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Iga destaca consistência e mudança de atitude

Foto: China Open

Pequim (China) – Finalista do WTA 1000 de Pequim, Iga Swiatek está bastante habituada às fases decisivas de grandes torneios. Com apenas 22 anos, a polonesa vai para sua vigésima final da carreira e a sétima na temporada. Só este ano, já ganhou títulos em Doha, Stuttgart, Roland Garros e Varsóvia. E em torneios de nível 1000, acumula cinco títulos e dois vices. Por todos esses números, a atual número 2 do mundo vai apostar em sua consistência para o duelo contra a russa Liudmila Samsonova, 22ª do ranking, às 8h30 (de Brasília) deste domingo.

“Sinto que estou jogando de forma bastante consistente durante toda a temporada. Já disputei muitas finais. Não estou tratando diferente essa partida. Ainda quero fazer o mesmo trabalho”, disse Swiatek após a vitória por 6/2 e 6/3 contra Coco Gauff na semifinal. Ela está em busca de seu 16º título no circuito da WTA e o primeiro desde a perda da liderança do ranking para Aryna Sabalenka no US Open.

A polonesa destaca uma mudança de atitude nas últimas semanas e acredita que isso tem impacto direto em seu nível de tênis. “Estou muito feliz com meu desempenho. Parece que agora posso jogar livremente de novo, então estou muito feliz. Já faz um tempo que não me sentia assim. Então, vou lembrar pelo resto da minha carreira que, mesmo nos momentos mais difíceis, você sempre pode superar isso. Estou feliz por ter mudado minha atitude depois do US Open e espero poder mantê-la pelo maior tempo possível”.

Durante a semana, a ex-número 1 havia destacado o trabalho feito para aperfeiçoar seu jogo na rede. E ao chegar à final, ela cita também uma melhora de seu saque. “Com certeza, neste torneio sinto que estou sacando melhor. Não sei exatamente por quê. Estou tentando sacar da melhor maneira possível em todo lugar que eu jogo, mas agora sinto que estou mais relaxada e mais livre. Tudo é um pouco mais fácil do que nos torneios anteriores”.

Samsonova tenta o maior título da carreira
Adversária de Swiatek na final de Pequim, Liudmila Samsonova já conquistou quatro torneios da WTA e esteve em outras duas finais. Esta será sua segunda decisão em torneios de nível 1000. Em agosto, ela ficou com o vice em Montréal, onde também bateu Rybakina na semi, mas foi superada por Jessica Pegula na final no mesmo dia, após uma semana muito prejudicada pela chuva. A russa de 24 anos é a atual 22ª do ranking e tem como melhor marca da carreira a 12ª posição, alcançada em fevereiro.

As duas finalistas já se enfrentaram duas vezes, com duas vitórias de Swiatek, mas em momentos distintos. Ano passado, elas fizeram uma semifinal duríssima no saibro de Stuttgart. Já no início deste ano, em Dubai, a polonesa cedeu apenas um game. “Acho que meu saque e as devoluções serão a chave amanhã, porque ela é muito agressiva desde a primeira tacada e você precisa fazer isso melhor do que ela”, avaliou a russa.

“Gostei muito da maneira como entrei em quadra em Stuttgart contra ela. Na época eu só pensei: ‘Estou jogando contra a número 1 do mundo, então vamos tentar dar o meu melhor e ver o que acontece. Sem pressão, nem nada. Isso foi a chave. No final, eu estava tentando fazer o meu melhor, só isso. Quando estou mentalmente assim, posso jogar meu melhor tênis”, complementou a jogadora de 24 anos.

Para chegar à final, Samsonova derrotou a número 5 do mundo Elena Rybakina por 7/6 (9-7) e 6/3. A russa segue sem perder para a cazaque, liderando agora o retrospecto por 4 a 0, e marcou sua sexta vitória contra top 10 na carreira e a terceira na temporada. “Toda vez é uma batalha contra a Lena. Ela é uma campeã e o retrospecto não importa muito. Todas as vezes, disputamos partidas muito acirradas”.

A partida foi marcada por uma primeira parcial dramática, em que Samsonova foi quebrada de zero quando liderava por 5/4 e salvou um set-point quando perdia por 6/5. “Tive muitas chances de fechar o primeiro set por 6/4. Acho que não joguei muito bem naquele game, mas no final consegui finalizar. Nem sei como, é sério. O segredo, talvez, tenha sido apenas para ficar lá e lugar por todos os pontos”.

Relembre os confrontos entre Swiatek e Samsonova no circuito.

2023 – Dubai – sintético – oitavas – Iga Swiatek, 6/1 6/0
2022 – Stuttgart – saibro (coberto) – semifinal – Iga Swiatek, 6/7(4) 6/4 7/5

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