WTA enfrenta crise financeira e pode ficar sem caixa em 2027

Indian Wells (Foto: WTA)

Nova York (EUA) – A delicada situação financeira da WTA ganhou novos capítulos e aumenta a preocupação com o futuro do circuito profissional feminino. A entidade deve terminar a temporada com apenas US$ 15 milhões em caixa e prejuízo operacional estimado em US$ 23 milhões. Mantido o atual cenário, as contas podem ficar negativas já a partir do segundo semestre de 2027.

Os números foram apresentados durante reuniões realizadas nas últimas duas semanas em Nova York e revelados pelo jornal britânico The Telegraph. Valerie Camillo, que assumiu o comando da WTA no fim do ano passado, no lugar de Steve Simon, deverá promover novos cortes de despesas nos próximos 12 meses.

A situação já preocupava há alguns meses. Em julho, a WTA já havia anunciado que iniciaria um forte processo de redução de gastos e até paralisado as negociações para uma possível união comercial com a ATP.

A diferença de receitas entre os dois circuitos é bastante considerável e inviabilizou o negócio até que as contas da WTA estejam equilibradas. Nas duas temporadas anteriores, a ATP arrecadou cerca de US$ 294 milhões, contra US$ 142 milhões da entidade feminina.

Outra preocupação está no fim do acordo com a CVC Capital Partners, fundo internacional de investimentos, que comprou 20% das operações comerciais da WTA em 2023 por US$ 150 milhões. O valor foi dividido em cinco anos e 2027 marcará o pagamento da última parcela de US$ 30 milhões. O montante ajudou a sustentar as contas da organização, que terá de encontrar novas fontes de receita para compensar as perdas.

Além disso, o cenário foi agravado com o fim antecipado do contrato para realizar o WTA Finals em Riad. O torneio será realizado no complexo de Indian Wells e boa parte dos custos da edição deste ano ficará por conta da própria WTA.

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Ao mesmo tempo, a entidade continua investindo para tentar diminuir a diferença de premiação em relação à ATP nos torneios combinados. Em eventos como Miami e Madri, as mulheres recebem cerca de 40% dos valores pagos aos homens.

A tentativa de união comercial entre ATP e WTA poderia ajudar a incrementar as receitas. A proposta discutida previa a divisão dos ativos existentes de 80% para a ATP e 20% para a WTA. Em meio aos cortes, existe ainda a preocupação de que as premiações possam sofrer redução ou congelamento no médio e longo prazo, com impacto direto no calendário das duplas.

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Gabriel
Gabriel
10/09/2026 12:45

Vai ter que ocorrer a fusão com a ATP e a parte masculina equilibrar as contas em nome da equidade.

Ronildo
Ronildo
09/09/2026 23:44

A solução é uma fusão total do tênis. Desde o início da profissionalização do circuito deveria ter sido criada uma entidade única para o tênis, não uma para os homens e outra para as mulheres.

Realista
Realista
09/09/2026 23:39

Se a Wta não tivesse colado na Atp, ja teria falido.

Luís Henrique
Luís Henrique
09/09/2026 22:07

O impasse é que a wta arrecada muito menos que a atp, mas as jogadoras querem receber prêmios altos e iguais ao dos homens. Isso é um dos motivos que explica esse problema. A conta não fecha.

Refaelov
Refaelov
10/09/2026 06:46
Responder para  Luís Henrique

Precisaríamos dos dados para afirmar que a questão é puramente essa mas, parece ser sim o caso, a matemática realmente n costuma respeitar crenças ou desejos pessoais dos envolvidos..

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