Nova York (EUA) – Ex-número 1 do mundo e dono de oito títulos de Grand Slam, Andre Agassi não titubeou ao apontar quem considera ser o maior tenista da história. O norte-americano considera que Novak Djokovic é o melhor de todos os tempos e lamentou que o sérvio não tenha recebido o reconhecimento que merece por tudo o que conquistou no esporte.
As declarações de Agassi aparecem no documentário Novak Djokovic: The Wolf in Winter, lançado nesta quinta-feira na plataforma de streaming Prime Video. O norte-americano colaborou com o também ex-líder do ranking entre 2017 e 2018 e conhece de perto algumas das dificuldades enfrentadas pelo veterano durante a carreira.
“Não sinto que ele tenha sido valorizado nem de perto como merece por tudo o que deu ao tênis. Não há comparação com o que ele conquistou. Para mim, é muito claro. Ele é o melhor de todos os tempos”, afirmou Agassi.
Chasing greatness comes with consequences…
Novak Djokovic: The Wolf in Winter is now streaming 🐺📺 pic.twitter.com/zWWjP6qjLf
— Prime Video Sport UK (@primevideosport) August 20, 2026
O documentário também aborda a relação de Djokovic com o público e a maneira como ele utiliza os momentos de rejeição como forma de se motivar dentro das quadras. Agassi revelou que percebeu essa característica durante o período em que trabalhou com o multicampeão.
“Fiquei surpreso com o quanto ele precisava se colocar em um lugar sombrio para conseguir extrair o melhor de si. Para Novak fazer o trabalho dele, precisava de medo ou raiva, porque, com amor ou reconhecimento, perdia a garra”, explicou.
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Aos 39 anos, Djokovic agora concentra suas atenções para a disputa do US Open, onde batalhará pelo penta e o 25º troféu de Grand Slam. Campeão em Nova York em 2011, 2015, 2018 e 2023, o tenista de Belgrado alcançou as semifinais na temporada passada, caindo para o eventual campeão Carlos Alcaraz.
Atual quinto colocado do ranking, Djokovic chegará ao último Grand Slam da temporada depois de cair precocemente no Masters 1000 Cincinnati. O sérvio foi surpreendido pelo argentino Thiago Tirante logo na estreia do Masters 1000 e agora terá alguns dias para se preparar antes de entrar em quadra em Nova York.
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Há algum tempo, li aqui uma explicação que fez todo sentido para mim. Trata-se da diferença entre maior e melhor. Messi é o melhor jogador da história. Ele tem 8 bolas de ouro, 6 chuteiras de ouro, mais títulos de campeão do que qualquer outro jogador… para onde se olhe, há um recorde que ele quebrou. No entanto, Pelé é o maior jogador da história. O futebol pode ser dividido entre antes de Pelé e depois dele. Parou guerra, foi recebido em vários países com honras de Chefe de Estado, etc.
Vale o mesmo raciocínio para o tênis: Djokovic é o melhor da história. Federer, o maior. Transcendeu o tênis. Simples assim!
Essa é mais uma opinião, simples assim.
Ele trabalhou com o Djoko e é o Agassi,sabe muito,merece ter a opinião considerada.
Porém, não podemos menosprezar as outras opiniões.
Não considero Hamilton maior que o Schumacher e nem o LeBron maior que o Jordan.
Maior que o Pelé, nem começo a conversa.
Acho um debate legal ,com um churrasco e umas cervejas.
Interessante. Agassi gosta de se posicionar. Quem leu sua ótima biografia “Open”, sabe. Quanto ao “Goat”, por definição, refere-se aos numeros e, quanto a esse aspecto, todos que sabem ler já sabem que Djoko é o que se enquadra aí.
Porém, se pegarmos recente entrevista de Musetti, ele afirma que, apesar dos numeros, Federer para ele é a perfeição quando pensa em tênis. E vejam só, Goran, ex tecnico do Djoko disse em materia do tenisbrasil de 10ago26 que “Federer joga com uma beleza extraordinaria. É um prazer ve-lo jogar até quando joga mal”. Isso significa algo, não? E se perguntem, quando vcs pensam num prof da sua faculdade que mais impactou sua vida positivamente, vc pensa no prof que pra sua vida academica representou uma beleza extraordinária ou pensa naquele professor de maior curriculo com Doutorado em Universidade americana de ponta? Sabemos que o “maior” para sua vida, que é o que te importa pra vc é o que tem mais representatividade, que teve mais impacto. Para pensar. Nao falo para os que sao reativos a tudo e querem ter a ultima palavra. Para estes é como tentar convencer que seu politico de estimação não é o melhor, mesmo nao sendo. É caso perdido.
