Sinner confirma e reinicia contagem de Slam

Apesar do desastre físico em Roland Garros, o italiano Jannik Sinner chegou a Wimbledon como favorito para o bicampeonato. Claro que havia incertezas sobre o ritmo que conseguiria diante de outra forte onda de calor que assolaria a Europa, mas desta vez o número 1 do mundo controlou bem sua intensidade. Sem falar que foi ajudado pela sequência de surpresas no torneio, que tirou de sua frente adversários de real gabarito até a semifinal.

Daí em diante, descansado e confiante, Sinner foi Sinner. Do saque à devolução, da cobertura espetacular de quadra – algo nada fácil na grama lisa – ao poder ofensivo, seja com seus golpes pesadíssimos da base ou com a cada vez mais frequente transição à rede. O heptacampeão Novak Djokovic, que parecia uma ameaça, foi impiedosamente dominado e escapou de placar avassalador. O agora número 2 do mundo Alexander Zverev se mostrou bem mais competitivo, endureceu dois sets e só então se rendeu à qualidade evidentemente superior do oponente.

Imagino que o bicampeonato na grama sagrada tenha sido um grande alívio para Sinner. Ele repete os dois títulos consecutivos de Carlos Alcaraz, em 2023 e 2024, e reinicia a contagem de troféus de Grand Slam, interrompida 12 meses atrás. Sofreu decepções, como o vice no US Open para o espanhol, a queda em cinco sets na semi de Melbourne para Djokovic e acima de tudo a derrota tão precoce em Roland Garros, quando era o bicho-papão de um saibro sem Alcaraz.

Ainda aos 24 anos e nove meses de idade, Jannik já supera nomes gigantes do tênis, como Jim Courier, Guillermo Vilas e Manolo Santana, todos com quatro Slam na carreira, distanciando-se ainda mais de outros grandes como Andy Murray, Stan Wawrinka, Arthur Ashe e Guga Kuerten. Quem sabe, venha também o segundo título em Nova York, aí sim sob sua melhor superfície, e isso o colocaria em igualdade com Boris Becker e Stefan Edberg.

Mais do que números e estatísticas, o fato é que Sinner se torna um jogador cada vez mais completo, algo que havia se proposto assim que acabou a campanha de Nova York, ciente que estava alguns passos atrás de Carlitos. Já soma quase 8 mil pontos na temporada e a única dúvida é se ele vai competir em Montréal e Cincinnati, onde existe o desafio do desgaste físico no verão norte-americano, e assim tentar se manter invicto em Masters 1000.

Quanto a Zverev, o fantasma dos vices na quadra de grama permanece, mas o campeão de Roland Garros não tem do que reclamar. Fez um ótimo Wimbledon, acabou com o jejum que tinha diante de Taylor Fritz e se estabelece como a maior ameaça à liderança do italiano, já que está “apenas” 1.410 pontos atrás na classificação da temporada. É verdade que a 10ª derrota seguida para o italiano machuca, mas Sascha mesmo sabe que isso apenas ratifica a diferença técnica, física e mental entre eles.

Noskova: do campo para a grama

A nova campeã de Wimbledon tem apenas 21 anos, origem rural, nunca pensou realmente grande sobre sua carreira no tênis e ainda não sabe o quanto a conquista do primeiro troféu de Grand Slam irá alterar sua vida daqui para a frente.

Linda Noskova, no entanto, mostrou personalidade e isso a coloca com potencial para muito mais. Numa final diante da amiga Karolina Muchova, que levava a experiência de já ter decidido Roland Garros, mostrou maior estabilidade emocional, abriu larga vantagem no placar e, acima de tudo, soube se perdoar depois dos cinco match perdidos no 5/2 do segundo set.

“Não fui criada como uma futura campeã de Slam”, apressou-se a dizer na entrevista oficial. “Por isso, me considero uma forasteira, não deveria estar aqui. O top 10 nunca foi meta e Wimbledon sempre pareceu apenas mais um torneio”. Essa visão um tanto mais simplória foi fruto direto do apoio, mas total falta de pressão, da família. Claro que, quando tirou Iga Swiatek e fez quartas no Australian Open do ano passado, os olhos do circuito se voltaram para ela.

