Estoril (Portugal) – A eliminação na estreia do ATP 250 do Estoril representou também a última partida de Stan Wawrinka em um evento profissional no saibro. Emocionado após se despedir de sua superfície predileta, o suíço encerrou um longo capítulo da carreira no piso que, em outras oportunidades, já definiu como fundamental em sua formação como tenista.
Aos 41 anos, o suíço disputa sua última temporada no circuito e deve encerrar a carreira no ATP 500 da Basileia, no piso sintético coberto, em outubro. Já no final do ano, o veterano reunirá os amigos Roger Federer, Andy Murray e Gael Monfils – este também em seu último ano como profissional – para um evento de exibição em Genebra.
Wawrinka caiu nesta terça-feira para o argentino Roman Burruchaga em três sets. Logo após a derrota, recebeu uma placa em homenagem à despedida do saibro. De seus 16 títulos, sete foram conquistados na terra batida, com destaque para Roland Garros de 2015, além do Masters 1000 de Monte Carlo, em 2014.
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“Foi uma derrota dura. As condições estavam difíceis no início, por causa do vento. Não consegui encontrar o ritmo rapidamente. Tentei lutar e permanecer na partida. Deveria ter jogado um pouco melhor no começo do terceiro set, mas o jogo escapou e ele conseguiu a vitória”, avaliou.
Mesmo ciente de que está longe dos melhores dias, Wawrinka demonstrou frustração, embora tenha agradecido o carinho recebido. “Nenhum competidor gosta de perder. Mas, no fim, coloco as coisas em perspectiva. Ter a oportunidade de estar aqui, com tantos torcedores e tanto apoio, é o melhor adeus que eu poderia ter no saibro”, garantiu o ex-top 3 do ranking mundial.
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Campeão no Estoril em 2013, em sua última participação no torneio, o suíço tratou de valorizar a experiência. “Para mim, isso é o mais importante: receber tanto carinho, tanto apoio e ver tantas crianças aqui. Foi incrível. Receber tanto apoio do torneio foi algo incrível. É essa lembrança que vou levar desta semana”, prosseguiu.
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“Ganhei o título aqui em 2013. Foi uma semana incrível para mim e o início da melhor fase da minha carreira. São lembranças muito especiais. Tentei voltar outras vezes, mas nunca foi fácil por causa do calendário e das lesões. Agora, com a mudança de data do torneio, fazia sentido incluí-lo na minha programação depois de Gstaad. Eu queria voltar”, relatou o dono de três troféus de Grand Slam.
Expectativa pelo US Open e balanço positivo
Como atual número 118 do mundo, Wawrinka tem contado com convites para participar de eventos maiores. O suíço está confiante de que encerrará a carreira com mais memórias importantes.
“Pedi um convite para o US Open. Espero poder jogar lá pela última vez”, assegurou o vencedor da edição de 2016. “Também há um challenger em Cancún. Se conseguir o convite para Nova Iorque, vou disputar esse challenger para me preparar”, disse.
O suíço pretende se manter competitivo nesta reta final, mesmo com poucos eventos para disputar. “Só tenho presença garantida nos torneios de Lyon e Basileia. Ainda vou decidir se disputo mais torneios”, ponderou.
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“Estou tentando manter um bom nível, montar um calendário adequado e jogar os torneios de que sempre gostei. Infelizmente, minha semana aqui foi muito curta. Mas estou muito feliz por ter voltado. A organização é incrível, tanto para os jogadores quanto para os torcedores. Também consegui conhecer um pouco de Cascais. É um lugar muito especial”, encerrou Wawrinka.
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grande Wawrinka… em seu auge, formou um memorável Big 3 ao lado de Federer e Nadal, bem acima dos limitados Murray e Djokovic.