Iga vê com naturalidade surgimento de novas promessas no circuito

Iga Swiatek (Foto: Jimmie48/WTA)

Toronto (Canadá) – Eliminada na terceira rodada de Wimbledon, a polonesa Iga Swiatek decidiu se afastar completamente do tênis por pouco mais de uma semana antes de começar a se preparar para a turnê norte-americana. Antes de sua estreia no WTA 1000 de Toronto, ela contou que praticamente não acompanhou o circuito neste período.

“Passei sete ou oito dias na Grécia com meus amigos, foi muito divertido. Acima de tudo, foi um tempo para me desconectar completamente do tênis. Acompanhei apenas o que Hubert Hurkacz estava fazendo em Wimbledon, mas quase não assisti a nenhuma partida. Foi uma boa oportunidade para relaxar e experimentar uma vida diferente do tênis”, disse Iga.

Cabeça de chave 7 em Toronto, a polonesa estreia direto na segunda rodada e vai enfrentar a tcheca Sara Bejlek. “Estou muito feliz por estar aqui. A última vez foi em 2022, então parece que estou chegando em um lugar novo. Conheço muito bem a maioria dos torneios do circuito, mas não este”, comentou.

Questionada sobre o crescimento das novas gerações, ela acha que o circuito feminino está se tornando cada vez mais competitivo, mas não necessariamente mais difícil. “Jogadoras jovens estão sempre surgindo. A única coisa que muda é a sua perspectiva. Você é a novata antes e depois se torna uma jogador consagrada, mas o circuito funciona assim. É o ciclo natural”.

Iga também falou sobre a dificuldade atual de lidar com as redes sociais. “Quando eu era mais jovem, era um lugar mais agradável para se conectar com as pessoas. Agora tudo é muito mais intenso. Você pode ter bons momentos interagindo com os fãs, mas também podem aparecer bots escrevendo coisas negativas”, observou a polonesa.

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“Você precisa filtrar cuidadosamente o que quer ver. Às vezes, o algoritmo também mostra coisas sobre você que você não quer ler, então precisa aprender a ignorá-las e não deixar que elas te afetem”, acrescentou a ex-número 1 do mundo.

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Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
03/08/2026 15:13

Concordo com a análise da Iga. Em cada fase a jogadora assume um papel no circuito. Quando é mais jovem não tem muita responsabilidade em conseguir bons resultados e joga sem pressão. Se consegue bons resultados, começa a pressão para se manter no bom nível e paralelamente tem que administrar a chegada de novas adversárias no circuito, que surgem com vontade de se firmar na modalidade e geralmente estudam o estilo de jogo das jogadoras que estão se destacando pra poder melhor enfrentá-las. Quanto às redes sociais, importa muito mais como a pessoa reage ao que falam sobre ela do que necessariamente o conteúdo das opiniões das pessoas de fora. Nos casos de ameaça ou perseguição pelas redes sociais, aí já é caso de polícia e essas situações devem ser encaminhadas às autoridades policiais, sem pensar duas vezes.

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