Miami (EUA) – Taylor Fritz admitiu que não pensa em constituir uma carreira longeva por conta de problemas físicos crônicos. O norte-americano afirmou que convive com lesões e sofre com constantes dores, fatores responsáveis por limitar sua performance.
Indagado se pretendia seguir os passos de grandes exemplos do esporte, como o sérvio Novak Djokovic, ainda atuando em alto nível prestes a completar 39 anos, Fritz descartou tal possibilidade. O norte-americano convive com uma tendinite persistente no joelho direito e faz tratamentos para se manter em atividade.
Após ser eliminado nas oitavas de final do Masters 1000 de Miami, o californiano foi bastante franco sobre sua real situação na entrevista coletiva. “Não vou jogar tênis até os 40 anos. Não é um cenário realista para mim. Hoje, pensar em seguir por mais uma década é algo fora da realidade, simplesmente porque meu corpo não vai aguentar”, admitiu o atleta de 28 anos.
O ex-número 4 do mundo e atual 7º colocado diz que os problemas crônicos são complexos e cuidar da saúde é prioridade. “Com a forma como tenho me sentido nos últimos anos, não há chance de suportar mais uma década. Ultimamente, o meu corpo tem dado sinais claros de desgaste. Fisicamente, tem sido cada vez mais difícil manter o nível”, lamentou.
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“Não é só uma questão de vontade, é sobre o quanto aguento realizar. Ainda quero competir, mas preciso ser realista. Vou tomar decisões baseadas em como me sinto em determinados momentos. O planejamento da carreira passa diretamente pela minha condição física”, pontuou.
Fritz sabe que precisa manter a cautela para evitar que o seu problema se agrave e o tire de ação precocemente. “Não dá para ignorar o que venho sentindo dentro de quadra. Quero continuar em alto nível, mas dentro dos limites que meu corpo impõe. Meu futuro no circuito depende totalmente de como vou lidar com essas dores. É algo que pesa muito quando penso no longo prazo”, ponderou.











Decisão sensata. Tem que pensar no futuro pra não ficar totalmente bichado.