Camberra (Austrália) – Um dos poucos jogadores de sua geração a derrotar Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer, Nick Kyrgios revelou como procurava explorar o jogo de cada integrante do Big 3. O australiano analisou as características dos três e afirmou que o sérvio não tinha fraquezas durante seu auge.
O polêmico tenista fez a análise nesta quarta-feira durante uma sessão de perguntas e respostas com seus seguidores no Instagram. Questionado sobre as diferenças ao enfrentar os três, afirmou que as estratégias eram “extremamente diferentes”.
Sobre Federer, o australiano destacou a capacidade do suíço de tirar tempo dos adversários e sua criatividade. Também o classificou como o mais agressivo dos três. “Bolas altas no backhand. Você conseguia uma bola mais curta jogando por ali”, disse ao apontar a principal brecha no jogo do suíço.
Nadal, por sua vez, chamava a atenção pelo aspecto físico. “Era incrivelmente físico. Era praticamente impossível encontrar seu backhand depois do saque, então você ficava constantemente à mercê dele”, avaliou.
Kyrgios revelou ainda como tentava atacar o espanhol. “Ele sofria quando você castigava o backhand cruzado em direção ao forehand dele e, a partir daí, conseguia expor seu backhand. O segundo saque também era vulnerável às vezes.” Por outro lado, destacou a força mental do canhoto. “Era um competidor sublime. Você nunca conseguia perceber se ele estava ganhando ou perdendo”, prosseguiu.
Ao falar de Djokovic, Kyrgios foi direto. “No auge, ele realmente não tinha nenhuma fraqueza. Adorava quando você jogava rápido, adorava quando você assumia o controle e também não se importava em comandar”, afirmou o ex-número 13 do mundo.
O atleta de 31 anos citou os fundamentos que Djokovic aprimorou ao longo da carreira. “O segundo saque não era incrível, mas depois ele melhorou e se tornou um sacador muito preciso. Também melhorou drasticamente os voleios, embora não fosse o melhor na rede”, explicou.
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Por fim, Kyrgios voltou a decretar que, em sua visão, Djokovic é o maior de todos os tempos, usando a expressão “GOAT” acompanhada do emoji de uma cabra. O australiano enfrentou o sérvio três vezes no circuito, com derrota na final de Wimbledon de 2022 entre os destaques. Contra Nadal foram nove encontros e mais sete diante de Federer.











Os que acham o Djokovic o maior de todos os tempos….são os mesmos que acham o Neymar melhor que o Romário e R9…..São os mesmos que acham que o Zico jogou mais que o Maradona…..simples assim.
Como não tinha fraquezas? E aquela derrota para Dennis Estomim na segunda rodada do AO? De fato, o sérvio teve um jogo completo e para vencer ele numa partida o adversário teria que estar disposto a sempre bater muito forte e correr mais que Djokovic, que é o tênis padrão básico dele. Foi o que Murray fez em 2016 quando assumiu o número 1 da ATP.
Sua análise não condiz em nada com a realidade Ronildo.
Então, perder para Dennis Istomin, uma única vez na vida demonstra uma fraqueza?
Vencer mil vezes todos os tipos de jogadores demonstra o que?
Djoko tem poucas fraquezas jogando de fundo, mas se chamar pra rede ou smash, aí é um jogador como qualquer outro.
Na verdade a fraqueza foi no circuito mesmo, ele não foi tão testado assim. Desde o auge dele em 2011 até 2023 não surgiram jogadores do mesmo nível dele, do Alcaraz, do Sinner e dos grandes anteriores a ele como Sampras, Agassi, Federer e Nadal.
Realista, grande representante da Turma do Mi-mi-mi. Roger Federer começou o ano de 2011 com 29 anos e terminou o referido ano com 30 anos. Rafael Nadal nasceu em 03/06/1986, menos de um ano mais velho que o Djokovic. Afirmar que Federer e Nadal foram grandes tenistas anteriores ao Djokovic é atestar a impotência de ambos para barrar a evolução do Nole, que estudou o jogo dos seus dois principais rivais e desenvolveu habilidades para reverter a desvantagem que tinha para ambos tanto nos confrontos diretos quanto nas conquistas dos torneios importantes do circuito. Federer jogou em bom nível competitivo pelo menos até 2020 e Rafael Nadal foi competitivo até o ano de 2022 quando ganhou o Austrália Open e Roland Garros.
