Nova York (EUA) – O norte-americano Taylor Fritz voltou a fazer duras críticas às bolas utilizadas no circuito profissional. Eliminado na terceira rodada do US Open, ele reclamou da enorme diferença entre as Wilson usadas durante o verão norte-americano e aquelas disponíveis para treinamento.
Apesar de serem vendidas como o mesmo produto, Fritz garante que o comportamento das bolas é completamente diferente. O atual número 10 do mundo diz que as versões disponíveis para treinamento são muito mais macias e lentas do que aquelas utilizadas nas competições.
Cabeça de chave 9 em Flushing Meadows, o californiano se despediu ao sofrer grande virada para o argentino Francisco Cerúndolo. Fritz chegou a abrir dois sets de vantagem, mas acabou superado por 3/6, 4/6, 6/3, 6/4 e 6/4. Finalista do torneio em 2024, ele teve sua eliminação mais precoce em Nova York nas últimas quatro temporadas.
Massive tennis ball rant incoming.
After playing Washington, Cincinnati, and the US Open, plus a full week of training in New York beforehand, I got a VERY good feel for the Wilson US Open balls we were using and know EXACTLY what they should feel like off my racket. They were…
— Taylor Fritz (@Taylor_Fritz97) September 10, 2026
“Depois de jogar em Washington, Cincinnati e no US Open, além de uma semana inteira treinando em Nova York, fiquei muito acostumado às bolas Wilson US Open que estávamos usando. Sei exatamente como deveriam sair da minha raquete. Eram boas bolas e não tenho nenhuma reclamação sobre as que usamos nesses torneios”, escreveu Fritz nas redes sociais.
A diferença apareceu nos primeiros treinos depois do US Open. “Nos últimos dois dias, meus treinos foram péssimos. Elas são vendidas, comercializadas e identificadas como as mesmas bolas, mas a maneira como saem da minha raquete e a sensação não poderiam ser mais diferentes”, relatou.
Fritz afirmou ter testado bolas de diferentes embalagens para descartar um possível lote defeituoso e disse ter ouvido relatos semelhantes de outros jogadores. Segundo o norte-americano, as utilizadas nos treinos parecem “incrivelmente macias e mortas”, exigindo muito mais esforço nos golpes e obrigando a fazer ajustes que podem criar hábitos ruins.
“Precisamos poder treinar com as mesmas bolas com que competimos. No passado, sinto que isso não costumava ser um problema. Havia consistência e qualquer pequena diferença podia ser explicada pela quadra ou pelas condições”, cobrou o ex-número 4 do mundo.
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O tenista de 28 anos afirmou que percebe diferenças significativas entre as bolas de torneio e as vendidas ao público há cerca de um ano e meio, citando tanto os produtos da Wilson quanto da Dunlop.
“Muda completamente a maneira como você quer construir os pontos, assumir riscos nos golpes e simplesmente jogar. Não estou exagerando, realmente faz uma diferença muito grande no nível profissional”, concluiu Fritz.










