Monfils quer aproveitar ao máximo o tempo que lhe resta no circuito

Gael Monfils (Foto: Manuela Davies/USTA)

Nova York (EUA) – A noite de terça-feira foi de dupla comemoração para o francês Gael Monfils, que além de festejar seu 40º aniversário também celebrou uma grande vitória na primeira rodada do US Open, batendo o paraguaio Daniel Vallejo de virada.

“Meu melhor aniversário de todos os tempos foi com a minha família. Mas hoje à noite foi especial. Completar 40 anos e jogar uma partida incrível. Foi especial. Vou colocá-lo no meu top 10 dos melhores aniversários”, disse o francês após a partida.

Em seus últimos meses no circuito profissional, Monfils quer aproveitar ao máximo o tempo que resta. “É mais difícil ser competitivo nesta fase da minha carreira, mas de alguma forma isso me traz mais felicidade, mais alegria”, ponderou.

“Quero aproveitar o tempo que tenho. Quando tento coisas novas e elas dão certo, isso me deixa feliz. Estou aqui para me divertir. É importante para mim jogar bem e ser competitivo nesta idade”, acrescentou Monfils, que na próxima rodada vai enfrentar o jovem Learner Tien .

“Não estou no auge, isso é claro, mas estou jogando melhor. Estou aqui para me divertir. Sinto que sou um pouco mais difícil de lidar para os jogadores mais jovens. Aos 40 anos, é importante vencer pelo menos uma partida, jogar bem e ser competitivo”, acrescentou.

A vitória sobre Vallejo o deixou feliz por mostrar que ainda é competitivo. “Agora que tenho 40 anos, está tudo bem. Com a minha experiência, quando você tem um pouco de sorte, pode aproveitá-la”, explicou Monfils, que levou um susto e perdeu o primeiro set por 6/1.

“O começo foi um pouco lento. Tive muitas oportunidades de quebra de serviço e não as aproveitei. Acho que estava um pouco tenso. Sabia que vinha jogando bem nos treinos, então era só uma questão de tempo”, analisou.

“Havia muita tensão no primeiro set. Eu estava um pouco receoso de dar 100% porque não tenho muita resistência. Mas consegui superar isso. Pensei: ‘Não estou jogando tão mal assim’. Nos dias anteriores, eu estava jogando bem”, acrescentou o parisiense.

Monfils disse que quando parou de pensar muito à frente, conseguiu se concentrar melhor no jogo e tudo mudou. “Comecei a sentir que podia jogar, que podia machucá-lo, e quando senti que ele estava sob pressão, consegui entrar no controle”, contou o francês.

Idade complica a preparação

Um dos mais veteranos no círculo atual, Monfils não esconde que a preparação para o US Open aos agora 40 anos não foi fácil. “Não jogar em muitos torneios é muito duro. É preciso encontrar um equilíbrio entre ter treinos de qualidade suficientes com ótimos jogadores e ter confiança suficiente para enfrentá-los, porque eles jogam semana após semana”.

“Para mim, esta turnê pelos EUA tem sido boa porque tenho conseguido treinar todos os dias com jogadores de alto nível. Tenho podido treinar com jogadores muito bons e isso me permitiu recuperar meu ritmo e confiança”, comentou o francês.

“Eu precisava encontrar esse equilíbrio: treinar bastante com ótimos jogadores e ter a confiança necessária para competir. Foi uma turnê longa, mas foi benéfica para mim porque pude treinar todos os dias com jogadores de altíssimo nível”, acrescentou Monfils.

Estratégias para a vitória

Ao analisar a vitória na estreia no US Open, ele falou um pouco sobre a estratégia que usou para derrotar Vallejo. “Usei bastante o meu slice de backhand. Também o meu forehand e o meu segundo saque”, comentou o francês.

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“Quando comecei a sentir que conseguia pressioná-lo, pude jogar com mais liberdade. Quando você pressiona o adversário, consegue entrar naquele estado de ‘piloto automático’ e jogar com muito mais facilidade”, finalizou Monfils.

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Thiago
Thiago
7 horas atrás

“Para mim, esta turnê pelos EUA tem sido boa porque tenho conseguido treinar todos os dias com jogadores de alto nível. Tenho podido treinar com jogadores muito bons e isso me permitiu recuperar meu ritmo e confiança”, comentou o francês.

Entendem por que Fonseca não evolui? Treina no RJ com quem estiver por perto. José Pereira, Leite. Com sorte, um Monteiro da vida. Não vai evoluir assim, não há Davin que dê jeito.

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