Criticando um mimimi com mais mimimi kkkkkk
Fui bem específico no comentário. Citei fatos. Aponte qual mentira tem no comentário acima.
Prezado, já percebemos que quando é para analisar Djokovic, como fez o Kyrgios, os “entendidos” aqui, usam todos os expedientes. Até, os que não existem.
Talvez ele nos responda como é possível um tenista fazer 50 jogos contra outro tenista anterior a ele, e esse mesmo tenista, formar um grupo, chamado Big3, com os mesmos anteriores.
Na geração do Federer, os tenistas com 29, 30 anos já estavam nas últimas da carreira. A genialidade dele o fez ser mais duradouro que a média de sua época. Ainda hoje, o auge de um tenista é considerado entre 24 e 28 anos. Depois disso o nível vai caindo ano após ano e alguns mais fora do normal resistem mais.
Djoko foi o que mais venceu slam depois dos 30 anos, um total de 12.
Federer foi muito beneficiado na juventude vencendo 16 slam e depois só venceu mais 4 depois que atingiu 29 anos. Em suma, o suíço sempre dependeu do físico para vencer majors.
A geração do Federer é a mesma da Serena Williams. O suiço é 49 dias mais velho que a norte-americana, sendo que a Serena Williams foi dominante até janeiro/2017 quando conquistou o AO com 35 anos completos. O Federer não conseguiu ter o mesmo domínio porque encontrou adversários que o impediram de ser dominante. O suiço tentou mas não foi capaz de superar Rafael Nadal e Novak Djokovic. Os últimos 5 grand slams do Federer foram em 2010, AO contra o Murray; em 2012, Wimbledon contra o Murray; em 2017, AO contra o Nadal, e Wimbledon contra o Cilic; e em 2018, Wimbledon contra o Cilic. O Federer ganhou duas finais do Murray que tem praticamente a mesma idade do Djokovic, e duas finais do Cilic, que é 1 ano e 4 meses mais novo que o Nole. E conseguiu ganhar do Nadal a final do AO 2017. Então, nas vezes em que não conseguiu ganhar as finais que disputou, o problema do suiço não foi a diferença de idade em relação aos seus adversários, mas sim a qualidade deles.
Federer e Nadal, anteriores a ele?
Nada mais a acrescentar.
Dizer que não tinha fraquezas é exagero, se fosse assim não perderia nenhuma partida, principalmente final de GS. Djokovic foi o que mais alcançou finais de GS, 38, mas além do record do que mais ganhou, foi o que mais perdeu também, 14. Federer perdeu 11, Nadal 8, mas chegaram a menos finais que Nole. O problema é que os principais pontos fracos do Federer (bola alta com spin na esquerda) e do Nadal (atacar seu top spin pegando na subida e encurtando o tempo) eram mais marcados, ainda que muito dificeis de explorar. Do Djokovic era aplicar variação, empurrando para o fundo e aplicando curtas, mas ele era muito rápido e te dava pouca chance de fazer isso, já que tinha o melhor contra ataque dor circuito. Por isso é o maior, mas dizer que não tinha fraqueza é demais
Há uma coisa a ser entendida: para se aplicar táticas contra a fraqueza do outro, é necessário habilidade.
A opinião do Kyrgios não é única quando diz que Djokovic era o mais completo e sem fraquezas e o seu retrospecto, contra ambos, tanto em vitórias x derrotas e conquistas, só comprova isso.
Concordo, por isso comentei que era uma fraqueza dificil de ser explorada. E concordo que era o mais completo, e além disso o maior de todos os tempos. Ainda assim, tinha fraquezas, só que para explorar as fraquezas dele, o outro tem que estar jogando altissimo nivel e defendendo bem suas proprias fraquezas que o Djokovic iria explorar. A diferença é que ele defendia suas poucas fraquezas de forma maestral, enquanto explorava a do adversario como um cirurgião.