Monte Carlo (Mônaco) – Após a dura vitória sobre o francês Arthur Rinderknech, em batalha de três sets, o carioca João Fonseca elogiou o rival em sua entrevista em quadra. Classificado para as oitavas de final do Masters 1000 de Monte Carlo, ele destacou o grande desempenho do adversário na partida e comemorou ter conseguido elevar o nível no final.
“Ele é um jogador que quebra muito o ritmo, então era difícil de enfrentá-lo. Estava sacando muito bem, fez muitos drop-shots, até mesmo com o segundo saque estava difícil de sentir a bola. Ele também conseguiu grandes golpes e foi muito bem junto à rede. É um grande tenista, está indo muito bem no último ano”, analisou Fonseca.
O carioca contou que em certos momentos estava lutando contra si mesmo para manter a concentração. “Sabia que precisava aproveitar as chances que tivesse porque ele estava sacando muito bem. Foi uma batalha até o final e me mantive positivo. Foi uma boa atmosfera, com os franceses torcendo para ele e os brasileiros para mim”, disse.
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“Foi um jogo com muitos altos e baixos, ele quebra muito o ritmo e faz bolas boas de contra-ataque, então tinha que estar sempre muito focado, principalmente no segundo saque dele, para tentar fazê-lo jogar e pensar”, comentou Fonseca, que enfrentará o italiano Matteo Berrettini às 6h da quinta-feira.
“Tinha que aproveitar minhas pequenas oportunidades, não estava conseguindo, mas no final consegui colocar um bom ritmo e achei a confiança para quebrá-lo. Fico muito feliz com a forma como lutei hoje”, acrescentou o carioca de 19 anos, que se tornou o mais jovem a chegar nas oitavas de Monte Carlo desde 2005.











O jogo era naturalmente difícil, em tese até mais complicado do que contra Berretini.
E Fonseca venceu mesmo sem estar num de seus melhores dias.
Não acho que seja menos dificil que o Berretini não, mas é uma excelente chave, sem duvida.
Foi importante o João Fonseca permanecer no jogo, mesmo após ter perdido o segundo set.
Esses jogos difíceis trazem confiança e maturidade ao jovem tenista brasileiro.
Agora é encarar o Berrettini.
Bora, Fonseca!