São Paulo (SP) – Foram cerca de seis horas de espera por conta do persistente mau tempo, mas enfim o qualificatório do SP Open, o WTA de nível 250 que acontece no Parque Villa-Lobos, conseguiu dar início.
As duas únicas brasileiras na disputa foram eliminadas. Luiza Fullana não teve chances diante da chinesa Xaodi You, cabeça 1 e número 206 do ranking, caindo por 6/2 e 6/1
Ana Candiotto por sua vez conseguiu maior equilíbrio mas perdeu para a canadense Cadence Brace, sexta principal inscrita, por 6/3 e 6/4. A paulista abriu 3/2 com saque a favor no primeiro set antes de permitir reação.
No segundo set, Brace chegou a abrir 4/0 antes de Candiotto encostar com 4/5. Salvou dois match-points, teve duas chances de empatar até por fim ser eliminada.
Com isso, o tênis brasileiro terá cinco representantes na chave principal, que dá largada na segunda-feira. Laura Pigossi foi a única a obter vaga direta e as demais entraram como convidadas: as experientes Carolina Meligeni e Gabriela Cé e as juvenis Nauhany Silva e Victória Barros.
A chave foi sorteada neste sábado e a programação do primeiro dia só será definida na tarde deste domingo pelos organizadores.












Tênis feminino nacional esta no limbo ,torcer mesmo pras jovens mas tem que pensar a médio prazo não é algo imediato e se acontecer sejamos realistas .
Vou tentar falar com todo respeito que as meninas merecem. São duas lutadoras, amam o tênis e sonham em alcançar posições melhores. Já são vencedoras, top 500 do mundo, top 10 do Brasil. Isso já seria suficiente para definir grande sucesso em qualquer profissão. Mas o esporte, o tênis em especial, é cruel. Quem não mata, morre. E assim se esvaem sonhos. É preciso ter resultado rápido, o lado financeiro pesa e sacrifica, principalmente a família. Ser top 500 é viver de esperança a cada semana, aproveitar oportunidades, de ter uma guinada em um torneio, e subir no ranking. Para Fullana e Candiotto o SP Open seria uma oportunidade de ouro. Mas o sonho acabou cedo, nas primeiras horas. No feminino, dizem que a maturidade tenística vem até os 30 anos. Isso dá esperança, vi ao longo de décadas tenistas acreditarem nisso e sucumbir. Também acreditei em muitas, cito Larissa Carvalho e Paula Gonçalves. Talentosas, dedicadas, mas, no máximo, top 200 (assim como, atualmente, Carol Meligeni). A quem cabe duvidar dos sonhos de alguém? Mas pelo o que acompanho desse esporte, busco ser realista e racional, sem agressões. Fullana parece ter esgotado seu ciclo em simples, emocional, técnico e financeiramente.Vem estagnada no ranking e parece ter atingido seu limite e “já tem” 25 anos (isso é cruel). Talvez caiba ainda sonhar e se especializar em duplas. Perdeu para uma chinesa que vinha de derrotas sucessivas em primeiras rodadas e jogou na regularidade, sem arriscar. E não foi incomodada. Candiotto vem evoluindo no ranking, teve chances reais ontem e “ainda tem” 23 anos. Desejo as duas, sucesso e que continuem acreditando, mas com a sabedoria de escolher seus caminhos.
Valeu por sua análise, Juca. As vezes, sinto falta de alguém qualificado falar mais, projetar mais, esclarecer mais o público. Há quanto tempo não ouvia o nome da Paula Gonçalves… poderia facilmente ser técnica dessas novas meninas. Mas.cadê?
Obrigado! Vamos qualificar o debate!
Sim, no tênis tudo é muito difícil. Fullana certamente estava preocupada com a lesão. A Candiotto está sempre progredindo. Deu bastante trabalho para a canadense Candense Brece em Barueri.
Realidade dura. Nossas atletas estão de parabéns e merecidos convites prestigiando as brasileiras .as sabemos que é difícil avançar num torneio 250.Vamos em.frente. Pigossi, Carol e Cé ainda podem tentar algo mais. Nanà e Victoria podem surpreender na primeira rodada porém ainda por falta de rodagem dificilmente vão longe.
o nível das brasileiras é muito abaixo de qualquer qualy de WTA. sem surpresas. são lutadoras sim. mas capacidades incomparáveis mesmo diante da segunda e terceira divisão do tênis mundial. valeu a tentativa. o que é sofrível é ver a CBT sempre dizendo que “estamos num ótimo momento”.
Ambas são muito fracas,jogadoras para no máximo W35
Elas podem melhorar. A Fullana vem de lesão e a Candiotto está elevando seu nível.
Candioto tá não
Tem pelo menos 3 anos, quando a Fullana ganhou um W15 de final de ano… Que vejo o povo falando que a Fullana em um ano iria beliscar vaga em GS, que poderia chegar no top 100…
Olha a surra que levou de uma 205 do mundo…
Eu queria ter o otimismo do Jorge que acredita que ela seja jogadora nível W35…
Eu não conisgo ver ela perfomando em nada acima dos W15…
Tomara que melhorem… Mas não acredito que chegam perto de um top 250…
Isso é, infelizmente no circuito feminino top 300 com sorte joga W35, o circuito “challenger” delas é infinitamente mais fraco, com menos torneios, se a garota estiver acima de 300 no ranking ela já está fadada a jogar praticamente apenas W15. Assim, a ascensão no ranking é muito mais sofrida e penosa que no masculino, e se as meninas não conseguem aproveitar as poucas oportunidades como convite para um WTA 250, dificilmente vão subir e adquirir rodagem contra as melhores do tour. E isso fica de alerta para Vic e Naná, ambas tendem a terminar o ano dentro do top 10 juvenil, por isso terão direitos a convites em alguns torneios, e tem que aproveitar muito, se passar o bonde e não conseguirem somar pontos, correm o sério risco de ficarem nesse limbo de W15, sabe lá por quanto tempo.