Que Max Verstappen, que nada. O holandês que voa se chama Botic van de Zandschulp, nome difícil de pronunciar e um jogador só conhecido mesmo por quem segue o tênis bem de perto. Aos 28 anos, sem nenhum título de ATP no currículo mas um ex-22º do ranking, ele jogou um tênis primoroso do primeiro ao último game e certamente confundiu o público desavisado sobre quem era o ganhador de dois Grand Slam da temporada.
Zandschulp juntou suas melhores qualidades numa noite só. Moveu-se magnificamente bem, tirou o máximo do piso veloz, aguentou ralis com bolas profundas e tomou a iniciativa para decidir os pontos, fosse num golpe pesadíssimo da base, fosse numa subida esperta à rede. Carlos Alcaraz não jogou bem? Evidente que não. Pareceu apressado, forehand descalibrado e reclamando o tempo todo com o box. Tal qual Cincinnati, estava claramente desconfortável na superfície rápida.
Mas nada disso tira o brilhantismo do adversário, primeiro holandês a derrotar um top 3 do ranking desde que Richard Krajicek surpreendeu Pete Sampras em 1996 rumo ao título de Wimbledon. Será que Botic pode sonhar com tamanho salto? Ele não perdeu set em seus dois jogos – o anterior foi em cima de Denis Shapovalov – e tem pela frente outro canhoto, Jack Draper.
Entrevistado em quadra, Zandschulp manteve a mesma postura serena e destacou o plano tático de aguentar as trocas de bola, ficar atento às curtinhas mas especialmente adotar postura agressiva. Foi um aluno extremamente dedicado o tempo todo: “Acho que me saí bem”. Não poderia ter sido melhor.
Bia pode formar o ‘Big 4’ do tênis brasileiro em Slam
Muito mais à vontade em quadra do que na estreia, Beatriz Haddad Maia está pela primeira vez na terceira rodada do US Open e isso a coloca numa condição especial no livro de história do tênis brasileiro. Caso avance, em missão difícil no sábado, será apenas a quarta jogadora nacional a anotar presença em oitavas de final de simples em três diferentes Grand Slam. Em 2022, Bia fez semi em Roland Garros e oitavas em Wimbledon.
A atuação contra Sara Sorribes, contra quem tinha 4 a 2 no histórico de jogos duros e apertados, só pode encher a canhota paulistana de confiança para pegar a perigosíssima Anna Kalinskaya, número 15 do ranking, uma tenista muito sólida da base, ainda que sem resultados expressivos na jovem carreira.
O primeiro set foi impecável. Não enfrentou break-points, perdeu apenas cinco pontos com o serviço e fechou com goleada de winners (12 a 0). Completamente perdida com as mudanças de ritmo e direções que a adversária impunha, Sorribes só conseguiu mesmo evitar o ‘pneu’. Foi a 21ª vitória de Slam de Bia, primeira tenista nacional a chegar na terceira fase de Nova York desde Maria Esther Bueno, em 1976.
Satisfeita com “a disciplina tática”, Bia pensa grande e diz que o objetivo é muito maior do que a terceira rodada. Não corre mais o risco de enfrentar Elena Rybakina, já que a cazaque abandonou o torneio, mas pode vir a ex-número 1 e duas vezes finalista Caroline Wozniacki.
Em tempo: além de Estherzinha, que decidiu todos os Slam e ganhou EUA e Wimbledon, Guga Kuerten fez quartas em Wimbledon e US Open além do tri em Paris. Thomaz Koch só não atingiu quartas na Austrália (onde nunca jogou). Vale recordar ainda Ronald Barnes, que fez semi em Nova York e quartas em Paris.
E mais
– Ao contrário de Alcaraz, Jannik Sinner recuperou-se das falhas de estreia, atropelou Alex Michelsen e precisa tomar cuidado com o saque de Christopher O’Connell.
– Tommy Paul aumentou a armada norte-americana sem precisar chegar até o fim da partida e pega outro sacador, o garoto canadense Gabriel Diallo, que jogou muito bem e tirou Arthur Fils. Dias atrás, Diallo perdeu as quartas de Lexington para João Fonseca.
– Quem está com caminho aberto é Daniil Medvedev. Quase cedeu o terceiro set para Fabian Marozsan, terá agora Flavio Cobolli e depois Nuno Borges ou Jakub Mensik. Já dá para pensar em Sinner… ou Paul.
– A vida não está fácil para os cabeças. Hubert Hurkacz continua fisicamente abaixo, foi superado pelo batalhador Jordan Thompson, que vai pegar Matteo Arnaldi. Chance de ouro para Alex de Minaur.
– Iga Swiatek voltou ao modo demolidor, mas tem adversárias experientes pela frente. A começar por Anastasia Pavlyuchenkova e quem sabe Liudmila Samsonova. O setor tem ainda Jessica Pegula e Diana Shnaider, ou seja, pode acontecer qualquer coisa.
