Londres (Inglaterra) – As negociações envolvendo uma possível fusão entre ATP e WTA foram paralisadas por tempo indeterminado. A entidade que comanda o circuito feminino enfrenta dificuldades financeiras para dar sequência ao projeto.
A WTA iniciou um intenso processo de cortes de gastos com o intuito de estabilizar suas contas. De acordo com o diário britânico The Guardian, as medidas de contenção de despesas visam reduzir custos operacionais.
A unificação entre as duas entidades previa melhorar a exploração dos direitos comerciais e de mídia dos dois circuitos, mas as conversas foram interrompidas em meio a divergências entre os órgãos. Valerie Camillo, atual presidente da WTA, resolveu cessar as negociações por discordar dos termos aceitos anteriormente por seu antecessor, Steve Simon.
Embora a ATP tenha afirmado no início do ano que um acordo já estava encaminhado, as negociações acabaram estagnando. Ainda de acordo com o jornal, as receitas da ATP atingiram cerca de US$ 294 milhões nas duas últimas temporadas, enquanto a WTA registrou valor próximo de US$ 142 milhões.
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A união poderia beneficiar financeiramente o circuito feminino no longo prazo, mas a entidade optou por não aceitar as condições propostas, ao menos por enquanto. A WTA já está implementando profundos cortes de gastos e reduzindo custos operacionais, incluindo a diminuição do número de funcionários presentes em alguns torneios, como Wimbledon.
Há preocupação no circuito de que as premiações também possam ser afetadas no médio e longo prazo, com redução ou congelamento dos valores. Recentemente, a WTA surpreendeu ao rescindir o contrato para realizar o WTA Finals na Arábia Saudita. Em vez de Riad, a edição de 2026 será disputada em Indian Wells, que também recebe os eventos de nível 1000 masculino e feminino.
Outro ponto polêmico diz respeito à proposta da ATP de reduzir o espaço das duplas no circuito. Durante Wimbledon, jogadores da modalidade lançaram um manifesto contra a medida, que impactaria diretamente o calendário, com redução das chaves e da fatia da premiação destinada à especialidade. Apesar da necessidade de equilibrar as contas, a WTA não pretende seguir esse caminho.
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Quem tem o dobro de receita não entra nessa furada sem ter o comando e poder de decisão.
Isso é verdade. Mas também não vale a pena pra quem está na posição inferior aceitar algo que acabaria afetando demasiadamente a si e o esporte no total, como a redução da presença das duplas. Nesse tipo de situação é melhor desengajar e voltar em posição mais fortalecida para um futuro acordo mais equilibrado.