Cobolli vira sobre Aliassime e garante Itália na final

Flavio Cobolli (Foto: Jean-Baptiste Autissier/FFT)

Paris (França) – Flavio Cobolli deu mais um passo importante em sua carreira e vai disputar pela primeira vez as semifinais de um Grand Slam, no saibro de Roland Garros. Nesta quarta-feira, ele derrotou o canadense Félix Auger-Aliassime de virada, ao anotar as parciais de 4/6, 6/4, 6/4 e 6/4, em 3h26 de confronto.

Com o resultado, o tênis italiano terá novamente um representante na decisão do Grand Slam parisiense, já que no complemento da rodada Matteo Berrettini mede forças com Matteo Arnaldi. Curiosamente, Jannik Sinner era o grande favorito do lado de cima da chave, mas foi surpreendido ainda na segunda rodada pelo argentino Juan Manuel Cerúndolo.

Na entrevista concedida em quadra, Cobolli salientou como tudo mudou após o teto da quadra ser fechado depois da primeira parcial. “Joguei dois jogos diferentes. No primeiro set ventava muito e estava muito difícil. Disse a mim mesmo para tentar de tudo, que era a maior chance da minha vida”, avaliou.

Sobre o preparo para as semifinais de sexta-feira e o próximo adversário, ele demonstrou irreverência. “Sou supersticioso, não mudo nada, nem mesmo o encordoamento da raquete. Os dois são grandes amigos meus do circuito e não me importa quem ganhar”, complementou.

Cobolli ocupa atualmente a 11ª colocação do ranking mundial e depende somente de seus esforços para ingressar de forma inédita no top 10. Ele está subindo provisoriamente para a décima colocação e “torce contra” o tcheco Jakub Mensik. O algoz de João Fonseca desafia Alexander Zverev no setor inferior do quadro e impediria a ascensão do italiano em caso de título.

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Aos 24 anos, Cobolli se junta a um seleto grupo de italianos que já atingiram ao menos a penúltima rodada de um Grand Slam. Ele é o sétimo de seu país na Era Aberta a obter a façanha nos quatro maiores torneios do circuito.

Entre seus compatriotas, apenas Jannik Sinner (9 vezes), Matteo Berrettini (3), Adriano Panatta (3), Corrado Barazzutti (2), Lorenzo Musetti (2) e Marco Cecchinato (1) já haviam chegado tão longe. Cobolli também pode encerrar o jejum de 50 anos sem um título italiano em Roland Garros, já que o último a triunfar em Paris foi Panatta, em 1976.

Intensidade e forehand afiado garantem semi inédita

Apesar de ter saído atrás contra o cabeça de chave 4, o italiano elevou o nível no segundo set apostando no potente forehand, angulando bastante os golpes para neutralizar as investidas do adversário.

Na terceira parcial, Cobolli voltou a demonstrar certo nervosismo quando liderava por 5/3, mas manteve a tática de sacar aberto para deslocar Aliassime e aproveitar para atacar na paralela.

Com firmeza, virou o duelo e ganhou moral para iniciar sólido no quarto set. Sem ser ameaçado, o atleta de Florença derrubou o serviço do canadense no quinto game e manteve o ritmo, confirmando seus games de serviço sem problemas.

Cobolli anotou oito aces e venceu 69% dos pontos quando colocou o primeiro serviço em quadra. Mais consistente, o italiano disparou 33 bolas vencedoras contra 40 de Aliassime, mas demonstrou mais intensidade nos pontos importantes.

Ao converter cinco break-points em dez oportunidades, o 10º pré-classificado não permitiu reação ao adversário. Cobolli ainda ampliou a vantagem no histórico contra o canadense, com três resultados positivos. Anteriormente, ele havia superado o rival no piso sintético do Masters 1000 de Montreal e do ATP 500 de Acapulco em 2024. 

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Guilherme ES Ribeiro
Guilherme ES Ribeiro
10 dias atrás

Corrigindo meu comentário anterior, Cobolli é o 3º da geração 2002 numa semifinal de Slam, depois de Shelton e Musetti. Arnaldi que é da geração 2001, sendo o 3º a atingir uma semifinal, depois de Sinner e Draper

Guilherme ES Ribeiro
Guilherme ES Ribeiro
10 dias atrás

Quem diria. Cobolli aproveitou muito bem a chave, faz sua 1º semifinal de Slam e pode entrar no Top10. Eu particularmente não vejo tênis nele para Top10, mas está chegando lá

Marcelo
Marcelo
10 dias atrás

Pois é…o italiano Fognini nasceu na época errada…rs

Leonardo
Leonardo
10 dias atrás
Responder para  Marcelo

kkkk, verdade. Azarado, pegou a era Nadal. Em quase todos os anos, era uma chave com 127 jogadores em disputa para saber quem ia perder a final de RG para ele…

Andre Borges
Andre Borges
10 dias atrás

Caramba mas já furou a minha aposta de campeão….. ainda bem que não pus um centavo

Realista
Realista
10 dias atrás

Puts. O Félix sempre amarela… achei que seria a vez dele jogar uma final de slam.

Marcelo
Marcelo
10 dias atrás
Responder para  Realista

Aliassime é superstimado assim como o outro canadense Shapovalov (muita pirotecnia igual ao Monfils e nada de efetividade).
São bons tenistas, apenas isso. O ranking do Felix retrata o circuito mediano de hoje em dia, Sinner, Alcaraz e o velho Djoko (idade já é um muro quase intransponível), com o Zverev logo atrás, o restante do circuito é ok.
Mensik se melhorar a resistência fisica é um cara pra se juntar a esses caras do topo.

Realista
Realista
10 dias atrás
Responder para  Marcelo

É verdade, sempre foi superestimado. Desde o juvenil já falavam muito dele, mas virou um tenista mediano aproveitando as brechas de espaço que surgiram nessa gerações que não convencem fora o Sinner e Alcaraz

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
10 dias atrás
Responder para  Realista

Impressionante que tudo pra ti passa por ” amarelar ” . Aliassime com Zero Conquistas no Saibro ( perdeu as 3 Finais ) , os méritos de Cobolli não existem? . Terceira partida consecutiva que jovem Italiano bate Canadense. A vez não era de Aliassime…Abs !

Fábio
Fábio
10 dias atrás

Quanta ironia……Itália na final de RG e não é o Sinner…

Marco
Marco
10 dias atrás
Responder para  Fábio

e nem Musetti….mas isso demonstra a força de um movimento que agora é o primeiro do mundo e por decadas estava feliz para o resultados de Fognini, chegando nas quartas e ganhando poucos ATP

Andre Borges
Andre Borges
10 dias atrás
Responder para  Fábio

Esses caras todos aí migraram pro tenis e deixaram a Azzurra na mão era pra todo mundo ter ajudado Gigi a jogar 7 Copas do Mundo kkkkkk

EVGS
EVGS
10 dias atrás

Olha que impressionante, realmente o tênis italiano vivendo um momento espetacular, bem diferente do futebol italiano. Mesmo sem Sinner, vamos ter 1 italiano na final e, quem sabe, até campeão de Grand Slam, mesmo eu torcendo pelo primeiro e talvez único título de Grand Slam do Zverev.

Nelson
Nelson
10 dias atrás

Mesmo sem os melhores italianos (Sinner e Musetti) eles conseguiram! Que fase do país da bota… vergonha no futebol, orgulho no tênis.

Parabéns ao Cobolli.

E no outro jogo que vença o Matteo!!

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