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Ex-número 1, Halep leva dura suspensão de 4 anos

Foto: Tennis Majors

Londres (Inglaterra) – Depois de muita espera, finalmente a romena Simona Halep conheceu o veredito após ter testado positivo para roxadustat no US Open de 2022. A ex-número 1 do mundo levou uma suspensão pesada de quatro anos, anunciada nesta terça-feira pela Agência Internacional para a Integridade do Tênis (ITIA).

“Halep foi acusada de duas violações distintas, a primeira por causa de um Resultado Analítico Adverso (AAF) para a substância proibida roxadustat no US Open de 2022 e a segunda sobre irregularidades no seu Passaporte Biológico”, afirmou o comunicado divulgado pela ITIA.

Um tribunal independente, estabelecido reuniu-se em 28 e 29 de junho de 2023 em Londres, e ouviu testemunhas científicas especializadas em nome de Halep e da ITIA. A romena também prestou seu depoimento diretamente ao painel como parte do processo.  Em 11 de setembro, o tribunal confirmou que havia concluído que a tenista havia cometido violações intencionais às regras antidoping.

Embora tenha aceitado o argumento de Halep, que alegou ter sido contaminada por um suplemento, o tribunal ponderou que o volume ingerido não poderia ter resultado na concentração encontrada na amostra positiva. Também foi mantida a acusação de infração no Passaporte Biológico.

O tribunal argumentou que não tinha motivos para duvidar da “opinião forte” unânime alcançada por cada um dos três especialistas independentes de que um “provável doping” era a explicação para as irregularidades no perfil de Halep.

Dona de dois títulos de Grand Slam (Roland Garros 2018 e Wimbledon 2019), a romena de 31 anos estava provisoriamente suspensa desde outubro de 2022 e agora ficará proibida de competir até o dia 6 de outubro de 2026. O caso continua sujeito a recurso.

“Após um processo de audiência complexo e rigoroso, saudamos a decisão do tribunal independente. O volume de provas consideradas pelo tribunal tanto no processo roxadustat como no processo do Passaporte Biológico foi substancial. A ITIA seguiu os processos adequados como faríamos com qualquer outro indivíduo”, afirmou Karen Moorhouse, CEO da ITIA .

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