PLACAR

“A chave foi deixar a frustração de lado”, diz Rybakina

Foto: WTA

Madri (Espanha) – Dona de três títulos e dois vices em oito torneios disputados na atual temporada, Elena Rybakina está de novo uma semifinal em 2024. Desta vez, a cazaque número 4 do mundo precisou lutar por 2h48 e salvar dois match-points antes de enfim derrotar a compatriota Yulia Putintseva de virada, com o placar de 4/6, 7/6 (7-4) e 7/5.

Diante de todas as dificuldades no duelo desta quarta-feira, a jogadora de 24 anos destacou o aspecto mental como a chave para conseguir reverter um placar adverso de 2/5 e 15-40 no terceiro set e rumar para uma vitória que parecia improvável àquela altura da partida.

“Foi um jogo muito difícil, sabia que seria complicado, mas esperava começar melhor. Felizmente consegui reverter a situação. Sinto que a chave foi me ver com 2/5 à beira do abismo, e então deixei de lado toda a frustração que estava sentindo. As coisas mudaram rapidamente, Yulia cometeu alguns erros e começou a ficar muito irritada consigo mesma. Foi ótimo manter um nível de jogo tão positivo desde então até o final da partida”, analisou após o triunfo.

Cazaque prevê duelo duro na semi

Já garantida na semifinal da próxima quinta-feira, Rybakina espera agora pela vencedora do confronto entre a jovem russa Mirra Andreeva, de 17 anos e 43ª do ranking, e a bielorrussa Aryna, atual vice-líder da WTA, que medirão forças ainda nesta quarta.

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No único duelo anterior diante de Andreeva, Rybakina venceu de virada nas oitavas de final do WTA 1000 de Pequim no ano passado. Já contra Sabalenka, a cazaque tem retrospecto negativo de três vitórias e cinco derrotas, porém ganhou a partida mais recente na decisão do WTA 500 de Brisbane, em janeiro, por 6/0 e 6/3. Este seria o primeiro confronto entre elas fora do piso duro, sendo que cinco dos oito jogos já realizados foram decididos no terceiro set.

Questionada sobre sua possível rival na próxima fase, a cazaque foi cautelosa. “Estou convencida de que será uma grande batalha, seja contra quem eu jogar. Aryna é uma grande campeã e Mirra, além de um potencial enorme, não tem nada a perder”, declarou a tenista, que poderá voltar ao top 3 do ranking for campeã em Madri, ultrapassando a norte-americana Coco Gauff.

Críticas ao calendário atual

Rybakina também aproveitou para expressar sua opinião à respeito do calendário do tênis, o qual ela considera extremamente apertado e prejudicial à saúde dos jogadores. A cazaque direcionou as críticas justamente para o aumento dos torneios de Madri e Roma, de uma semana para dez dias de disputa.

“Pode fazer sentido que Indian Wells e Miami tenham essa duração, mas fazê-lo nestes dois eventos, pouco antes de Roland Garros, não é bom. Com as novas regras não há espaço para escolha, somos obrigados a competir em muitos torneios. Estamos indo na direção errada, há muito o que melhorar no circuito e no ano passado desperdicei muita energia tentando mudar as coisas, percebi que é muito difícil fazer isso, então vou apenas respeitar as regras e fazer o melhor que puder”, lamentou.

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Gisele Matias
Gisele Matias
26 dias atrás

Quase perdeu pra insuportável da Yulia

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