Londres (Inglaterra) – Em êxtase após assegurar vaga na terceira rodada em Wimbledon, Grigor Dimitrov tratou de enaltecer o trabalho realizado junto ao argentino David Nalbandian. O búlgaro destacou a importância de contar com o ex-profissional na comissão técnica e explicou o processo de retomada aos bons resultados depois de quase um ano.
Nesta quinta-feira, Dimitrov derrotou o tcheco Jakub Mensik em quatro sets e agora vai desafiar o italiano Matteo Berrettini, vice-campeão do Grand Slam britânico em 2021.
“Sempre admirei a forma como David competia. Ele conseguiu despertar coisas dentro de mim que estavam um pouco adormecidas. Ele tem uma maneira muito direta, mas também muito humilde, de transmitir as suas ideias”, elogiou o atleta de 35 anos.
Em busca de evolução, Dimitrov exaltou o também ex-número 3 do mundo. “O que buscamos é que eu consiga executar coisas diferentes em momentos específicos e voltar a surpreender os adversários. Se eu quiser voltar ao topo, não posso me limitar a trocar bolas do fundo da quadra”, prosseguiu.
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Dimitrov ainda retomou recentemente a parceria com Jamie Delgado, treinador responsável por orientá-lo durante boa parte da carreira. Antes de competir no All England Club, o ex-número 3 fez quartas de final no ATP 250 de Mallorca, encerrando jejum de quase um ano sem vencer duas partidas na sequência em eventos da ATP.
O experiente jogador sofreu uma grave lesão no tórax justamente em Wimbledon no ano passado, quando estava perto de vencer o eventual campeão Jannik Sinner nas oitavas de final. Ele liderava a partida por 2 sets a 0, quando precisou se retirar no terceiro set.
Sobre o triunfo diante de Mensik, o búlgaro destacou a capacidade de adaptação. “Foi uma grande partida, teve de tudo. As condições estavam muito complicadas, com sol, vento e depois o fechamento do teto. Estou muito feliz por ter conseguido controlar tudo isso e jogar meu melhor tênis quando realmente precisei”, comemorou.
“Jakub é um competidor fantástico. Dá para ver claramente o quanto ele está evoluindo e tenho certeza de que vai conquistar grandes resultados no futuro”, afirmou. Esta foi a primeira vitória de Dimitrov sobre o número 18 do ranking em três tentativas.
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O atual número 146 do mundo aproveitou para analisar seu momento e explicou como tem reagido. “Sinto que estou correndo a minha própria corrida. Ganhar ou perder é uma linha muito tênue”, filosofou.
“Quero melhorar aspectos que talvez tenha deixado de lado ao longo da carreira e me cercar de pessoas que me lembrem quais são os fundamentos realmente importantes. Se eu conseguir colocar certas peças no lugar certo, meu tênis muda completamente”, assegurou.
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Dimitrov pretende deixar a fase ruim para trás e projeta otimismo. “O medo não é um amigo. Se você quer competir no mais alto nível, precisa ser capaz de se levar ao limite. Já sofri lesões pequenas e grandes. As dúvidas sempre aparecem e não tento escondê-las nem lutar contra elas. Simplesmente as aceito e isso é um trabalho diário. Você não acorda um dia e simplesmente se torna forte mentalmente”, ponderou.
A campanha positiva enche o búlgaro de esperança para manter a sequência visando ao restante da temporada. “Esta semana tem sido terapêutica para mim. Sem dúvida, foi a melhor semana dos últimos doze meses. Sou muito grato por ter a oportunidade de competir aqui novamente”, exaltou.
“Só eu sei tudo o que passei nos últimos meses. Agora estou na terceira rodada de Wimbledon, meu corpo está respondendo e isso é tudo o que importa. Ainda há um caminho muito longo pela frente”, encerrou Dimitrov, que recebeu convite da organização.
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Dimitrov venceu Andy Murray em Wimbledon no ano seguinte que Murray foi campeão lá. Acreditava que com a saída de Federer do circuito ele conquistaria alguns slans. Mas infelizmente o que aconteceu foi que ele simplesmente murchou no circuito de uma maneira inexplicável.
Se tinha um tenista que merecia ter ganho um Grand Slam, esse cara era o Nalbandian! Era um gênio! Outro era o Davydenko! Uma máquina!