Madri (Espanha) – A disputa do challenger 75 de Madri foi duramente prejudicada após jogadores denunciarem ameaças e ofensas xenófobas durante os jogos. O caso mais notório envolveu o jordaniano Abdullah Shelbayh, 300º do ranking. Ele foi alvo de graves ataques vindos das arquibancadas quando enfrentava o húngaro Zsombor Piros e acionou as autoridades locais após ser derrotado.
Testemunhas asseguram que parte dos presentes insultou o tenista de Amã com cânticos xenofóbicos e racistas, ao confundirem a bandeira da Jordânia com a da Palestina.
Os agressores seriam apostadores infiltrados entre torcedores comuns e que teriam causado confusão em outros jogos. A polícia madrilena chegou a prender um dos indivíduos apontados pelo crime, mas ainda não se sabe a extensão das providências tomadas.
O evento disputado na capital espanhola também recebe um torneio WTA 125, ambos disputados no piso de saibro. Segundo relatos, o torneio feminino também registrou intimidações a dirigentes e atletas.
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A organização dos eventos combinados lamentou o ocorrido. Embora tenha reiterado seu compromisso em preservar os jogadores, admitiu encontrar dificuldades para tomar providências legais e operacionais preventivas.
Em 2025, a então veterana francesa Aravane Rezai, ex-número 15 do ranking mundial, exigiu que sua partida fosse interrompida para a retirada de supostos torcedores que a estariam ofendendo.
O problema de casos envolvendo ameaças, partindo principalmente de apostadores, tem aumentado a cada ano tanto no circuito feminino quanto no masculino. A WTA anunciou no início do ano que iria investigar um suposto vazamento de dados, após a húngara Panna Udvardy vir a público para relatar os ataques que sofreu na Turquia.












Isso tá cada vez mais grave! Talvez seja só a ponta do aiciberg.