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Draper admite se inspirar em trio da nova geração

Jack Draper (Foto: Antonio Milesi)

Londres (Reino Unido) – Mais um nome da nova geração que vem despertando a atenção do circuito, o britânico Jack Draper, de 21 anos, tem em quem se inspirar. Disputando a etapa final do Ultimate Tennis Show nesta semana na capital inglesa, o jovem tenista admitiu que o sucesso de Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Holger Rune lhe dá uma motivação extra para evoluir.

“Há dois lados nisso. Estou feliz por eles, porque são grandes jogadores jovens e entendo o quanto é preciso investir no esporte, principalmente nessa idade. Tenho enorme respeito e admiração pelo que eles estão fazendo. Por outro lado, lembro de quando me lesionei no ombro e estava a ver Alcaraz defrontar Djokovic na final de Wimbledon e foi frustrante ver um jovem jogador conseguir coisas incríveis, por causa do competidor que sou”, disse ao Eurosport.

Na esperança de se juntar ao trio como uma das estrelas do futuro, o atual número 61 do mundo lamentou os diversos problemas físicos que enfrentou ao longo de 2023. “Acho que posso me inspirar muito e aprender com as coisas que esses caras estão fazendo, e isso realmente alimenta meu desejo de estar nessa posição também. Será interessante nos próximos anos se eu conseguir ficar livre de lesões e fazer todas as coisas certas para ver se consigo chegar lá com eles.”

Atrapalhado pelas lesões, Draper disputou apenas 31 partidas no ano, com 19 vitórias. Em novembro, jogou sua primeira final de ATP, ficando com o vice-campeonato em Sofia ao levar a virada do francês Adrian Mannarino na decisão. O jovem britânico também conquistou um Challenger, chegou às oitavas de final do US Open e do Masters 1000 de Indian Wells e fez semi em Adelaide 2.

Principal organizador do UTS em Londres, o técnico Patrick Mouratoglou comentou sobre o talento do britânico e o vê como um potencial futuro vencedor de Grand Slam. Questionado sobre essa possibilidade, Draper tratou de evitar euforia.

“Há muitos jogadores incríveis que nunca ganharam títulos de Grand Slam. Para mim, é importante não olhar muito para frente. Eu falo com meu treinador o tempo todo sobre quais são meus objetivos e todo esse tipo de coisa, e o principal é que você pode sonhar, mas se não trabalhar e fazer as coisas certas no dia a dia será difícil conseguir o que deseja”, frisou.

De olho já na próxima temporada, o jovem revelou quais suas principais metas e acredita que pode terminar o ano dentro do top 20. “Meu principal objetivo é realizar meu potencial. Se isso significa ser campeão de Grand Slam ou ficar entre os cinco, dez ou 20 primeiros, veremos. Mas tenho grandes aspirações de estar nessa posição um dia. Acredito que meu tênis está bem próximo disso, mas trata-se de fazê-lo de forma consistente nas competições e permanecer livre de lesões.”

“Acredito muito no meu jogo, na minha equipe e na forma como abordo as coisas. Eu realmente acredito que posso estar entre os 20 melhores jogadores no final do próximo ano se acertar as coisas, então esse é meu objetivo e aspiração”, completou.

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