Curiosamente, o mesmo Goran Ivanisevic nesta materia diz que se precisasse confiar sua vida ao resultado de um jogo, essa pessoa seria Nadal. Isso é confiança. Não é alguem que abandona seu parceiro de duplas nas olimpiadas na disputa de uma medalha, ainda que de bronze. Isso tb diz algo, nao? Se acha que nao, bom rever seus conceitos… Ah, mas ninguem é anjo nem demônio. Concordo. Mas estamos procurando os supra sumos… exigência é alta mesmo.
Entao, quem representa melhor o tênis? O Goat já foi definido no começo deste texto. Não se trata disso. Sim, é pra polemizar um pouquinho… rs. Galera, sem stress. Abraços
Preferências pessoais não podem ser critério de definição do melhor. A forma mais justa e inquestionável é avaliar os números e nisso o sérvio ganha de lavada. O Federer pode ter o jogo mais bonito da história, já teve os maiores recordes e até então era o GOAT inquestionável, mas acabou ficando pra trás, é a vida…
Você deve concordar comigo, então. Como eu disse, a discussão de maiores numeros (goat) está encerrada. E numeros são a unica coisa inquestionavel, pois está lá pra qualquer um ver. Agora, quanto à perfeição do jogo,o incentivo que te dá de jogar tb, o maior impacto de um tenista em toda uma ou duas gerações, a confiança que é transmitida, o fairplay, tudo isso combinado com altissimo nivel, daí é questionável quem foi/ foram os maiores. Goran e Musetti deram a dica.
Tênis é um esporte, no qual seus embates são definidos, segundo suas regras originais, por números. E vence quem atingir o número.
Para se ter maior justiça, nos eventos (torneios) a partir do momento que esse esporte secular, começou a ser reconhecido e popularizado no mundo inteiro, definiu-se um ranking, que é baseado em números. E o maior do ranking é aquele que atingiu o maior número. O que é justo.
E para continuar sendo o maior no ranking, tem que manter seus números. O que é mais justo ainda.
Então, não dá para definir o maior de todos, deixando OS NÚMEROS em segundo plano.
Lorenzo Musetti de fato disse o que disse e acho que ele está certo. Todos temos um gosto pessoal e nem sempre gostamos do que melhor, muitas vezes, nem mesmo para nós mesmos.
Você falou do que falou Ivanisevic sobre Federer e Nadal, só não trouxe o que ele falou sobre o próprio Djokovic. Faltou apenas isso.
Mas fique tranquilo(a), você não polemizou um pouquinho não.
Concordo totalmente com vc que Musetti está correto sobre a algo mais perto da perfeição no seu esporte e do que Goran disse tb. Ressaltei o que ele disse para reforçar meu ponto de vista, é claro. Os números estão com Djoko porque ganhou mais. Não preciso repetir isso ué. Mas se o ex tecnico não confia sua vida no então pupilo e prefere Nadal , assim como não aponta o ex pupilo como sinônimo de beleza que algumas pessoas veem no tênis, isso é um ponto interessante, pois respeito Ivanisevic. Pessoalmente, não me agrada alguem que abandona sua parceira nas olimpiadas que sonhava com uma medalha. Ninguem é perfeito, mas não vejo os outros membros do Big 4 fazendo isso. Muitos ficariam decepcionados se fizessem. Achei isso muito ruim da parte do sérvio. Mas é preferência. Da mesma forma que preferimos um professor que sabe ensinar bem e que foi paraninfo da turma ou que confiamos e não o que teve mais artigos publicados aumentando a relevância no currículo próprio. Da mesma forma que uns consideram Borg o preferido, apesar de não ter os números máximos. É preferência e escolha e o por quê. Sem dúvida.
É uma longa discussão. TB acho Djokovic. Mas, a sensação que dá é que, se tivesse longevidade, colocaria Borg!
Até então, apenas o Big 3 teve longevidade absurda no esporte. Djoko venceu 11 Slams e Nadal 8 tendo idades avançadas. Federer venceu 4 mas como era freguês do Djokovic há anos acabou perdendo outras finais de Slam para o sérvio.
Hoje nós vemos Sinner e Alcaraz dominando, mas a grande questão é se conseguirão ser assim após os 30 anos, contra uma geração de jovens jogadores e possíveis fenômenos no auge como Jodar, Fonseca e outra futura nova geração.
Pois é.
Mr. Federer chegou a ter 15 GS de frente.
