Duplo Double na hora certa

Os combinados 1000 do final de inverno norte-americano foram incrivelmente favoráveis a dois jogadores que precisavam muito recuperar confiança neste começo de temporada. Aryna Sabalenka vinha de dois vices muito amargos, no Finals e em Melbourne, e Jannik Sinner chegou a deixar dúvidas depois de suas campanhas no Australian Open e em Doha, dando a impressão que veria Carlos Alcaraz disparar de vez a sua frente.

Depois de desempenho quase perfeito em Indian Wells e Miami, a bielorrussa adiou de vez qualquer ameaça à sua longa liderança no ranking e, de quebra, assume o primeiro posto também no ranking da temporada, mais de 300 pontos à frente de Elena Rybakina, a quem sobrepujou duas vezes consecutivas nas últimas três semanas, a segunda delas com superioridade inegável.

O italiano por sua vez não perdeu um set sequer na passagem pelo Sunshine Double, com algumas atuações de deixar o adversário desconcertado, como foi o caso de Alexander Zverev na sexta-feira. Com isso, Sinner derruba drasticamente a distância para o número 1, agora 1.190 pontos, o que abre perspectiva matemática de briga já no saibro de Monte Carlo, onde Carlitos defende o título e Jannik somará tudo o que fizer.

Sabalenka tomou a acertada atitude de não competir desde a derrota em Melbourne, saltando toda a fase do Oriente Médio. Preparou-se de forma adequada para o sintético mais lento que viria pela frente nos torneios dos Estados Unidos e cada vez podemos ver mais variação e menor desespero em seu tênis. Apesar de o saque pesado e bolas de definição permanecerem seu ganha-pão, Aryna claramente aperfeiçoou a devolução, ganhou paciência, não hesita mais na transição à rede e se dá ao luxo de tentar slices e deixadinhas. Esse arsenal mais amplo, aliás, será importante quando o saibro chegar e quem sabe ela possa dar o último passo em Roland Garros, onde bateu na trave no ano passado.

Sinner também corre atrás do seu primeiro grande troféu na terra, que lhe escapou no ano passado em Roma e por muito pouco em Paris. E isso foi antes de ele investir em pequenos ajustes em seu estilo, na busca incessante por elementos novos, capazes de lhe assegurar sucesso além do primeiro saque fulminante e da notável consistência da base, fatores que garantiram estes dois Masters 1000. Em Miami, somou 70 aces e só permitiu 32 pontos a seus seis adversários depois de encaixar o primeiro saque, com uma única quebra sofrida. Assim, é de se esperar que Jannik se mostre ainda mais competitivo no saibro europeu desta temporada, seja na lentidão úmida e fria de Monte Carlo ou na altitude e secura de Madri, lugares onde jogará livre de pontos a defender.

Ao mesmo tempo, os dois colocam grandes interrogações em seus perseguidores diretos. Alcaraz foi surpreendido por Daniil Medvedev na semi de Indian Wells e se mostrou tenso e irregular em Miami, tendo agora uma dura sequência de resultados a repetir no saibro europeu, como títulos em Mônaco, Roma e Paris e vice em Barcelona, ou seja, estará sob considerável pressão. Daí me parece fundamental a ele que reaja imediatamente no Principado.

Zverev segue determinado a solidificar seu jogo de rede e, a rigor, é o único dos top 10 que parece em condições de brigar com os líderes do ranking, já que Novak Djokovic segue saltando torneios e só deve reaparecer em Madri ou Roma, Lorenzo Musetti ainda não se recuperou e será incógnita e Casper Ruud não achou ainda o caminho de um tênis menos defensivo, apesar das nobres tentativas. Quem sabe, o tcheco Jiri Lehecka aproveite o embalo de Miami, apesar de seu único resultado digno no saibro europeu seja uma semi em Madri em 2024, uma vez que o piso claramente não combina com seus golpes tão retos.

O feminino, ao contrário, indica que pode haver maior equilíbrio de forças, apesar de Sabalenka e Rybakina estarem alguns degraus acima em termos técnicos e de confiança. Coco Gauff segue instável, porém fez uma boa sequência em Miami e é a dona de Roland Garros no momento. Apesar da queda drástica, Iga Swiatek nunca pode ser subestimada no saibro, uma superfície também favorável a Elina Svitolina e Jasmine Paolini e onde Karolina Muchova sempre tem chance de brilhar.

