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Monte Carlo prevê teto retrátil para os próximos anos

Foto: ATP Tour

Monte Carlo (Mônaco) – Finalizado no último domingo com a conquista do tricampeonato de Stefanos Tsitsipas diante de Casper Ruud na decisão, o Masters 1000 de Monte Carlo pode ter algumas novidades para os próximos anos. Entre as principais mudanças estão a construção de um teto retrátil e a implementação de marcação eletrônica.

Na edição deste ano, a chuva foi um dos obstáculos enfrentados pela organização e os jogadores, causando a paralisação de jogos e suspensão da rodada ainda no terceiro dia, atrapalhando o andamento do evento. Para evitar isso futuramente, o diretor do torneio, David Massey, revelou que deverá ser implantado um teto retrátil na Quadra 2.

“Temos um projeto de cobertura resistente ao vento, mas ainda não está pronto. Vai demorar pelo menos dois anos ou talvez mais. Sabemos que a cobertura não será na quadra Rainier III [a principal do clube], pois ao redor da quadra as arquibancadas não são permanentes. Então vai ser na quadra número 2”, afirmou o dirigente.

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“É claro que tentaremos evitar disputar partidas lá sob o teto porque a Quadra Central é muito maior e é difícil mudar uma partida de lá para uma quadra menor. Então só usaremos aquela quadra coberta se realmente precisarmos desesperadamente progredir nas partidas. Será como reserva. Mas será bom ter essa opção e também poder fornecer um produto de TV, se necessário”, acrescentou Massy.

Outro aspecto que foi bastante discutido nos últimos dia foi a questão da marcação eletrônica, ainda ausente nos torneios de saibro. Depois da polêmica envolvendo um lance capital na partida entre Jannik Sinner e Stefanos Tsitsipas na primeira semifinal do sábado, David Massey confirmou que haverá mudanças significativas já a partir da próxima temporada, com a implementação de um novo sistema.

“Esta decisão foi confirmada e, a menos que a ATP mude de ideia, não haverá mais juízes de linha aqui no ano que vem. Embora a ATP queira realmente ter o melhor sistema para decisões de linha, acredito que os juízes que estão aqui são de altíssima qualidade. Há uma dura seleção e eles vêm de todas as partes do mundo. Então é claro que quando algo acontece algo em um ponto importante como ontem [sábado], é difícil, mas também faz parte da história do tênis. De qualquer forma, no próximo ano será eletrônico”, enfatizou.

Por fim, o diretor do torneio admitiu que gostaria de futuramente estender a duração do evento em um ou dois dias, mas entende que esse é um movimento bem mais complicado devido ao apertado calendário, principalmente nesta fase da temporada. Para o ano que vem, as datas já estão confirmadas e não haverá qualquer alteração nesse sentido.

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