Acho que nenhum fã de Djokovic apostaria que ele fosse ultrapassado.
Certo, longevidade é um dado representado por números.
Não dá para colocar alguém que teve carreira tão curta, no topo. Em termos percentuais (números), ele também não atinge o topo.
Interessante que ja li o mesmo Agassi dizer múltiplas vezes que Nadal era o melhor de todos os tempos. Quem sabe em 5 anos ele nao muda de opinião de novo e elege Alcaraz ou Sinner? Como velho Raul ja dizia, prefiro ser uma metamorfose ambulante.
Leu onde, já que nunca li nada a respeito?
O próprio Nadal, Sampras, Borg, Connors, McEnroe, Sinner, Alcaraz, Zverev, Medvedev e vários outros nomes também dizem que o sérvio é o GOAT.
Essa sua dor de cotovelo de federete nunca passa. O Terceirão nem documentário vai lançar de vergonha, rsrsrs.
Muita metaanfetamina,era o que diziam os torcedores do Servio.
Isso pode ocorrer! Alcaraz e Sinner estão em início de carreira e têm chances de ganhar inúmeros títulos de Slam inclusive,e aí ele por sua vez poderá mudar sua opinião….por que não??!!
Sampras já foi esse cara, com “apenas” 14 GS.
Agassi declara que o bom e velho Djokovic é o melhor tenista de todos e tempos.
E espero poder ler o documentário sobre a brilhante carreira desse excepcional tenista.
Pra mim está assim:
1 Nadal
2 Djoko
3 Federer
4 Sampras
5 Laver
Difícil é provar com números.
Eu fico com a opinião do pessoal daqui, os fãs de Roger Federer. Lúcidos e profundos conhecedores desse esporte chamado Tenis. A propósito: quem é esse careca chamado Agassi? Sabe nada…
Quem sabe é o Glaucio Coelho, vencedor de 30 Slams.
É, também procuro saber quem é André Agassi…
Mr. Federer olha para o lado esquerdo, levanta o pescoço e ver Novak Djokovic, torce o nariz, olha para o lado direito, levanta o pescoço e ver Rafael Nadal, torce também o nariz, mesmo que menos intensamente e olha para si, embaixo e pensa: por que eles estão lá em cima?
Prezados, Paulo e Luiz. Respirem… Soltem o ar bem lentamente…kkkkkkkk!
Não deixem a cegueira da paixão atrapalhar percepção da ironia. Este é o problema dos fãs de Federer.
Sim, verdade, os recordes falam por si. Djokovic é o maior campeão da história do tênis. Federer segue sendo o melhor tenista de todos os tempos.
Feche essa conta aí: o melhor perde do pior?
Isso, Feederer é o melhor tenista de todos os tempos e a prova disso foi em Wimbledon 2019. Sérvio cruel !
Se você trocasse a pressão que afetou cada um nesta final teria sido 3 a 0 para Federer, assim como Federer venceu Djokovic facilmente neste mesmo ano no Finals, quando FINALMENTE houve alguma pressão sobre Djokovic.
Facilmente não foi e nem foi em melhor de 5.
Agora, perder para a pressão, significa não ser melhor mesmo.
O melhor é sempre aquele que administra pressão, vento, sol, bola, piso, torcida e o mais importante: o adversário e vence.
Então meu caríssimo Ronildo, o terceiro lugar da história (por enquanto), está de excelente tamanho, pois o universo é imensurável.
Onde assino?
Os fanáticos fãs do Roger Federer gostam de fazer o joguinho de palavras melhor/maior. Tenho certeza de que o próprio suiço tem consciência de que não foi nem o maior e nem o melhor. Quantos títulos dos Masters 1000 de Monte Carlo e de Roma conquistou o Federer? Quantas medalhas de ouro olímpicas de simples tem Roger Federer? Se as respostas a essas duas perguntas for zero, é uma grande fraude e corrupção ao esporte, afirmar que Roger Federer foi o melhor de todos os tempos.
Carlos Alberto, você nunca notou como a pressão em esportes de alto nível altera o resultado final de algo esperado? Nadal e Djokovic tiveram o privilégio de quase sempre enfrentarem Federer totalmente livres de pressão.
Quem não aguenta pressão, explode.
Coloque um feijão para cozinhar numa panela com a válvula entupida e, recomendo, fique bem longe para assistir.
Roger tem aquela aura, o jogo plástico, ele é a personificação do tênis como esporte.
Mas falando em quem foi melhor, ele está atrás tanto do Djoko quanto do Nadal.
