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Djokovic: ‘Foi uma das melhores partidas do ano’

Foto: Corinne Dubreuil/ATP Tour

Turim (Itália) – O alto nível da atuação deste sábado em Turim trouxe bastante confiança para Novak Djokovic na véspera da decisão do ATP Finals. Depois de ter encarado jogos longos e disputado nove sets na fase de grupos, o número 1 do mundo fez uma excelente partida contra o vice-líder do ranking Carlos Alcaraz. Agora, Djokovic está a uma vitória de estabelecer um novo recorde e se tornar o primeiro heptacampeão do Finals.

“Uma atuação desse nível não poderia vir em melhor hora, considerando que talvez não tenha jogado meu melhor tênis nas três partidas da fase de grupos. Mas esta noite joguei perto do meu melhor”, disse Djokovic, após a vitória por 6/3 e 6/2 contra Alcaraz neste sábado em Turim.

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“Foi uma das minhas melhores partidas da temporada, provavelmente contra o maior rival que tive este ano, o Carlos. Tivemos algumas partidas épicas. Na verdade, todas as três partidas que disputamos este ano foram maratonas que duraram muito. Acho que todos esperavam, inclusive nós dois, que teríamos uma longa batalha”, acrescentou o sérvio, que agora lidera o retrospecto contra Alcaraz por 3 a 2, tendo vencido o espanhol também em Roland Garros e Cincinnati na atual temporada.

“Eu simplesmente consegui subir o nível. Depois que quebrei o saque dele em 4/3 no primeiro set, fiz uma partida impecável até o fim. Joguei um ótimo tênis e coloquei muita pressão nos games de serviço, fiz ele jogar e saquei muito bem quando precisei”, complementou o líder do ranking, que não sofreu quebras na partida e escapou de todos os quatro break-points que enfrentou.

Mais uma vez, Djokovic falou sobre as comparações que são feitas entre Alcaraz e o também espanhol Rafael Nadal, adversário que ele mais enfrentou na carreira. “São jogadores diferentes. Em termos de intensidade em quadra, há sim alguma semelhança. Mas ele é um jogador completamente diferente de Rafa”.

“Carlos é um dos jogadores mais completos que já enfrentei na minha carreira. É impressionante ver que ele seja capaz de jogar bem de forma consistente com essa idade. Tanto que ele é o mais jovem número 1 do mundo que já tivemos”, ponderou a respeito do jovem rival de 20 anos.

Duelo com Sinner neste domingo às 14h
Com a liderança do ranking assegurada até o fim da temporada pela oitava vez na carreira, Djokovic tenta se tornar o maior campeão da história do torneio. Para isso, terá que vencer o italiano Jannik Sinner, número 4 do mundo, na final marcada para às 14h (de Brasília) deste domingo.

“Terminei o ano como número 1 do mundo, alcancei realmente todos os objetivos que tinha, bati muitos recordes e fiz história do esporte. Claro, estou muito feliz com minha temporada. Mas falta mais uma partida. Espero poder coroar a temporada com mais uma vitória”, afirmou o vencedor de 24 títulos de Grand Slam.

Djokovic lidera o histórico contra Sinner por 3 a 1, mas a vitória do italiano foi justamente na fase de grupos em Turim, na última terça-feira. “Ele tem jogado um tênis fantástico, sem dúvida o melhor tênis de sua vida. Fizemos um jogo que terminou 7/6 no terceiro, uma partida muito disputada”.

“A atmosfera era incrível e elétrica! Não espero nada menos do que isso, provavelmente ainda mais alto do que o que tivemos na partida da fase de grupos. É a final, já estive nessa situação muitas vezes. Estou muito feliz com a maneira como estou me sentindo, com a maneira como estou jogando, então espero poder entregar meu melhor jogo amanhã”.

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