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Finalista, Paolini admite: “Nunca sonhei em vencer um Slam”

Foto: Nicolas Gouhier/FFT

Paris (França) – Uma das grandes sensações da atual temporada, a italiana Jasmine Paolini é também a maior surpresa desta edição de Roland Garros. Aos 28 anos de idade, a jogadora nascida em Castelnuovo di Garfagnana, entre o centro e o norte da Itália, faz sua melhor campanha em Grand Slam e disputará a maior final da carreira.

Até 2024, Paolini tinha 16 participações em Grand Slam e nunca havia passado da segunda rodada, com apenas quatro vitórias em 20 jogos disputados. Só então no Australian Open deste ano é que ela superou essa barreira e chegou às oitavas de final. No mês seguinte, conquistou seu maior título até aqui, no WTA 1000 de Dubai. Agora alcança uma final que ela mesma não acreditava que seria capaz de chegar um dia.

“Obviamente assisti a muitas finais, principalmente aquelas em que participaram tenistas italianos, e alguns deles até acabaram ganhando, mas imaginar que eu poderia estar naquele lugar? É muito difícil. Claro que eu queria, mas foi uma loucura para mim. Estou feliz e surpresa ao mesmo tempo”, revelou na entrevista coletiva desta quinta-feira.

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Indo mais além, Paolini admitiu ainda que sequer sonhava com esse momento e explica que prefere manter os pés no chão. “No começo de tudo eu só pensava em me divertir como tenista, mas nunca sonhei em ser campeã de Grand Slam ou a número 1 do mundo. Nunca sonhei tão grande. Talvez eu nem sonhasse em estar entre as dez melhores, mas tinha esperança, embora não acreditasse muito. É importante sonhar, mas é preciso fazer passo a passo, sem ir muito longe, e aos poucos fui fazendo isso”, admitiu a italiana que já garantiu o sétimo lugar do ranking, mas pode ser a quinta se for campeã no sábado.

Ela também complementou fazendo uma comparação com declarações de outros jogadores que chegaram ao topo e já sonhavam com isso desde cedo. “Para mim é surpreendente ver entrevistas de Djokovic quando ele era criança dizendo que queria ser o número 1 e vencer Wimbledon, ou Sinner dizendo aos 15 anos que seu sonho era ser o número 1. Isso é incrível, nunca sonhei com algo assim quando era menina e para mim tudo isso tem sido muito diferente. Acho que nunca sonhei em estar na final de um Grand Slam, mas aqui estou”, enfatizou a italiana.

Nervosismo e confiança na semi

Ao falar sobre a partida desta quinta-feira contra a jovem russa Mirra Andreeva, Paolini também foi sincera ao dizer que entrou muito tensa em quadra, mas aos poucos foi se soltando e se sentindo mais confiante. No final, ela precisou de apenas 1h15 para anotar o placar de 6/3 e 6/1 e garantir sua classificação para a final de Roland Garros.

“Hoje eu estava muito nervosa. Foi uma partida diferente da anterior contra Elena [Rybakina]. Eu havia perdido para ela há um mês e meio [nas oitavas de Madri], e aquela partida foi dura mental e fisicamente, pois ela é muito consistente. Apesar do nervosismo, entrei na quadra pensando em bater na bola, me movimentar rápido, estar no presente e jogar ponto a ponto. Quando quebrei o saque no primeiro set comecei a me sentir cada vez melhor”, analisou.

A italiana também destacou que essa mentalidade tem sido fundamental para continuar acreditando que pode conquistar coisas maiores. “Acho que meu nível ainda pode subir e agora entro em quadra acreditando que posso vencer todos os jogos. Creio que isso faz a diferença, o tênis é um esporte muito mental, por isso não é bom perder a partida antes de entrar em quadra. A confiança ajuda você a cometer menos erros, jogar mais fundo e aproveitar as oportunidades que surgem”, complementou.


Duelo com Swiatek na final

No último jogo na busca pelo troféu mais importante de sua carreira, Paolini terá um dos desafios mais duros possíveis: enfrentar a tricampeã e atual número 1 do mundo, Iga Swiatek, que está a 20 jogos sem perder no torneio e com uma sequência de 18 partidas de invencibilidade no saibro em 2024, com títulos seguidos em Madri e Roma.

A estreante em finais deste calibre pregou respeito à adversária e disse que focará apenas em si mesma e tentar surpreender a favorita. “Iga é uma jogadora incrível, todas as conquistas que ela obteve, apesar de ser tão jovem, são tremendas. Aqui ela já ganhou três vezes, vai bem todas as semanas e isso não é nada fácil. Tenho muito respeito por ela, mas meu objetivo é entrar na final do sábado e tentar aproveitar o momento, fazer um bom jogo e deixar um bom desempenho em quadra”, frisou.

A italiana também revelou que tem uma boa relação com a polonesa e que frequentemente conversam nos bastidores. “Tento falar polonês, mas não é fácil. Sou um pouco tímida porque não me sinto tão confiante com o idioma, mas quando a vejo após um título sempre a parabenizo em polonês. Ela também me parabenizou depois que ganhei em Dubai e sempre me deseja boa sorte nos jogos quando nos encontramos no vestiário. Felizmente, temos um bom relacionamento”, afirmou.

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João Sawao ando
João Sawao ando
6 dias atrás

Vamos paolini

Hugo
Hugo
6 dias atrás

Ainda bem que nunca sonhou, pq em simples a chave é zero. Brincadeira à parte, que bela campanha que fez!

Última edição 6 dias atrás by Hugo
Haroldo Guimarães
Haroldo Guimarães
6 dias atrás

Então lembro até hoje o que falaram dessa italianinha maravilhosa quando ganhou da Bia , ou foi campeã em Dubai. massacraram a coitada. Confiança, trabalho duro e correto levam você ao sucesso. Tem que ter técnica, sim tem, mas se altura fosse importante Isner e e outros teriam top one por anos.. PArabéns Paolini , torcendo pro você na final… mas vai ser muito dificil

Marinete
Marinete
5 dias atrás
Responder para  Haroldo Guimarães

Vai ganhar. Muito guerreira.Pequena notável. Chegou a vez dela. Jasmine Paolline. Bora.Fuerza.

Carolina
Carolina
6 dias atrás

O toque de Midas que Bia deu na Paolini em Dubai

Gisele Matias
Gisele Matias
5 dias atrás
Responder para  Carolina

Essa Bia não tá com nada! vcs que se iludem

Oscar
Oscar
6 dias atrás

Tenis feminino é assim. Muito instável ,só a Iga que é mais regular. Sempre há vagas para azarões como essa Pauline. Provavelmente essa final será o ponto mais alto da carreira dela e longe de repetir isso no futuro. Veremos.

Carlos Alberto Ribeiro da Silva
Carlos Alberto Ribeiro da Silva
6 dias atrás

Na final de grand slam, a campeã ganha 2000 pontos e a vice 1200 pontos. Então, a Paolini já garantiu mais pontos em Roland Garros do que ganhou quando foi campeã do WTA 1000 de Dubai.

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