Perfeito, Federer era aquele cara legal de assistir, tinha muito improviso e facilidade para jogar tênis. O nível de tênis dele foi suficiente para dominar sua própria geração, mas a partir dos 26-27 anos ele já se encontrava em uma situação difícil: Nadal se tornando um tenista cada dia mais completo e Djokovic virando o monstro que virou.
A posição dele de terceiro maior vencedor de Slams é cirúrgica. O suíço realmente é o terceiro, ele fecha com medalha de bronze a era Big 3, que a meu ver acabou. Djokovic está velho demais com seus quase 40 anos.
Amo o Federer. Mas nem vc acredita no que vc falou.
Acredito sim Luiz Guilherme.
Os motivos são os seguintes:
1 – Federer se formou num circuito com quadras duras rápidas onde Pete Sampras reinava, porém à partir de 2001 o circuito começou a privilegiar mais trocas de bola e desenvolveram quadras mais lentas
2 – Federer não teve um início de carreira com uma equipe técnica de alto nível como Nadal, Alcaraz e Djokovic. O técnico da formação dele morreu, não houve continuidade dos trabalhos e ele ficou alguns anos no circuito sem técnico. Não houve uma equipe para convencer ele a trocar de raquete e acompanhar as mudanças do tênis, mudanças de raquete ocorreram apenas por volta de 2014. Mesmo assim ele conseguia fazer grandes campanhas no saibro com aquela raquete menos adequada para o saibro.
3 – Federer era disparado o favorito do público, das apostas, do jornalismo esportivo e enfrentou uma pressão descomunal na carreira enquanto Nadal e Djokovic jogavam contra ele como francos atiradores, totalmente livres de pressão. Isso fez uma baita diferença e podemos perceber em Wimbledon 2019 e Finals 2019, onde pela primeira vez nos confrontos havia pressão sobre Djokovic.
4 – A contusão gravíssima de Murray em 2016 foi um presente perfeito do destino para a carreira de Djokovic assim como teria sido para a carreira de Federer se Nadal tivesse ficado fora do circuito uns 5 anos à partir de 2006 ou se Djokovic tivesse ficado fora do circuito por uns 5 anos à partir de 2011.
Portanto eu não olho cegamente para os números, antes analiso em que condições estes números foram alcançados.
Djoko é Messi. GOAT.
Messi não é GOAT de nada, bem abaixo do Pelé.
Sérgio Ribeiro, quer que o Agassi desenhe para você???
Nolan Djokovic é o GOAT!!!
Federer foi apenas um bom jogador…
abraços!!!
Verdade, foram só 20 títulos de GS. Certamente Djoko, que tem 24 GS por enquanto, é o maior vencedor da história do esporte, mas o impacto do FeDal foi bem maior. Federer principalmente superou os limites do tênis e o tornou bem mais popular. Infelizmente Djoko se perdeu em polêmicas vazias, suspeitas de falsificação de atestado de vacina, etc. Dentro de quadra, Djoko é o GOAT, fora delas recebeu o apelido de NoVax DjoCovid.
Apaga que da tempo !
Nunca ouvi falar deste apelido. Com certeza, esses argumentos são muito usados pelos anti-Djokovic, quase 100% deles fãs do Roger Federer, pra tentar diminuir o valor dos feitos do GOAT. Quando se analisa apenas os grand slams, nota-se que o Djokovic foi superior. Se analisar todos os demais torneios importantes, a grandeza do Nole aumenta ainda mais. Com relação a impacto do FeDal no tenis, isso é enormemente subjetivo.
Mas o GOAT não é uma alcunha para um prêmio humanitário.
E se fosse, ele é gigante nesse quesito também.
É para quem, com uma raquete, dentro da quadra, ganhou tudo de todos.
E como bem disseste, suspeitas não provadas – fora da quadra – nem deveriam ser escritas.
É o maior, os títulos falam por si só e isso não da pra discutir. Dito isso, eu prefiro Roger e Rafa. Acredito que no coração da maioria dos fãs o sérvio fique em terceiro lugar.
Boa definição: um é o um, mas prefiro o outro.
Tudo bem, tudo certo.
Depende da torcida, a base de fãs do Big 3 é muito maior que a de um Sinner por exemplo. Além disso, Djokovic começou a dominar o tênis em 2011. Embora ele estivesse apenas com 23 anos na época, vamos lembrar que o Nadal já estava surrando o Federer desde 2004. Então havia duas torcidas enormes antes do Djoko começar a bater neles.