– O incrível aconteceu para Karolina Pliskova. No terceiro ponto do jogo contra Jasmine Paolini, torceu o tornozelo. Muita falta de sorte da ex-número 1 e finalista do US Open. A italiana descansa, mas não espere vida fácil contra Yulia Putintseva.
– O destaque do dia foi a tcheca Karolina Muchova, com seu amplo repertório, estilo agressivo e vitória imponente sobre Naomi Osaka. A japonesa teve 5/4 e 40-0 no segundo set.










O jogo é jogado e o lambari e pescado.o alexei foi lá e ganhou…ponto final
O goat perdeu, pois o saque não ajudou. Agora é tentar classificar para o atp finals para tentar o oitavo título, a grande chance desse ano. Ganhar slam vai ficar muito mais difícil em 2025 por causa da idade. Minha aposta é que chegará no máximo a 25 e sua grande chance é o AO. No entanto, 24 já está ótimo.
Golden GOAT conseguiu o maior objetivo do ano terrível. Agora vai refletir e pensar nos torneios que restam e na próxima temporada, talvez a de despedida.
Djoko se inspirou na antiga Sabalenka.
Só um milagre para Djoko ganhar. Aguardar para ver.
Eu previ o HexaVICE lembras ??? . Mas não deu , ” goat ” resolveu se antecipar. Vai precisar rever a pretensão de pular os dois MASTERS na sequência. Com ZERO ATP na Temporada, não tem vaga garantida no FINALS . Já caiu pra TOP 4 no de entradas, por ironia atrás de Carlos Alcaraz…Abs!
Mas o que aconteceu! Popyrin machucou o tornozelo? E a senda continua para Djokovic: “Mil cairão à tua direita e mil à tua esquerda. E tu serás campeão”!
Nem o Ben Shelton nem o Tiafoe tem jogo pra ganhar do Djokovic. Mas, se eu fosse apostar numa surpresa, acho que o Tiafoe tem mais recursos e é mais imprevisível.
O Shelton é saque. Entrou, ganhou. Não entrou, lascou.
E é engraçado como brasileiro adora apelidos. Botic é Bota, Botox. Nole é Cotonete. Sinner é Cenoura. Tsitsipas é Tripas. De Minaur é Di Menor. Gael Monfils é Mano Monf. E por aí vai.
Cenoura não é criação brasileira.
O que brasileiro gosta mesmo é de diminutivos:
Jaiminho (Oncis), Orlandinho (Luz), Julinho (Silva), Fininho (Meligeni), Danielzinho (Matos), Ricardinho (Mello), Bruninho (Soares), Estherzinha (Bueno) etc.
Ainda bem que não registraram Fonsequinha … ainda.
Churrasquinho… cervejinha… torresminho…
O ex-jogador Kevin Anderson e sua esposa doaram US$ 1.000 para o GoFundMe de Ben Rothenberg (que busca arrecadar fundos legais para lutar por uma apelação contra um processo de difamação de Zverev
Será que descobrimos Finalmente quem vazava as informações de todas as reuniões do conselho de jogadores?
Vixe!
O Kevin Anderson tem esse perfil?
Eu tb não sabia
Badosa, namorada de Tsitsipas, mostrou um formidável espírito de luta vencendo uma revelação romena a quem comparou com Halep. Enquanto isso Tsitsipas está procurando inspiração para voltar aos velhos tempos.
Não foi o Alcaraz q perdeu, foi o VDZ que venceu com todos os méritos. Que atuação…
Dalcim,
Quem voleia melhor: a Luisa Stefani ou a Karolina Muchova?
“MENTALMENTE NÃO ESTOU MUITO BEM”, ou seja, o cara leva uma surra de três a zero do número sessenta e oito do mundo e ainda tem a cara de pau de reportar que seu lado mental não anda “muito bem”. Como assim, está com o lado mental capenga durante duas horas e dezenove minutos de partida? Ô conversinha fiada…
3 rodadas, 3 jogos noturnos do Djokovic. Não viu a cor do sol ainda em NY.
Nem mesmo o jogo entre 2 americanos em boa fase Tiafoe x Shelton foi capaz de jogar o N2 do mundo pra um jogo diurno
O próprio Djokovic já solicitou jogo diurno e logo após a primeira rodada.
3 rodadas, 3 jogos diurnos do Sinner e já com Alcaraz eliminado. Será que estão perseguindo o “pobre” italiano?
Que jogo o de ontem entre Alcaraz e Van Zandschulp.
Alcaraz pode ter apresentado em alguns momentos um nível abaixo do seu normal.
Mais o que eu vi foi Botic Van Zandschulp jogando um tênis magistral.
No jogo de ontem, apresentou um nível em que poderia ganhar de qualquer jogador do circuito.
Sacou bem, voleou maravilhosamente bem, chegou em todas as deixadas do Alcaraz com sobra a ponto de devolver as bolas de maneira ofensiva, quase sempre ganhando os pontos. Como jogou em cima da linha de fundo tinha tempo para chegar nas curtas. Fez passadas espetaculares, recuperou smashes, deu uma aula de execução tática, manteve-se equilibrado do começo ao fim, até mesmo na comemoração da vitória, quando mostrou respeito pelo adversário.
