Monte Carlo (Mônaco) – Antes um quase completo desconhecido dos frequentadores do Monte-Carlo Country Club, Valentin Vacherot agora é esperança da torcida local para conquistar o Masters 1000 disputado no saibro de Mônaco. Ciente da pressão por uma boa campanha, ele está otimista quanto à adaptação ao piso, além de contar com o apoio da família e do público.
Na temporada passada, o monegasco recebeu convite para a chave principal e não passou da segunda rodada. Porém, tudo se transformou a partir do Masters 1000 de Xangai de 2025, quando furou o qualificatório e rumou para uma conquista inesquecível. Com o novo status, o atual 23º colocado do ranking sabe de sua responsabilidade.
“Eu sei que a pressão vai aumentar. Mas é uma sensação boa, daquelas que fazem você querer entrar em quadra. Cabe a mim transformá-la em algo positivo, porque é esse tipo de situação que aumenta em 2% ou 3% a motivação e impulsiona a parte física. Ajuda a jogar ainda melhor do que o normal”, afirmou.
Contente por estar atuando em casa, o atleta de 27 anos espera fazer história no Principado. “Nem todo mundo pode dizer isso, mas um dos 10 maiores torneios do mundo é disputado no meu clube. Jogo e treino nessas quadras desde os seis ou sete anos. Dá vontade de dizer: ‘Todo mundo está vindo para a minha casa’”, disse.
O monegasco demonstra humildade sobre a inesperada conquista em Xangai, embora esteja convicto de que possa causar outra surpresa no circuito. “Eu sei muito bem que tudo o que aconteceu foi um pico e que eu voltaria a descer em algum momento. Mas tudo pode mudar novamente”, admitiu.
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“Não houve um grande resultado desde então, mas também não me deparei com fases ruins, e isso já me deixa bastante feliz”. Desde o título na China, Vacherot alcançou quartas no Masters de Paris e, nesta temporada, ainda não conseguiu embalar. Ele vem de oitavas de final em Miami.
Sobre os benefícios adicionais de jogar em Monte Carlo, ele exaltou a facilidade para se adaptar ao piso. “Eu nasci no saibro, jogo nessa superfície há 18 anos. A transição é natural para mim. Morar aqui facilita, pois posso aproveitar minha família e minha rotina fica mais leve”.
“Tudo isso pode ser decisivo se sonhar alto e todo ano me sinto como uma criança quando o torneio chega. Agora, além da empolgação, existe algo novo, que é a confiança. Quero buscar a semifinal, final, quem sabe até o título, afinal, estou em casa”, garantiu.
Vacherot tem estreia perigosa contra o qualificado argentino Juan Manuel Cerúndolo, 69º do ranking. O duelo é inédito pelo circuito profissional. Quem avançar, terá pela frente o italiano Lorenzo Musetti, cabeça de chave 4, e atual vice-campeão do evento.