O documentário estrelado ontem na Prime Video sobre Djokovic, traz isso bem forte, por jornalistas, não por torcedores: Djokovic se meteu em meio a uma polarização dos torcedores, chamada FEDAL. Essa dupla presentava a antítese de um contra o outro e o sérvio começou a vencer ambos. Inconscientemente, os dois polos começaram a se incomodar com isso. Com a saída de Mr. Federer de cena primeiro, os fãs de Nadal aceitaram mais a grandiosidade do sérvio. A maioria dos fãs do suíço ainda sofre com as derrotas e nem sentem mais todas impostas por Nadal.
No coração de quem viu jogar, torceu. Isso vai embora com o tempo. Depois só vai ficar a história.
Não existe argumento lógico capaz de tirar o Djokovic do posto de maior tenista da história. A vantagem dele para os demais é esmagadora — seja contra Nadal, Federer ou Sampras. A quantidade de títulos grandes, o peso de seus recordes e a capacidade de bater os melhores jogadores mesmo com a idade avançada superam qualquer debate.
O que o sérvio conquistou dos 20 aos 37 anos, enfrentando e vencendo gerações brilhantes — de Nadal e Murray a Thiem, Zverev e Alcaraz —, é um feito praticamente inatingível. É por isso que lendas como Agassi, Borg e o próprio Nadal não negam o óbvio: gostem ou não, os números e a história falam por si.
Só o fato do Sérvio com 37 anos ganhar dos líderes com 23 , 24 anos (Alcatraz e Sinner) já mostra a grandeza dele. Qual tenista com 35, 36 ou mais conseguiu ganhar título de grande slan ou outro de peso igual, enfrentando algum jovem com 23, 24 anos número um ou dois do mundo?
Nenhum.
O que este cara fez é muito mais que Record. Coloquem um Usain Bolt pra disputar 100 metros com seus 37 anos, Um Michael Phelps disputando 100 metros rasos com esta idade, um Arthur Zanetti nas argolas com 37 anosh. O cara foi campeão olímpico com 37 anos, ganhando de um top 1 de 22 anos.
Exato.
Não sei se um velocista como Bolt passa dos 30 anos competindo por ouro olímpico, mas se fizerem uma proporção de idade, ou seja, o velocista A, com a idade natural de aposentadoria para esse esporte, contra o velocista B, na idade natural de quem está começando, nunca ouvimos dizer que o A venceu B, em várias oportunidades, como fez Djokovic contra Sinner, Alcaraz, Zverev e até mesmo Aliassime no recente Wimbledon.
Exato, ano passado bateu Alcaraz, Zverev e Fritz em Slam e na temporada atual Sinner e Aliassime. Esses caras são cerca de 15 anos mais novos que o sérvio, não tem comparação.
Tem um trecho no Rafa, naquela sequência de 7 finais perdidas para Djokovic, que um repórter pergunta ao Tio Tony:
O que falta para Nadal voltar a ganhar um título?
E a resposta, limpa e objetiva: “vencer Djokovic.”
Mais um analista lúcido, sensato e objetivo. Não há critério mais concreto e objetivo do que os resultados. Assim como eu concordo com o Agassi de que Djokovic é o maior tenista de todos os tempos até agora, pelo mesmo critério considero Rafael Nadal como o maior jogador da superfície saibro de todos os tempos, sendo que esse espanhol, em se tratando do Torneio de Roland Garros, fica gigante perto de qualquer outro concorrente da história.
Diria que se formar uma seleção de saibristas e vencedores em RG, ainda serão menores que Nadal nesse piso.
14 RG, 10 Monte Carlo, 10 Barcelona, 8 Roma (acho) e assim vai.
E falando do Agassi, junte-se a ele, Ivanisevic que disse o mesmo duas semanas atrás, ambos não teriam a menor obrigação de darem essa declaração óbvia, só porque foram seus treinadores.
Aliás, soma-se ao que todos sabemos, detalhes que somente eles conhecem para embasarem suas opiniões.
O próprio Roger Federer tem a consciência de que não foi o melhor da história. Se alguém afirmar que o Federer foi o melhor da história num lugar onde estejam reunidos todos os Big 3, deixarão o suiço constrangido porque o próprio sabe que ficou em desvantagem no confronto direto contra Nadal e Djokovic.
Pois é, querem à força, colocar Mr. Federer acima de Nadal e Djokovic, sendo que nem no h2h ele vence os dois. Nem um apenas.
Em Barcelona são 12 finais e 12 títulos.
Em Monte Carlo são 12 finais e 11 títulos.
Em Roma são 12 finais e 10 títulos.
Em Madrid são 7 finais e 4 títulos no saibro.