Foi o jogador decisivo nos pontos importantes.
É compreensível a frustração do Alcaraz que não encontrou saída e teve resposta para todos os seus golpes.
Frustrante porque além de não poder atingir o seu propósito de vencer o torneio ainda vai despencar no ranking.
Entendo que não é o caso de desmerecer Carlitos com ataques de torcedor apaixonado, mais sim de louvar a grande partida do holandês.
boa, excelente análise… méritos pro holandês, mas acho muito difícil que repita a performance.
Se tem algo que frustra um grande jogador é encontrar alguém que tem resposta para todos seus ataques. Vai minando a cabeça. Quantas vezes não vimos isso no tênis.
Alcaraz vai sendo estudado a cada torneio, e pequenos pontos fracos vão fazendo a diferença. Ele precisa fazer a lição de casa como o holandes fez e descobrir formas de minimizá-los.
Essa fase de estudo dos pontos fracos é natural e ocorre com todas grandes promessas, alguns como Nole ficaram anos sem grandes resultados, mas depois colhem os frutos.
Abs
A primeira crise do Alcaraz, que vi, foi contra o Gaston. O mental se foi e ele foi derrotado fragorosamente, pareceu abalado depois do jogo.
Mas, creio que nada se compara à reação psicosomática em Roland Garros, quando simplesmente travou o corpo todo no jogo contra o Djoko, o que o levou a desistir do jogo.
Isso não impediu a completa recuperação dele, inclusive com duas derrotas impostas ao sérvio em duas finais de Wimbledom. A última, então, arrasadora.
A reação dele aos problemas psicológicos durante o jogo é a de um bom rapaz. Tenta simplesmente superar as dificuldades, melhorando o seu jogo. Não utiliza subterfúgios para desestabilizar psicologicamente o adversário, como fingir uma lesão, ganhar tempo, pedir tratamento médico, armar um barraco…
Aos que ainda discutem o GOAT:
– Nadal: GOAT saibro
– Djoko: GOAT mental
– Federer: bueno, Federer é Federer… kkkk
Realidade:
Federer sem os principais recordes do tênis.
Realidade: És uma criança. Os Ingleses e Norte-Americanos discordam . WIMBLEDON e USOPEN tem a marca do Multi-Campeão Suíço…Em ambos venceu 5 vezes CONSECUTIVAS. Somente BORG igualou no All England Club . Abs !
5 vezes consecutivas…
Qdo convém os números contam e interessam
Que coisa.
Sim, a melhor frase que os tenistas criaram para honrar a grandeza de Federer foi: “Federer é o Tênis!”
Nenhum outro tenista recebeu homenagem semelhante a esta.
Mas realmente Roger Federer goat e o tênis
Então sem o Federer o tênis deixa de existir?
Dalcim, outro assunto: essa ausência do Sinner nas olimpíadas seria por causa do processo de dopping que corria em background ? Não ficou muito claro o motivo da desistência dele.
Amigdalite
É a chance do Rune alcançar os 4 slams de Alcaraz !!!
Carlos Alcaraz faz uma pausa para ir ao banheiro após perder o segundo set. Comentarista: Essa é uma decisão sábia.
Hummmm…
Ahh se fosse alguém que tem ND como iniciais.
Veja o tempo que ele levou. Duvido que saibas L. F 2 rs. Abs !
ND não tem direito de levar 1 min, SR.
Um balde de água fria em quem quer colocar o espanhol no nível do Big 3. Ele é jogador fantástico, mas ainda não tem a consistência dos 3 maiores da história. Tomou um 3×0 sem chance alguma. Com tantos cabeças de chave caindo, o torneio vai ficando interessante para o Sinner e o Djokovic. O que acha, mestre?
Alcaraz foi totalmente dominado. Acho que se perdeu um pouco querendo fazer jogadas plásticas !
Pena a dupla do Romboli ter “desperdiçado” um 0 X 40 quando estava no 3° set , acho que no 2 X 2 ! Ia ser uma zebra enorme !
Desperdício mesmo foi da Osaka. Na hora de fechar o set !!
Schulp*, Alcaraz rsrs.
Brincadeiras à parte, toda derrota tem que trazer alguma reflexão. Aparentemente, o Alcaraz sabe o que está ocorrendo internamente. Resta saber o que fará com isso, pois ainda é muito jovem. Que essas derrotas sirvam para esculpir ainda mais seu caráter.
O ” Rei do Mental ” quando venceu seu primeiro SLAM em 2008 , seus pais ajudaram com o famoso ” Rei morto, Rei Posto ” , em relação a Federer. O então garoto precisou aguardar até 2011 para vencer o segundo. Que dureza!!! rs. Abs !
Ele se tornou o melhor tenista da história.
Dureza mesmo, kkkk, abs.