que seu perfil atual já fala em 1,88m, o que mostra que o processo de crescimento ainda está ativo e isso exige ajustes constantes.
Ao mesmo tempo, Fonseca pode ser o tipo de jogador que precise de maior tempo de adaptação nas trocas de piso, como aconteceu na longa preparação para o saibro e depois para a grama. Não é de hoje que seu time prega cautela, enfatizando uma visão de longo prazo. É portanto muito cedo para se dizer que estejam errados.
De qualquer forma, eu acho que Fonseca deveria, sim, ter jogado Washington. Caso fizesse boa campanha, poderia pular Toronto e se preparar bem para Cincinnati. A queda precoce no Masters canadense o fará amargar mais nove ou dez dias de puro treino. E isso nunca substitui o real ritmo de competição.










Rune passa a impressão de aceitar passivamente as derrotas, não parece se importar em perder, não se mata na quadra p vencer, algo péssimo p um esportista. Deve adorar aquela música q diz “vida leva eu”…
Eu imaginava uma grande chance de uma final entre Iga e Gauff, mas a americana nao se encontrou na partida de hj. Um primeiro set medíocre e um ultimo game da partida com duas duplas faltas. Não jogou bem.
Já a menina Mboko não tem nada a ver com isso e fez uma partida excelente, em especial conseguindo se recuperar em alguns momentos de grande pressão, como no game em q salvou 2 ou 3 breaks, salvo engano no 33 do set 2. Incrível como esse tênis feminino produz surpresas agradáveis…
Dalcim , não está meio sem graça esses torneios ? rssss, sinto falta do big 3 , era mais animado !!!
Muita gente sente, Sandra!
Iga está de volta a boa forma técnicas física e mental. Também fiquei com a impressão q está mais musculosa, por sinal com uma cor da pele maravilhosa. Seu BH está ótimo, esse sempre foi seu melhor golpe; me pareceu q está girando mais o FH, e com isso minimiza os muitos erros q vinha cometendo com esse golpe. Embora com melhora, o segundo serviço ainda me parece seu calcanhar de Aquiles. Tornou-se novamente forte candidata aos principais títulos…
Bom para os Fonsequizados heheh…deixem o menino crescer
Dalcim , tem ranking mínimo para se jogar Challenger?
Não, não existe. Depende sempre da lista de inscritos.
Oi Dalcin, se não me engano tinha um torneio 250 na quadra rapida e acho que a chave era favoravel, Fonseca poderia ter usado para se adaptar e pegar pontos para evoluir você não acha? Enquanto ele estiver no top 50 vai sempre pegar um jogador muito forte nas primeiras rodadas nao é isso?
Sim, temos Los Cabos na semana anterior a Washington. A primeira rodada não necessariamente – veja que o adversário de Toronto estava fora do top 100 -, mas pegar um cabeça na segunda rodada é certo.
Vi agora q o passador de bola Medvedev perdeu, será q eu consigo trabalhar? Q notícia kkkkkkkkk!!!
Primeiro set no qual Zverev foi… Zverev. Erros infantis em bolas fáceis e em momentos decisivos, descontrole emocional claro. Como ele é bem mais jogador do q o italiano, pode perfeitamente fazer 21 e vencer, mas acho q quem deveria pedir o boné e sumir deveria ser o Tio Toni, a saude dele corre risco com o alemão como pupilo…
Zverev não precisa de dinheiro, ja tem muito. Ele precisa de estabilidade, conquistas mais relevantes, um GS pra ser mais exato. Se esta chance não for suficiente para q ele integre TN a sua equipe, aí a conclusão obvia é q ele é um caso perdido…
Parabéns!!! Sou fã de suas análises. São sempre precisas.
A Bia se inscreveu em 3 torneios antes do US Open, pelo menos já são 3 jogos garantidos.
Não vi o treinador dela no box, ela trocou?
Concordo com o Dalcim. Ainda mais pra um jovem como o João, que precisa de ritmo pra melhorar a parte física nos jogos que se surgirem longos, coisa que ele ainda não tem. O Djkovic na minha opinião, está pecando nessa parte também, mas ele é Djoko, e diferente do João, se precisar já 5 sets ele joga. Isso que eu penso!
O Djokovic até os 30 anos de idade jogava muitos torneios.
Ano em que completou 18 anos:
Djokovic (2005): 15 torneios
Fonseca (2024): 25 torneios
Ano em que completou 19 anos:
Djokovic (2006): 22 torneios
Fonseca (2024): 23 torneios*
*16 torneios até agora, devendo jogar pelo menos mais 7 (Cincinnati, USO, Davis, Laver, Xangai, Basileia e Paris).