Que fase!

Mais um challenger no saibro sul-americano encerrado e o tênis brasileiro segue com baixíssimo aproveitamento em simples, salvando-se aqui ou ali nas duplas. Desde janeiro, foram 10 torneios realizados sem qualquer título individual da nossa rapaziada. Apenas Thiago Wild fez uma final e os números, alarmantes, explicam o desempenho muito ruim no ranking deste momento. Não fosse João Fonseca e seria de longe a pior fase já vivida na Era Profissional.

Nesses 10 challengers, o maior vencedor foi Thiago Monteiro (10 em 16 jogos), seguido por Pedro Boscardin (9 vitórias e 6 derrotas), Eduardo Ribeiro (5-4), Igor Marcondes (5-7), Wild (4-3) e João Lucas Reis (4-5). Gustavo Heide e Felipe Meligeni só ganharam duas partidas e Matheus Pucinelli, uma. Teremos ainda São Leopoldo e Campinas para evitarmos que Reis seja nosso único representante masculino no quali de Roland Garros.

O LA Open, challenger de São Paulo de nível 100 que colocou o problemático Jockey Club na rota dos torneios internacionais, teve boas intenções e montou uma bela estrutura para um evento desse quilate. Mas errou feio ao cobrar ingressos (e caríssimos), algo incompatível com a ideia de lotar uma arquibancada muito semelhante ao do Rio Open, dedicada a mais de 6 mil assistentes.

Talvez a falta de experiência não tenha levado em conta que o Jockey não é um clube com público natural para o tênis, sem falar na qualidade dos principais nomes inscritos e muito menos no momento terrível dos tenistas brasileiros. É algo que precisa ser cuidadosamente revisto para 2027.

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SANDRA
SANDRA
1 mês atrás

Dalcim essa exibição na França , as arquibancadas estão cheias , aliás todas exibições de tênis são cheias , o ingresso é pago ? Ficam mais cheias que os torneios ? Porque ?

Carlos Vinagrette
Carlos Vinagrette
1 mês atrás

Vi alguns come táruos citando o “mal perdedorismo”, mas ao final acho que no geral, mal perdedir foi o Djoko, que se lamentava no Pós jogo ou que colocava o dedo na orelha provocando a torcida quando sentia que não era rão amado quanto gostaria

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 mês atrás
Responder para  Carlos Vinagrette

Muito pelo contrário, Carlo. Djoko sempre reconheceu a superioridade do adversário nas derrotas e cumprimentava respeitosamente na rede muitas vezes com abraço e um chat. Coloca o dedo na orelha quando faz um grande ponto, assim como o Alcaraz, ou seja, nada a ver com “perdedorismo”.

Carlos Vinagrette
Carlos Vinagrette
1 mês atrás

Pra quem.tiver a oportunidade, recomendo assistir “Untold – Federer x Fish” no netflix.

Nele, Mardy descreve os acontecimentos que antecederam os episódios de mental health issue que o afetaram e sua impressão sobre a escalada que culminou no fim precoce de sua.carreita.

Vale a pena, pois mostras o custo do esforço feito pelo atleta para alcançar metas inat8ngíve8s e seu ge

Carlos Vinagrette
Carlos Vinagrette
1 mês atrás

“Sinner levou o Double Sunshine 2026 sem perder sets” e foi o primeiro a fazê-lo.

E assim os Superbigs seguem lentamente batendo todos os recordes possíveis de simples masculino. Tão lento que os torcedores dos Bigs sequer estão percebendo.

Ainda levará tempo para que os principais recordes caiam, mas um a um eles vão sendo demolidos, seja em qualidade ou em precocidade.

E não sobrará “recorde sobre recorde” nem pedra sobre pedra, enquanto os Bigs serão lembrados como uma época romântica do tênis – onde se jogava com raquetes de pedra polida e bolas de latex feitas a mão.

P.s.: já fazem quase 30 anos que federer estreou como profissional e quase 25 que estrearam Nadal e Djokovic…

lEvI sIlvA
lEvI sIlvA
1 mês atrás
Responder para  Carlos Vinagrette

Se há um consenso, é sobre a precocidade do Big 2 e feitos acima do Big 3, com mesma idade ou até antes…ou seja, decididamente estão acima de todo o circuito.

Mas antes de dar como certo todos os recordes batidos de Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, talvez fosse bom esperar um pouquinho…ou talvez até, alguns anos ainda.

