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Final inesperada em Dubai vale façanhas e salto no ranking

Jasmine Paolini (Foto: Dubai Duty Free Tennis Championships)

Dubai (Emirados Árabes) – O segundo WTA 1000 da temporada, em Dubai, terá uma final entre duas jogadoras que não são cabeças de chave. A italiana Jasmine Paolini, 26ª do ranking, e a russa Anna Kalinskaya, 40ª colocada, se enfrentam neste sábado a partir do meio-dia (de Brasília). A partida vale marcas inéditas nas carreiras das duas tenistas, que irão saltar no ranking após o torneio.

Kalinskaya tem a chance de conquistar seu primeiro WTA na carreira. Até então, a russa só havia disputado uma final da série 125 no fim do ano passado no México. Vinda do quali, ela passou por três top 10 em dias seguidos, eliminando Jelena Ostapenko nas oitavas, Coco Gauff nas quartas e a número 1 do mundo Iga Swiatek na semifinal.

No início do ano a russa também venceu Barbora Krejcikova em Adelaide e fez outra boa campanha no Australian Open, onde chegou às quartas. A última tenista vinda do quali a vencer um torneio deste nível foi a francesa Caroline Garcia, campeã em Cincinnati em 2022.

Por sua vez, Jasmine Paolini iniciou o torneio com uma impressionante virada sobre contra Beatriz Haddad Maia. Ela estava perdendo por 6/4 e 4/2, além de enfrentar dois break-points. A italiana confirmou aquele game de serviço e iniciou uma incrível reação, chegando a vencer nove games seguidos para aplicar um ‘pneu’ no terceiro set. Depois de eliminar, Bia, Paolini também derrotou a canadense Leylah Fernandez e a grega Maria Sakkari em sets diretos para chegar às quartas. Ela, então foi beneficiada pela desistência de Elena Rybakina, número 4 do mundo, que vinha título em Abu Dhabi e semi em Doha e relatou problemas estomacais. Já na semifinal desta sexta, passou pela romena Sorana Cirstea.

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As duas finalistas já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. A italiana venceu o primeiro confronto em 2021 e a russa deu o troco no início deste ano, no Australian Open. “Jasmine luta por todos as bolas, joguei contra ela no Australian Open, foi um jogo duro e espero fazer mais uma boa partida”, disse Kalinskaya, que está entrando no top 30 e pode chegar ao 16º lugar se for campeã.

Já Paolini certamente será top 20 após o torneio, já que também vinha de outros bons resultados do fim do ano passado, como as quartas no WTA 1000 Cincinnati, a semifinal do 500 de Zhengzhou e a final no 250 de Monastir, além de ter feito oitavas na Austrália. “Se me dissessem no início da semana que eu estaria no top 20 primeiros, eu não acreditaria. Venci grandes jogadoras como Haddad Maia, Fernandez e Sakkari. Mas agora estou na final, então vamos aproveitar. Espero fazer o meu melhor jogo”.

A italiana de 28 anos tem apenas um título de WTA, conquistado em 2021 em Portoroz e pode chegar à 14ª posição se for campeã. Ela falou sobre o confronto com a russa: “Ela está se movendo muito bem e jogando muito fundo. Quando joguei contra ela na Austrália, ela também estava muito agressiva nas devoluções e eu não conseguia começar bem os pontos. Ela foi muito consistente e não cometeu muitos erros. Se quiser vencê-la, é preciso jogar fundo e tentar não cometer muitos erros”.

A última italiana a ser campeã em Dubai foi Sara Errani em 2016, ano em que o torneio foi de nível 500. Já as únicas jogadoras do país a ganhar um WTA 1000 foram Flavia Pennetta em Indian Wells no ano de 2014 e Camila Giorgi em Montréal no ano de 2021.

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Jose Luis Bitencourt
Jose Luis Bitencourt
1 mês atrás

Camila Giorgi venceu o WTA 1000 de Montreal em 2021

Marcos Antonio Vargas Pereira
Marcos Antonio Vargas Pereira
1 mês atrás

Quando a Jasmine venceu a Bia , ouvi que era impossível perder de uma jogadora com ela. Nada melhor que um dia após o outro.

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