Correção:
Ano em que completou 19 anos:
Fonseca (2025 e não 2024)
O mais incrível é que postam sem ter a menor noção de coisa alguma. É óbvio que JF vai terminar próximo ao Sérvio, caro André Aguiar. Não me surpreende o fato de seu Staff não está nem aí para entrevistas e pra mídia Social. Sabem que vão colher os frutos em breve, e calar a boca de desinformados e palpiteiros . Abs !
Eu não falei AOS 18 anos, eu me referi ATÉ os 30 anos.
Ou Djokovic não jogou bastante torneios quando tinha entre 25 e 20 anos de idade, André?
* 30
Como vou adivinhar que o seu “até 30 anos” começa aos 25 anos?
E outra: comparei o Djoko com o João Fonseca no n° de torneios disputados aos 18/19 anos não para contradizer a sua afirmação, muito pelo contrário. Fi-lo para mostrar, especialmente aos que estão criticando o brasileiro por supostamente estar jogando pouco, que ele jogou mais do que vencedor de 24 Slams jogou nos dois primeiros anos da carreira.
Aliassime continua… o mesmo. Pode até virar e vencer hoje, mas continua… o mesmo…
Nada feito e muito por fazer! Mas, já era esperado que tanto Bia como Fonseca (em momentos completamente distintos da carreira) estão lutando neste exato momento por um salto, que, afinal, deverá vir. Devemos ter esperanças, sim.
O problema da bia é o mesmo do Bellucci ,joga bem contra os tops e mal contra os ruins
Jogava bem contra os Tops? Como assim?
Desculpe, mas nos últimos anos de carreira, o Bellucci era bem “democrático”. Ele jogava mal contra todos:
Tops, não-tops, tenistas de challenger, you name it (rs)
O pior de tudo nessa passagem do João pelo Canadá são os “torcedores” que davam como praticamente certo o título dele com o torneio esvaziado.
Quem dava como certo isso? Alguém postou isso aqui? Creio o que quem for lúcido esperava seria uma participação melhor e sem derrota p um desconhecido na estreia, daí a decepção com mais uma eliminação precoce…
Por aqui não vi, nobre.
Mas vi bastante nas redes sociais famosas, um ufanismo nauseante.
Dalcim, alguma chance de um podcast com o técnico Guilherme Teixeira?
Seria interesante ouvi-lo discorrer sobre a carreira do João até o momento, expectativas para o futuro próximo, além dos pontos muito bem destacados nesse seu post: desenvolvimento físico, adaptação à mudança de superfície e premissas adotadas na definição do calendário.
Eu já solicitei algumas vezes, André, mas a equipe não é muito afeita a dar entrevistas. Continuarei tentando.
Olha mestre, se ele está esquivando do seu convite???? – Ele é muito se noção….
Se fosse eu, o tenista a ser convidado por ti, rsrsrsrs, eu diria: dia e hora mestre, será um prazer, e gostaria de sugerir essa grande figura, o Dácio Campos, seria muito legal.
Puxa Evaldo, eu estranharia se ele aceitasse de pronto.
Assisti simultaneamente (TV x celular), as partidas da Bia e da Gauff, esta última contra uma pedreira, a americana D.Collins. Gauff cometeu 23 duplas-faltas e chegava a sacar no pé da rede. No entanto, seu mental é forte e o da Bia está no seu pé. Ela saca e parece saber q vai errar e aí se entrega. É uma guerreira, mas o ano acabou de forma melancólica.
Já Fonseca, é jovem e parece q sua equipe e pais preocupam-se em não pesar a mão disputando os torneios de forma seguida e isso é uma estratégia, a meu ver, equivocada. Sua autoconfiança (pelo ranking dos adversários) antes das partidas vira frustração durante as mesmas qdo não vê seu único jeito de jogar (dar na bola a qqer custo) funcionar. Não é fenômeno, mas pode alcançar um Top 10, uma vez que nunca vimos um tão fraco… A conferir.
Acredito que o João tem muita margem pra crescer, mas no Brasil por falta de alguém no circuito que aconteça rápido, ganhe tudo que dispute as críticas são inevitáveis, Bia já está a mais tempo no wta…precisa colocar seu ranking pra funcionar …e quem sabe um passinho atrás , jogar torneio menores ,fazer uma sequência vencedora e voltar com mais cabeça , principalmente no saque que está uma lástima.