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Berrettini: “Usarei a energia de Sinner para mim”

Foto: Federação Italiana de Tênis e Padel (FITP)

Roma (Itália) – Um dos principais nomes do tênis italiano nos últimos anos, o romano Matteo Berrettini vem vivendo talvez a pior fase da carreira, acometido por uma sequência de lesões. A última delas, aliás, atrapalhou o seu início de temporada, fazendo com que tivesse de desistir do ATP 250 de Brisbane e do Australian Open.

E foi justamente em Melbourne onde o jovem Jannik Sinner fez história e se tornou o terceiro homem italiano campeão de um Grand Slam em todos os tempos, o segundo na Era Aberta e o primeiro no torneio australiano. Impulsionado pelo sucesso do compatriota, cinco anos mais jovem, Berrettini acredita que a conquista de Sinner sirva de energia para reencontra a boa e velha forma.

“O Sinner fez um milagre e trouxe um Grand Slam para o tênis italiano. Então vou usar isso para trazer energia ao meu tênis. Jannik e eu temos um bom relacionamento que se fortaleceu nos últimos meses. Nós somos diferentes mas parecidos, e estamos perseguindo o mesmo sonho> Sinner trouxe um Slam, mas a partir de [Fabio] Fognini e [Marco] Cecchinato o renascimento do tênis recomeçou. É um momento raro não só para o tênis, mas também para outros esportes na Itália” destacou o ex-número 6 do mundo à Sky Sports na saída do Palácio do Quirinal, em Roma.

Ainda sem previsão de retorno às quadras, Berrettini afirma que está se recuperando bem e se diz animado para voltar a jogar. “No momento estou melhor, mas ainda não estou 100%. O objetivo é jogar muito tempo sem parar, porque essas pausas destroem o meu físico. É estimulante ter um novo treinador, provavelmente estou trabalhando como nunca fiz antes e tenho bons sentimentos para o futuro”, disse o tenista que fechou em dezembro passado com o técnico espanhol Francis Roig, ex-integrante da equipe de Rafael Nadal.

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Sem jogar há quase seis meses, Matteo Berrettini disputou sua última partida ainda em agosto de 2023, na segunda rodada do US Open. Na ocasião, ele sofreu uma grave torção no tornozelo direito no duelo contra o francês Arthur Rinderknech quando perdia por 6/4 e 5/3 e precisou abandonar o jogo.

Depois de se recuperar, o italiano acabou tendo um novo problema no pé no fim de dezembro e teve de postergar o início de temporada, inicialmente marcado para a Austrália no mês passado. Atualmente, ele ocupa o 124º lugar do ranking, sua pior marca desde fevereiro de 2018.

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