Hamburgo (Alemanha) – O peruano Ignacio Buse fez história para o tênis de seu país ao conquistar neste sábado o título do ATP 500 de Hamburgo. O jovem de 22 anos e 57º do ranking superou o norte-americano Tommy Paul, 26º colocado, por 7/6 (8-6), 4/6 e 6/3 em 3h03 de partida.
Buse é apenas o quarto tenista peruano a conquistar um torneio da ATP na Era Aberta, juntando-se Jayme Yzaga, com oito títulos entre 1987 e 1993, Luis Horna em 2006 e 2007 e o pioneiro Pablo Arraya em 1983, na única conquista de um peruano em solo europeu até então.
O título em Hamburgo garante um salto no ranking para Buse, que chegará o 31º lugar da ATP, uma posição abaixo de João Fonseca. O prêmio do campeão é de 415.140 euros. Ao longo da semana, o peruano também venceu Flavio Cobolli, Jakub Mensik, Ugo Humbert e Aleksandar Kovacevic.
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Já Tommy Paul, de 29 anos e ex-número 8 do mundo, segue com cinco títulos de ATP em dez finais disputadas. Neste ano, ele já venceu o ATP 250 de Houston. O norte-americano recebe 223.350 euros e 330 pontos, que o colocam na 22ª posição do ranking.
¡ARRIBA PERÚ! 🏆🇵🇪
Ignacio Buse defeats Paul 7-6 4-6 6-3 to become the second Peruvian to win an ATP title on European clay in the Open Era after Pablo Arraya in Bordeaux 1983!#bitpandahamburgopen pic.twitter.com/cSnTrrTydw
— Tennis TV (@TennisTV) May 23, 2026
O primeiro set da final teve duas quebras para cada lado, mas Buse fez dois games de saque muito seguros quando perdia por 5/4 e 6/5 antes de vencer a parcial no tiebreak. No começo do segundo set, Paul conseguiu duas quebras e só perdeu dois pontos no saque para abrir 4/0. Embora tenha perdido um game de saque no fim do set, sustentou a liderança até o fim.
Mas a reação do norte-americano parou por aí. Buse conseguiu duas quebras no início do terceiro set e só havia enfrentado um break-point na parcial até o momento em que liderou por 5/1. Sacando pra o jogo pela primeira vez, o peruano perdeu uma chance, mas a vantagem na liderança permitiu que tivesse uma segunda oportunidade dois games mais tarde. Buse fez 24 a 21 nos winners e cometeu 51 erros contra 42. A final teve dez quebras de serviço, cinco para cada lado, e 25 break-points disputados.












Muito merecido o título… É isto que está garota (Buse, Tien, Jodar, Blockx, Landeluce, Prizmic) tem que fazer nesta idade que estão com a energia da juventude.. jogar vários torneios 250, 500, para ganhar tempo de quadra, maturidade, e principalmente confiança no seu jogo.
O único tenista que vejo que não faz isto é o João Fonseca.
1⁰ título do Peru em Hamburgo
4⁰ vice dos EUA lá,primeiro desde 1981, (Jimmy Connors)
Mais um Next Gen campeão de ATP 500. Tien ganhou o 250 de Genebra e tem 2 títulos. A lição que fica pro João Fonseca, que é mais novo e tem mais pujança no jogo que os dois, é de escolher melhor o calendário e jogar mais jogos. João tá optando por calendário de jogador top, indo somente para GS, M1000 e um ou outro ATP500. De 250 ele só jogou Buenos Aires esse ano. É muito melhor para ele tecnicamente a essas alturas chegar em SF e F de 250 do que perder em 1R e 2R de M1000 e GS. Ele precisa de tempo de quadra e vencer jogadores mais bem ranqueados. Tien, por exemplo, já derrotou Shelton, Zverev e Medvedev. Aí o João pega esses jogadores e o pessoal acha ok ele perder para todos por estarem bem ranqueados. Só é ok perder para todos esses se enxergam um teto muito baixo para ele. Ele precisa de mais ritmo de jogo e tempo de quadra. Espero que após Wimbledon ele jogue todos aqueles torneios 250 e 500 nos EUA antes dos M1000 do Canadá e Cincinnati.
JF claramente enxerga esses torneios ATP 500 ou 250 como “abaixo do seu nivel técnico” sendo q todos os jogadores q não se chamam Sinner, Alcaraz e Djokovic os disputam regularmente.. difícil entender essa auto estima do BR e da sua equipe..
Tudo indica que voce nao entende bem como funciona o calendario da ATP. O Jao atingiu ranking top (se vai ficar por ali, nao sabemos). No ranking em que ele se encontra ele e’ obrigado a jogar oito dos nove 1000 e todos os GS. So’ nao vai se estiver contundido. Entao, suas exigencias e criticas ao time dele nao fazem sentido. A preocupacao maior agora deve ser ter o jovem em condicoes fisicas e ficar longe das contusoes.
Buse, Tien e Jodar estão uns dois passos pelo menos acima do Fonseca. É duro reconhecer isso, mas a equipe do Fonseca tem um pouco a aprender com esses.
Estou super feliz pelos jovens e pela ideia de termos mais um sul-americano nos representando, mesmo ele tendo batido o Jao (que nao gostei) maas, que esta provando que nao foi acidente. E’ preciso torcer pelo talento. Vamos ver como sera’ em 5 sets.
Merecidíssimo,o peruano fez uma excelente campanha derrubando vários favoritos,a nova geração vêm com tudo,Jodar,Tien, Fonseca,Buse,Mensik.
Pode tirar o Fonseca dessa turma,viu.Numero 48 na Race, muitissimo longe dos outros.Enquanto ps outros 4 vão terminar o ano no top 10/15,arrisco a dizer que o Fonsecanão passa de um top 30/40