Monte Carlo (Mônaco) – O russo Daniil Medvedev sabe que o saibro está longe de ser a sua especialidade, mas está confiante de que possa surpreender no Masters 1000 de Monte Carlo. O atual número 10 do ranking mundial reconhece que a troca constante de superfícies é um problema, mas que está treinando firme em busca de sustentar o excelente início de temporada.
O tenista de 30 anos soma 23 títulos na carreira e surpreendeu em 2023, quando conquistou o título no saibro do Masters 1000 de Roma. À época, ele já era um feroz crítico da superfície, embora tenha encontrado soluções para ganhar o prestigiado torneio. Em Monte Carlo, ele é cabeça de chave 7 e estreia contra quem passar do duelo entre o espanhol Roberto Bautista Agut e o italiano Matteo Berrettini.
“Para mim, não é nada fácil mudar de piso, prefiro descansar um pouco e depois me preparar. Claro que eu preferiria ter ido mais longe em Miami, mas quando se perde cedo, ao menos há mais espaço para se preparar fisicamente para o saibro”, analisou o russo.
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Sobre os ajustes que precisa implementar para ser competitivo na terra batida, o atleta de Moscou destacou o tempo necessário para treinar. “Isso é importante para mim, porque não me sinto natural no saibro. Todas as transições são difíceis, até mesmo da grama para o sintético”, garantiu.
“Mas o que torna mais complicado de disputar grandes eventos no saibro é que, desde o verão norte-americano do ano passado até Miami, praticamente só jogamos em quadras sintéticas. O corpo e a mente precisam se acostumar. Eu começo a sentir como se estivesse em condições mais velozes e preciso mudar isso”, reconheceu.
Autocrítica e satisfação com início da temporada
Medvedev sabe que está longe de igualar marcas de grandes nomes do esporte, mas avalia como seu estilo de atuar sempre possa resultar em campanhas relevantes. “Acho que foi um começo de ano muito bom. Sou alguém que sempre quer mais, especialmente pela forma como joguei em alguns torneios.
“Obviamente, não estou satisfeito por não ter conseguido manter isso em todos os torneios, mas é assim que o tênis funciona. Essa é a diferença entre os caras que ganham 20 Grand Slams e eu. Sou muito bom, mas não vou ganhar tudo isso”, reconheceu.
“Com o meu jogo e os meus golpes, sou alguém que não pode jogar mal, porque certamente irei fracassar. Então, para ganhar mais, preciso estar em alto nível. Se venci muitas partidas, significa que estou sólido e me sinto feliz por isso. Estar em terceiro na corrida da temporada demonstra isso”, finalizou o russo.











