Paris (França) – A belga Justine Henin afirmou que as atuações de Jannik Sinner em Indian Wells não a empolgaram, embora o italiano tenha conquistado o título do Masters 1000 californiano sem ceder sets. De acordo com a ex-número 1 e hoje comentarista esportiva, o campeão poderia ter demonstrado algo a mais.
Em entrevista à Eurosport, Henin assegurou que já viu exibições mais completas do atual vice-líder do ranking da ATP. “Sinner não me impressionou totalmente em Indian Wells, e isso me preocupa bastante”, afirmou a ex-profissional.
Exigente, a belga espera mais do atleta de 24 anos, caso ele queira retomar o número 1, atualmente nas mãos do espanhol Carlos Alcaraz. “Já o vi jogar de forma muito mais convincente antes. Para mim, ele não atuou com 100% do seu potencial. Fiquei com a sensação de que ele ainda tem algo guardado”, garantiu.
Henin aproveitou para destacar que o principal desafio de Sinner no torneio ocorreu diante do brasileiro João Fonseca, na fase de oitavas de final. Na ocasião, o jovem carioca de 19 anos vendeu caro a derrota, perdeu três set-points no tiebreak do primeiro set e só caiu no desempate da segunda parcial.
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“João Fonseca foi um dos poucos que realmente o colocou sob pressão. Foi um dos raros momentos em que Sinner foi exigido”, analisou. A belga considera que este duelo expôs os pontos de vulnerabilidade de Sinner.
Contudo, a detentora de 7 títulos de Grand Slam teceu elogios ao italiano, especialmente sobre como conduziu a decisão contra o russo Daniil Medvedev, também vencida em dois tiebreaks. “Dava para notar quando Medvedev acelerava o ritmo. E o nível era muito alto”.
“Jannik continua tendo essa capacidade de controlar os momentos delicados, saindo de situações complicadas, como aconteceu no segundo set. Não se percebe pânico da parte dele, nem em sua equipe. De qualquer forma, ele encontrou as melhores soluções para ser o campeão”, avaliou Henin.














Todas essas críticas desde do início do ano até aqui são exageradas. O cara vence com autoridade um 1000 e é criticado. Sem contar que segue como o número. Ninguém vence sempre. Todos oscilam. Uns mais outros menos!