Com Federer e Nadal mais que estabelecidos, e detentores de números invejáveis há muito, ninguém dava como possível que o 3º (Novak, no caso), é quem sairia maior em conquistas…mas foi exatamente o que ocorreu, não foi?

O tênis atual, está cada vez mais brutal fisicamente, e as trocas mais longas e exigentes…as consequências são óbvias, mais e mais lesões e dentre os tops com maior tempo fora e maior tempo pra recuperação e volta a boa forma.

Então, a questão agora, é saber quando todo esse esforço hercúleo vai se traduzir em lesões pra Alcaraz e Sinner, e quantas vezes isso vai ocorrer e como será o retorno a cada séria situação dessas… Ou seja, a questão não é se, mais quando, quanto e como isso aí vai se refletir na sobrevida e continuação das carreiras brilhantes do espanhol e do italiano.

Estou desejando o pior a eles? Não estou…é uma questão matemática, de esforço repetitivo e repetição de movimentos e tudo o mais…faz parte do esporte de alto rendimento, todos sabem e pagam o preço por isso, não tem jeito!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  lEvI sIlvA

E não foi a toa que Alcaraz, praticamente um menino ainda, já se afastou várias vezes para se tratar.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Quantas vezes Nadal se afastou nesta idade , Sr LF 2 .? Em 2005 aos 19 , atingiu o N 2 ao Final da Temporada com 11 Conquistas. Mas foi obrigado a se ausentar do ATP Finals e AOPEN 2006. E carreira toda várias vezes pulando Torneios . A melhora na preparação ao longo dos anos foi imensa . Mas no ritmo que jogam Sinner e Alcaraz, nenhum deles está ultrapassando 16 Torneios. Que se dane a ATP …Abs!

lEvI sIlvA
lEvI sIlvA
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Sérgio, o problema de Nadal só mais tarde foi revelado, algo no pé que na verdade deveria ter feito com que desistisse do tênis, mas obstinado como era e resignado também, fez algo inimaginável no saibro parisiense…

Sobre se ausentar do ATP Finals em 2006, nada mudou ao final da exuberante carreira, já que nunca levou sequer uma vez, não foi?

Por vezes, me parece que, a maior culpa das inúmeras lesões do Touro de Manacor, foram tão somente resultado de sua própria maneira característica de jogar correndo em todas as bolas impossíveis, como se não houvesse amanhã, entende?

Mas, tenho quase certeza, a parte física exigida em 2006 dos tenistas de altíssimo nível, não chega perto do que é hoje…! E você, o que acha disso, meu caro colega?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  lEvI sIlvA

Então caro Levi. Rafa Nadal disputou 23 Torneios em 2005 e ficou fora do ATP Finals deste ano . Em 2006 , diminuiu para 16 , e perdeu na Semi do Finals para Federer. Para termos uma ideia, Djokovic nos anos em que levou 3 Slam : 2011 , 2015 , 2021, 2023 , disputou 15 ,16 , 12 , 11 . respectivamente, ou seja , levou mais qualidade ( também+Masters 1000 ) . O ritmo atual de SInner e Alcaraz, não lhes permite ultrapassar 16 Torneios. A parte física melhorou para todos ao longo dos anos. Mas Espanhol venceu ” apenas ” 8 Slam fora do Saibro. Daí o número maior de Torneios disputados em relação aos demais ,que lhe trouxeram também maior número de lesões. Concordo totalmente em relação a característica de jogo . Um desgaste bem maior para Touro Miura. Grande abraço !!!

Paulo F.
Paulo F.
1 mês atrás
Responder para  Carlos Vinagrette

OK, Carlo VW.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás

Alcaraz e Staff , estavam tão preocupados com fraqueza mental e colapso, que optaram em jogar os três Masters 1000 e ATP 500 , antes de RG . Acho um grande equívoco , pois o Tri em Paris , deveria ser prioridade absoluta. Aposto que Jannik Sinner, nem chega perto de ATP 500 ( Hamburgo incluso) , e um dos três Masters dança. Tudo pensando na conquista de Roland Garros. N 1 será consequência. A conferir. Abs !

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás

Com relação a esse momento complicadissimo do tenis masculino BR, um dado que torna tudo ainda mais assustador pra mim é o baixíssimo ene de atletas jovens BRs disputando o circuito de forma minimamente regular.

