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Como funciona o Passaporte Biológico que puniu Halep

Foto: Pete Staples/USTA

Londres (Inglaterra) – Um dos motivos que levaram a romena Simona Halep a amargar uma suspensão de 4 anos por doping, o programa de Passaporte Biológico, mantido pela Agência Mundial Antidopagem (Wada), é gerenciado por cientistas independentes com experiência em questões de dopagem sanguínea.

Ele monitora os parâmetros biológicos dos atletas para identificar possíveis violações das regras antidoping e reporta quaisquer irregularidades a um painel de peritos independentes composto por três cientistas especialistas. Este processo ocorre de forma anônima e o painel de especialistas desconhece a identidade do indivíduo em questão até o fim do processo.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, no qual reforçou sua inocência e prometeu recorrer da decisão, a romena questionou esse anonimato. Do outro lado, foi garantido que o painel de especialistas do laboratório credenciado pela WADA de Montréal não sabiam que as informações do passaporte pertenciam a Simona Halep.

As diretrizes para o Passaporte Biológico entraram em vigor em 1º de dezembro de 2009. Sua primeira versão o foco era acompanhar o nível de oxigenação do sangue, para a detecção de doping sanguíneo. Anos depois ganhou também a capacidade de estabelecer comparações temporais em relação ao uso de esteróides.

Para que serve a substância encontrada no antidoping de Halep

Encontrado no exame fornecido por Halep, o Roxadustat é uma substância legitimamente usada para o tratamento da anemia, mas está na lista de substâncias proibidas da Wada por ser considerada um agente dopante sanguíneo, que aumenta a hemoglobina e a produção de glóbulos vermelhos.

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