Rio de Janeiro (RJ) – O Brasil enfrenta a Suíça nos dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Mundial I da Copa Davis. Quem vencer garante vaga na primeira rodada dos qualifiers de 2027 e segue vivo na briga pelo título. Quem perder cai para os playoffs do Grupo Mundial I em fevereiro de 2027, um degrau abaixo, e fica fora da disputa pela taça na próxima temporada.
João Fonseca já confirmou presença, o que aumenta o interesse em torno do confronto e também movimenta quem acompanha estatísticas, favoritismo e desempenho antes dos jogos, inclusive na hora de comparar as casas de apostas mais confiáveis para o mercado brasileiro dentro de uma análise esportiva responsável.
Quando e onde é Brasil x Suíça pela Copa Davis
O confronto começa na sexta-feira, 18 de setembro, às 15h de Brasília, com dois jogos de simples. No sábado, 19, a programação abre às 14h com as duplas, seguidas de mais dois jogos de simples. São cinco partidas no total, e o primeiro país a somar três pontos leva a série.
A quadra é dura e coberta, escolha do time brasileiro. A transmissão para o Brasil fica com a CazéTV. Os ingressos, vendidos pela Ingresso Nacional desde 28 de julho, valem para os dois dias e custam de R$ 150, na modalidade meia solidária com doação de 1 kg de alimento, a R$ 990 no inteiro.
É a primeira partida da seleção em casa em três anos. Para Fonseca, carioca de 19 anos, é a estreia como titular diante da própria torcida.
O que o Brasil perde se for derrotado pela Suíça
Uma derrota tira o Brasil do caminho que leva ao Final 8 de 2027 e o joga nos playoffs do Grupo Mundial I, disputados em fevereiro. Perder também esse confronto significaria descer ao Grupo Mundial II, o terceiro andar da competição. O custo real, porém, não está só na nomenclatura.
O problema é o calendário. Fevereiro é exatamente a janela em que o Brasil não consegue montar sua força máxima. Em 2026, Fonseca tirou a Davis da agenda para defender o título no saibro de Buenos Aires, e a seleção perdeu para o Canadá por 3 a 2 em Vancouver sem o número 1 do país. Um playoff em fevereiro de 2027 cairia no mesmo ponto do calendário, disputado contra a concorrência do ATP 250 de Buenos Aires e do Rio Open.
Há ainda a questão do mando. Nos dois últimos fevereiros o Brasil jogou fora de casa, contra a França em Orléans, em 2025, e contra o Canadá em Vancouver, em 2026. Setembro no Rio é a rara ocasião em que a CBT escolhe a sede, a superfície e a data. Perder significa devolver essa vantagem e recomeçar o ciclo pela terceira vez seguida.
Vale corrigir um ponto que circula na cobertura: apesar de vários veículos tratarem o duelo de setembro como “playoff”, o site oficial da Copa Davis registra a série como World Group I, primeira rodada. O playoff é a fase seguinte, para quem perder.
Como fica a equipe de Oncins depois da série americana
Jaime Oncins anuncia a convocação dez dias antes do confronto, ou seja, por volta de 8 de setembro, logo depois do US Open. A série de quadra dura norte-americana define quem chega inteiro e em ritmo.
Fonseca, 27º do mundo, entrou em Montréal como cabeça de chave número 22, com bye na primeira rodada, e enfrentará na estreia o grego Stefanos Tsitsipas. Depois vêm Cincinnati, a partir de 13 de agosto, e o US Open, em 30 de agosto. São três torneios de alto nível em pouco mais de um mês antes de pisar na Farmasi Arena.
Atrás dele, o quadro melhorou. Gustavo Heide chegou ao 131º lugar em 3 de agosto, o melhor ranking da carreira, fixo como número 2 do país. Thiago Wild voltou ao top 200 na mesma data, exatamente no 200º posto, depois de vencer o challenger 125 de Zug, na Suíça, seu maior título em quase três anos. Na Davis de Vancouver, Heide foi o único brasileiro a vencer um jogo de simples, batendo Gabriel Diallo por 7/6, 3/6 e 7/6.
O terceiro nome é uma escolha aberta. João Lucas Reis, Pedro Boscardin, Thiago Monteiro e Matheus Pucinelli estão agrupados entre o 258º e o 277º lugar, sem que nenhum tenha se destacado o suficiente para tornar a decisão óbvia.
Por que a CBT abandonou o saibro
Oncins rompeu com uma tradição de décadas ao escolher piso rápido coberto para um jogo em casa. Segundo o capitão, o perfil dos jogadores mudou e a equipe passou a competir bem em superfícies variadas, como mostraram os resultados fora de casa. A vitória sobre a Grécia em Atenas, em setembro de 2025, foi em quadra dura.
Mas também existe o fator de que a temporada de quadra sintética prossegue depois da Davis, principalmente para Fonseca, que competirá em Tóquio logo depois. Assim, a curta readaptação ao saibro seria um problema no meio do calendário do top 30 nacional.
Quem a Suíça deve levar ao Rio
A Suíça é comandada por Severin Lüthi, ex-treinador de Roger Federer, e deve chegar sem seus nomes mais conhecidos. Stan Wawrinka, 41 anos e 118º do mundo em julho, vive a última temporada da carreira e não joga a Davis desde 2023. Leandro Riedi, 135º, se recupera de cirurgia.
Isso deixa Remy Bertola, 27 anos e 182º, como provável número 1 suíço. Ele está invicto em duas partidas de simples pela competição. Jérôme Kym, 23 anos e 198º, tende a ser a segunda opção, com três vitórias em cinco jogos de simples pela equipe. Em fevereiro, contra a Tunísia, o time suíço contou ainda com Dominic Stricker, Mika Brunold e o duplista Jakub Paul.
Duplas podem decidir a série
O ponto de duplas é o ativo mais sólido do Brasil hoje. Rafael Matos, 38º, e Orlando Luz, 39º, entraram juntos no top 40 e venceram os ATP 250 de Buenos Aires e de Santiago em 2026, além das quartas de final do Australian Open e dos vices em Houston e no Estoril.
Em Vancouver, a dupla foi a única a somar ponto no segundo dia, batendo Liam Draxl e Cleeve Harper por 3/6, 6/4 e 7/5 e colocando o Brasil em vantagem de 2 a 1 antes da virada canadense. Marcelo Melo, 42 anos e 55º nas duplas, é a alternativa experiente. Ele foi campeão do Rio Open de 2026 justamente com Fonseca.
Em uma série que pode ser decidida no quinto jogo, ganhar o ponto de duplas no sábado à tarde muda toda a aritmética do dia. Foi o que aconteceu em Atenas, quando Matos e Melo abriram caminho para a virada de Fonseca sobre Tsitsipas por 6/4, 3/6 e 7/5.