Senão vejamos: atletas 2004: temos 2(Schiessl e Fernandez)
atletas 2005: zero
atletas 2006: 2(Fonseca e Scramin do Lago)
atletas 2007: zero novamente..

Dalcin, esse ene tão baixo de egressos do juvenil tentando minimamente encarar o circuito profissional, tá dentro da nossa média histórica? E realmente seria uma questão de atletas possivelmente capazes q por questões externas(college/financeiras) não estao fazendo essa transição ou de fato não estao sendo formados esses atletas?

De repente seria uma pergunta melhor direcionada para o Mário Sérgio..

Última edição 1 mês atrás by Refaelov
SANDRA
SANDRA
1 mês atrás

Dalcim , com tanta desistência em Monte Carlo o João Fonseca não se torna cabeça de chave ?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás

Para desespero de algumas figuras, o recorde de público, em Miami 2026 , foi na Final Feminina, Coco Gauff x Aryna Sabalenka com 16830 presentes. Fonte : Eurosport . Abs !

Jose
Jose
1 mês atrás

Dalcin. Boa
Noite.
O la open vai virar um
250 ou 500 em
Breve ?

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
1 mês atrás

Bravo…bravo…bravo Sinner

O cara é diferenciado mesmo, de uma frieza absurda, jogo consistente, agressivo, e o que falar do saque, primordial, fantástico.

Sabalenka até elogiaria mais e mais, mas essa gritaria dela é de lascar, não dá, mas uma jogadora invrível, incorporou as variações em seu jogo, e o saque, embora o primeiro é excelente, mas o segundo, deveria melhorar.

Vamos para agira do saibro, torcer para que tenhamos uma boa temporada de saibro, vou torcer para que o Alcaraz se recupere, e ver o que ele pode fazer, como disse no inicio do ano, não vejo na liderança do ranking por muito tempo, Jannik Sinner, já está no encalço do espanhol.

Muito foi comentado e falado nas redes, o Alcaraz falou no box, de querer ir pra casa, achei muito estranho, até eu que não falo espanhol, entendi o que ele falava, não sabemos o que se passa, mas já disse aqui em outros tópicos, que aquele staff do espanhol, muita gente fala ali, muito pitaco, se o Samuel Lopes não se impor, o que eu acho que não é a dele, vai ficar como um boneco ali.

No box, penso eu, não sei se todos concordam, só deveria estar ali, o treinador Samuel Lopes, o fisioterapeuta, já que o Molina não sai dali, parece chiclete, então deixa ele então, só deveria ficar mais calado, que seria melhor, o Lopes é o treinador, cabe a ele dar as instruções e motivar o garoto.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Evaldo Moreira

Na boa , Evaldo. Nada mudou no Box de Alcaraz. Procure saber quantos anos Samuel Lopez trabalhou na Academia de Ferrero . E se não foi ele quem pediu a contratação de Samu. Este tanto agregou , que assumiu o Posto. É mais admirado na Espanha como Treinador fazendo milagres com Carreno Busta e CIA , do que imaginas. Está faltando informações. Assim como alguns nem sabiam quem era Franco Davin no Staff de JF …Abs !

evaldo moreira
evaldo moreira
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

kkkkkkkkkkkkkkk, Na boa, vc calado é um poeta, Prezado Sergio, e se liga cara, vc não acha, que busco informações, procuro se me atentar ao fatos????

Outra, tu tem uma dificuldade de ler e entender o que as pessoas escrevem, só vc é o certão né bichão, kkkkkkk

Fala as mesmas asneiras de sempre: “Se liga…”. “Na boa.”

kkkkkkkkkkk, fala sério..

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  evaldo moreira

Para variar não acrescentastes coisa alguma . Quem és tu para dizer quem deve ou não deve sentar no Box de Carlitos, criatura ? . As informações acima sobre Samuel Lopez são verídicas . Deixo as ridículas asneiras para a tua pessoa. Sem dúvidas um completo sem noção. Abs !

evaldo moreira
evaldo moreira
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

kkkkkkkkkkkkkk, cabeça fraca mesmo,não entende uma virgula do que eu disse acima, e ainda vem para falar coisas bregas,que não acrescenta nada com nada…e por acaso,eu disse quem deveria ou não se sentar no box???

