Nova York (EUA) – Nem mesmo um incômodo na região lombar, sentido por Novak Djokovic ainda no primeiro set, facilitou a vida de Cameron Norrie e o tetracampeão do US Open atingiu as oitavas de final pela 16ª vez em 19 participações, ao impor a sétima derrota consecutiva ao canhoto britânico, com parciais de 6/4, 6/7 (4-7), 6/3 e 6/3.
Aos 38 anos, Nole se torna o tenista de maior idade a atingir a quarta rodada de Flushing Meadows desde Jimmy Connors, que estava perto dos 39 em 1991. Ao mesmo tempo, iguala o recorde do suíço Roger Federer ao somar 69 presenças em oitavas de Grand Slam, mas supera o rival no número de vitórias nos Slam de quadra dura, agora com 192. Também foi o triunfo de número 395 de Slam e o 93º em Nova York.
Com incríveis 54 resultados positivos e apenas uma derrota para adversários fora do top 30 no torneio – a única foi diante de Fernando Verdasco na terceira rodada de 2005 -, o sérvio reencontrará agora o alemão Jan-Lennard Struff, de 35 anos e 144º do ranking no momento, apesar de ter sido 21º em 2023. É outro ‘freguês’, tendo perdido os sete confrontos, três deles em Grand Slam e um no US Open de 2020. Struff, que nunca fez quartas de Slam, só tirou um set de Djokovic e isso em Melbourne de 2020.
Susto no primeiro set
Norrie tentou fazer um jogo mais agressivo do que nas outras vezes, mas não impediu a terceira chance de quebra do adversário no sétimo game. Antes de sacar com 5/4 para fechar o set, Djokovic surpreendeu com pedido médico e foi ao vestiário para tratar de dores lombares. Perdeu então o primeiro lance do 10º game, mas imediatamente tomou o controle. O saque foi o destaque, com 77% de acerto, nove aces e apenas dois pontos perdidos com o primeiro serviço.
Novak outlasts Norrie to get the break late in the first set! pic.twitter.com/A6nz955Ahx
— US Open Tennis (@usopen) August 29, 2025
Apesar de ter recebido novas massagens em algumas viradas de lado, Djokovic manteve-se firme com o saque em todo o segundo set, tendo desperdiçado 0-40 no sétimo game que seriam fatais ao britânico. Norrie seguia empenhado, fez mais winners (15 a 12) e menos erros (8 a 13) e sua recompensa foi levar o tiebreak depois de se ver 1-3.
O começo do terceiro set foi decisivo. Norrie conseguiu quebra imediata, mas não sustentou a vantagem e isso reanimou Djokovic, que tirou outro serviço no quarto game e daí caminhou firme para fechar o set, com nova quebra. A intensidade do britânico caiu de vez, permitindo 3/0 para o poderoso oponente logo de cara e daí foi apenas uma questão de administrar. O sérvio terminou com 18 aces, seu recorde pessoal no torneio.
Enquanto Djokovic manteve a marca de vencer todos os 22 jogos da temporada em que ganhou o primeiro set, Norrie segue sem derrotar um top 10 em torneios de Slam, tendo sofrido a 11ª derrota.
Boa vitória do maior de todos, mas tá se desgastando atoa nessas rodadas iniciais. Com essa idade não dá pra ficar tanto tempo assim em quadra. Era jogo pra 3 x 0 sem sustos.
O vovô é muito craque.
DjokoGOAT dos esportes lesionado em TODOS os Slams do ano! Incrível a falta de sorte.
Mesmo assim, sacou demais e fez belíssimas jogadas pra variar usando a maior caixa de ferramentas que o tênis já viu. Só não dá mais pra perder tantos tiebreaks!
Leo Alquingel tinha dúvidas se Djoko cairia na primeira, na segunda ou na terceira rodada. Agora não tem mais.
Mais um recorde secundário alcançado: jogador com mais vitórias em Slams de quadra dura.
O interminável “triturador” de recordes, faz mais uma vítima! Não reconhecer que esse esplendoroso jogador de tênis é o melhor de todos os tempos, mesmo não simpatizando com ele, é pura sandice ou inveja. Mesmo que encontrando adversários mais difíceis que os atuais líder e vice-líder nesse US OPEN, e mesmo sem precisar provar mais nada pra seu ninguém, continua demonstrando de forma inequívoca, porque é o verdadeiro e único GOAT do tênis, e de todos os esportes, individuais e/ou coletivos.
Avante, Nole!!
GOAT preocupou mais uma vez, especialmente na segunda metade do 2º set, ao sentir dores na lombar e perder o tie-break. Depois de tantas lesões desde o ano passado, me parece mesmo que o adeus é inevitável em breve. Problemas físicos recorrentes e um jogador praticamente imbatível como Sinner desmotivam qualquer um, especialmente nesta idade.
Mas por enquanto vamos aproveitando recordes secundários, aulas aos demais e belas jogadas enquanto ele mostra que ainda é o Sentinela dos Balcãs para se manter firme diante das dores e limitações físicas, bem como é o Comedor de Fígados para saborear ainda o da maioria do circuito nos Slams.