Se liga, sem noção é vc, que não respeita o que as pessoas falam aqui, e tenta ridicularizar, com essas argumentações fracas, se liga cabeça fraca, em todas as redes sociais, vc está metendo o bedelho, kkkkkkkkkkkk, lendo os coments de cabeça para baixo, kkkkkk, e soltando perólas sem graça, que deve ser bem a sua cara prezado rsrsrs, abraços.

André Aguiar
André Aguiar
1 mês atrás

Alcaraz x Sinner:
H2H: 10 x 6
Total de títulos: 26 x 26
Slams: 7 x 4
Finals: 0 x 2
Masters: 8 x 7
N° de semanas como n°1: 65 x 66

Sabalenka x Swiatek
H2H: 5 x 8
Total de títulos: 24 x 25
Slams: 4 x 6
Finals: 0 x 1
WTA 1000: 11 x 11
N° de semanas como n°1: 84 x 125

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  André Aguiar

Sabalenka de “mental fraco ” em final de Slam , contratou Max Mirnyl e de cara levou USOPEN 2025 , seu Serviço não é mais problema. Swiatek também fraquinha no ” mental ” , já fez história com seu jogo ” previsível” , e apenas 24 anos. Foi treinar na Academia de Rafa Nadal para se preparar para a Gira de Saibro Europeu. Sabem muito os ” experts” do Site … rs . Abs !

Berg
Berg
1 mês atrás

Sabalenka joga um tênis monstruoso e consistente contra as top quando não está em uma final de slam. Se fosse uma final de slam provavelmente levaria a virada da Coco Gauff. Precisa trabalhar o mental e assim reinar absoluta num circuito carente de grandes jogadoras. Já o Sinner, voltou a jogar um tênis imbatível. O que preocupa é o mental do Alcaraz. Se o espanhol pifar, o circuito ficará nas mãos do Sinner. É incrivel como o Zverev joga muito, mas não é vencedor. E o Medvedev parece um maluco, capaz de vencer ou perder de qualquer um. E os demais não chegam nem perto de vencer o Italiano.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás
Responder para  Berg

Meu caro parabéns, concordo com 80% do q vc postou, só não vejo a possibilidade do Alcaraz entrar em parafuso, pois não vejo razão p isso. Se não entrou no início do ano no começo da trajetória pos-Ferrero não creio q exista esse risco agora…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

Xará, tem uma matéria nova aqui em Tenisbrasil, de uma declaração do atual treinador dele, dizendo justamente que em Miami, ele demonstrou essa fraqueza mental e que estão trabalhando isso, para evitar esse colapso.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Perfeito. Lestes , e parabéns pela interpretação da ” fraqueza” mental de Alcaraz. Era parecida com a de ” goat ” com os mesmos 22 aninhos . Sérvio não era o Rei dos abandonos e chiliques, ao contrário, ficou até os 24 anos para sair do Top 3 (2011) , pois tinha um mental muito acima do fenômeno Espanhol…Acho que Carlitos ainda vai abraçar árvores daqui a um tempinho…rs. Aguardemos. Ps: Colapso ele mostrou levando 7 de 8 Finais de Slam. Abs !

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Luiz, não vejo como falar em fraqueza mental de um jogador com os resultados do Alcaraz, e que há 2 meses venceu um GS. Posso ver um mau momento, o que ocorre com qualquer atleta, inclusive ocorreu com todos do Big3. E vc não acha o cara o maior favorito na temporada de saibro? Eu acho, mas vamos observar…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

Sim, é.
Ele é o tipo do cara que cai e levanta, pelo impulso da queda.

Berg
Berg
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fernando

A preocupação existe não por ter mudado de técnico ou ter perdido algum torneio, mas pela postura em Miami. Foi no mínimo esquisita!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Berg

Sim.
E foi o treinador quem disse. Nós apenas “escutamos”, sem chiliques.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Berg

Leia o que disse Rafa Nadal, sobre um descontrole mental ou até mesmo físico, com tamanha pressão. Mais do que normal para o Touro Miura. Fonte : TênisBrasil. Abs !

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Berg

Com apenas 22 anos, ganhou como ninguém na Era Profissional. Sempre o Papinho de mental pifar , tênis ” imbatível”, e tem jenio que concorda. É olha que estamos falando de um fenômeno comprovado… rs. Abs !

Berg
Berg
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Ganhou como ninguém ao 22 anos? Rafael Nadal aos 22 anos tinha 5 grand slam, 1 ouro olimpico e 12 master 1000. No caso Nadal não conta né? Começou a acompanhar Tenis a 5 anos irmão?

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Berg

Carlos Alcaraz superou Bjorn Bjorn em precocidade levando 7 Slam e 8 Masters 1000 antes dos 23 anos ( maior/2003) , em todos os pisos. Nadal em terceiro, com 4 em RG e 1 Wimbledon. Pelo jeito tuas groselhas juvenis do Site , querem marcar presença por aqui . A diferença é que neste fórum de debates , não colam mesmo caríssimo Sr . rsrs Abs !

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Berg

Correção: Bjorn Borg

Armando
Armando
1 mês atrás

Mas de acordo o círculo de amigos (ex jogadores, comentaristas, narradores), vivemos a melhor fase do tênis brasileiro, eles conseguiram transformar o tênis em tudo que falavam que eram contra ….
Vejam o ATP de Bucareste, como nenhum brasileiro se inscreve para tentar a sorte, seguem sem saber fazer um calendário para caçar pontos.
Hoje é difícil acreditar que na Australia o problema do Joao foi nas costas, me parece que foi muito mais soberba e chegando lá, tomaram um choque de realidade, ainda mais problema nas costas, sumir em um mês, sendo que tinha ele desde pequeno?
Tomara que a nossa esperança no tênis não seja contaminado por esse oba oba que virou a cobertura do tênis, onde o puxa saquismo impera e para os amigos tudo, quem sai do circulo, nada.

Carlos Vinagre
Carlos Vinagre
1 mês atrás

Mesmo sendo inegável que Safin possui experiência e poderia aconselhar alguém com conhecimento sobre o tema, eu ainda assim não deixo de me surpreender quando vejo certas notícias:

“Safin me trouxe calma e maturidade”, garante Rublev (fonte: aqui mesmo no tenisbrasil.com.br)

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Carlos Vinagre

Da minha parte, acho plenamente possível.
Quem acompanhou a carreira do Safin, sabe o quanto ele era temperamental, genioso, porém, com um tênis vistoso e campeão.
Mas, quem já foi assim e se via como um super-homem aos 20 anos, pode ser capaz de ser mentor de alguém parecido.
Em RG de 2001, Guga ficou concentrado de qualquer tipo de badalação, focado em defender seu título. A impressa, para variar, foi provocar Safin, lhe perguntando sobre sua preparação.
Ele prontamente respondeu: “vou curtir Paris, afinal, nunca mais terei 20 anos novamente.”
Um curtiu Paris, outro, curte o troféu.

Carlos Vinagrette
Carlos Vinagrette
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Fa minha também. Ele tem bastante experiência sobre o tema e se.conseguirem estabelecer uma boa sinergia, consegue passar um bocado ao seu Padawan

Bill Ward
Bill Ward
1 mês atrás

Lehecka ou Berdych? Quem pra vc é melhor Dalcim?

SANDRA
SANDRA
1 mês atrás

Dalcim , será que o Dojokovic vai jogar Roland Garros ? Eu vi um comentarista, ex tenista aconselhando ele a não jogar, e se preparar para Wimbledon

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás

Novamente me vejo na obrigação de vir aqui parabenizar o Dalcim pela coragem, dedicando toda a segunda parte do texto ao terrível momento do tenis nacional: “…Não fosse João Fonseca esse seria de longe a pior fase já vivida na Era Profissional…” é um resumo honesto do cenário atual..

Ainda mantemos aquela vaga esperança deq os dirigentes da CBT e promotores privados do tenis nacional leiam isso e comecem a considerar mudanças de gestão/organização do Tênis nacional pq a única certeza é q nada melhorará enquanto o diagnóstico destes for deq vivemos o “melhor momento da história do tenis brasileiro”..

Saudações!

Última edição 1 mês atrás by Refaelov
Ernani Chaves
Ernani Chaves
1 mês atrás

Tenho a impressão, caro Dalcim, de que este é o pior início de temporada dos brasileiros em simples!!!! Sem dúvida, um desastre! Precisamos melhorar exatamente onde?

Paulo F.
Paulo F.
1 mês atrás

O gigante Jannik Sinner não encheu o estádio de um M1000 para assistí-lo.
Depois é Novak Djokovic o sem-carisma né?

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Paulo F.

Pois é, James Blake garantiu que JF jogaria em horários nobres e no maior estádio.
Só não combinou com Alcaraz.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 mês atrás
Responder para  Paulo F.

Nada a ver com carisma , e logo para quem. Dois anos consecutivos o preferido da galera segundo ATP ( Djokovic jamais se aproximou ) . Chuva e oponente que não enchia os olhos da galera . Embora Miami já não seja mais aquela Brastemp para os não Norte -Americanos . Abs !

Paulo F.
Paulo F.
1 mês atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Djokovic nunca teve estádio pela metade em final de torneio grande (tirando a época da pandemia) e Miami continua importante. O senhor precisa acompanhar mais o esporte.

Carlos Vinagre
Carlos Vinagre
1 mês atrás

Postagem perfeita e irretocável – como sempre!

Tênis não possui boa penetração no Brasil e continua sendo um esporte de nicho. Quando um tenista se destaca – tênis + carisma – sua projeçâo acaba sendo maior fora que dentro do Brasil (vide João Fonseca).

Não vislumbro um cenário com perspectiva de melhoras para o tênis. Ao contrário, enxergo o tênis perdendo ainda mais espaço – inclusive espaço físico, visto muitas quadras tem sido convertidas para beach tênis ou pickleball – e também perdendo praticantes “as pencas” para outras modalidades de raquete, como beach tênis e pickeball, principalmente o último.

Mais fácil de ser jogado, o pickeball torna-se inclusive mais acessível a homens, mulheres e a pessoas que não possuem o tempo ou a paciência (resiliência) que o tênis exige para aprender o necessário a que ele seja prazeroso em quadra, sem contar que o tênis exige muito mais do físico (ombros, cotovelos, pulso), o que o torna inacessível a boa parcela da população, afetada por lesões do tipo LER.

O que ainda salva o tênis – na minha opinião – é que ele continua sendo muito prazeroso de ser visto/assistido. A qualidade dos grandes jogos se equipara ou – muitas vezes supera – a qualidade de um grande jogo de futebol, motivo pelo qual ele ainda sobrevive.

Mauricio
Mauricio
1 mês atrás
Responder para  Carlos Vinagre

Eu, particularmente, já deixei futebol de lado ha muitos anos!! Assistia assiduamente.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Mauricio

Idem.
Soube que a seleção brasileira perdeu semana passada. Nem sabia que teria esse jogo.
O maior motivo vem de tudo que envolve clubes e jogadores milionários, que disputam mais que as belas jogadas, os penteados e as tatuagens pelos braços e pernas.

Luciana
Luciana
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Ué, Luiz, mas qdo são braços e pernas das tenistas vc gosta de assistir

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Luciana

Rsss.
Das tenistas, sim minha cara, das tenistas.
E sem tatuagens.
Nem precisava dizer, mas tu misturou tudo e não entendeste nada.

Groff
Groff
1 mês atrás
Responder para  Mauricio

Eu também, Maurício, meu caro! Faz mais de 10 anos que não acompanho. Se bem que vi a final da última Copa e foi muito boa, mas foi só. Às vezes vejo um pouco de partidas do Brasileiro quando visito alguém, e percebo que minha decisão foi acertada. Qualidade horrorosa! Bola maltratada até. Bem melhor ficar no tênis, apesar da lentidão generalizada e morte do jogo vertical. Abraço!!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás
Responder para  Groff

Não entendi sobre a “lentidão generalizada”, prezado.

lEvI sIlvA
lEvI sIlvA
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Nem eu, meu caro Fabriciano, nem eu…!

Groff
Groff
1 mês atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Os pisos, Luiz. O jogo de hoje em dia é basicamente de fundo de quadra porque as bolas batem no chão, “freiam”, e sobem bem mais alto do que antigamente. O que antes a gente só via na temporada de saibro (predominância de trocas de bola no baseline, menos winners, e ralies mais longos) agora é a tônica do ano todo. Isso em virtude dos pisos, das bolas, e também da tecnologia que permite que os jogadores batam cada vez mais forte lá das linhas. Mas bem mais uma questão dos pisos que os diretores de torneios foram deixando cada vez mais lentos, porque o público parece gostar de jogos com muitas e longas trocas. Praticamente matou o jogo de rede. Praticamente aniquilou a esquerda de uma mão. Achei que era senso comum. O Murray acabou de mencionar o tema num podcast umas semanas atrás. Abraço!

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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