Noskova nasceu na minúscula Bystricka, vila de apenas mil habitantes, cercada de florestas e montanhas, algo que explica sua posição tão favorável ao meio ambiente. O pai trabalhava na via férrea e a mãe era gerente de loja, mas fez bicos em limpeza e lavanderia para erguer fundos e bancar a carreira da filha. Ivanna faleceu de câncer há dois anos, poucos dias antes de Wimbledon começar, mas Linda foi lá e ainda ganhou uma rodada.

O sucesso do tênis tcheco? “Somos um país pequeno e fica mais fácil olhar tantos tenistas importantes que tivemos e pensar: se eles fizeram, por que não eu?”. Ela admite ser cheia de superstições e toques, como usar a mesma pia e chuveiro ou fazer o aquecimento exatamente da mesma forma, mas espera que isso mude, ao menos um pouco, agora que é uma campeã de Wimbledon e uma das sete melhores do ranking.

O vice de Stefani e a façanha de Guto

Ainda não foi desta vez que Luísa Stefani se tornou uma campeã de Grand Slam em duplas femininas. Ela e a canadense Gabriela Dabrowski talvez tenham sentido o momento e não repetiram as atuações das rodadas anteriores. O primeiro set frente à experiente Kristina Mladenovic e a novata Hanyu Guo foi muito abaixo do padrão, ainda que a chinesa tenham feito uma belíssima apresentação quase o tempo todo.

Depois, a dupla da brasileira ficou mais firme com o saque e teve pequenas oportunidades, principalmente no importante oitavo game do segundo set, quando faltou voleio matador para obter a vantagem e quem sabe esticar a decisão. Ciente de que caíram de nível na hora mais importante, Stefani ainda esclareceu que a contusão no cotovelo será avaliada para a fase da quadra dura e talvez as duas só voltem a competir em Toronto.

Saem de Wimbledon como vice-líderes da temporada e vaga assegurada no WTA Finals de Indian Wells, além do histórico quarto lugar do ranking mundial para a paulistana de 28 anos, que sobe mais três degraus.

O sábado também viu mais uma grande conquista de Guto Miguel, agora nas duplas juvenis de Wimbledon, o que reforça sua liderança na lista internacional, algo que se tornou um dos objetivos deste segundo semestre, já que terminar como número 1 rende bônus e mordomias para 2027. Por muito pouco, Naná Silva e Victoria Barros também não ficaram com o título.

O futuro do tênis brasileiro segue muito promissor.

Quem levou o Desafio

Paulo Moreira foi o vencedor do Desafio de Wimbledon, ao indicar com incrível precisão tanto o placar da vitória de Sinner sobre Djokovic, por triplo 6/4, como errar a duração da partida por apenas três minutos. Assim, ele receberá pelo correio a espetacular biografia de Maria Esther Bueno, “Maria, A Vitória da Arte”, de autoria de Odir Cunha e publicada pela editora Verbo Divino. Paulo deve mandar seus dados para envio aqui ou no email joni@tenisbrasil.com.br.

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Luiz Fernando
Luiz Fernando
3 horas atrás

Safin está questionando o domínio de Sinner e Alcaraz, como uma boa vodka afeta o raciocínio…

Paulo Almeida
Paulo Almeida
2 horas atrás
Responder para  Luiz Fernando

O cachac…, digo, vodkeiro Safin. Para muitos, o grande nome da entressafra do Federer, rs. Era 84 do mundo no AO 2004.

Jonas
Jonas
3 horas atrás

Como a Bartoli comentou, Sinner é o novo Djokovic do circuito. Vai estar brigando por tudo pelos próximo 10 anos.

É um problema enorme pro Alcaraz, assim como Djokovic foi para Nadal e pro terceirão.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
2 horas atrás
Responder para  Jonas

Exato: copiou o estilo vencedor do GOAT e tem a movimentação que ele tinha no passado.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
2 horas atrás
Responder para  Jonas

Bartoli comentou e Mestre Jonas entrou em êxtase rs . Nenhuma novidade de Sinner ser um Djokovic 2.0 . Problema grande foi o surgimento dos dois fenômenos para Djokovic. Até agora já levaram 12 Slam antes dos 25 , superando os recordes do Sérvio até então. Alcaraz é que com sua incrível variação de jogadas ( bem acima de Nadal na mesma idade) , um problema para jovem Italiano. Aos 23 possui 7 Slam contra 5 de Jannik que faz 25 agora em 16/08. Ridículo um amante do Esporte não perceber a superioridade dos dois garotos, sobre o Big 3 na mesma idade. Digo isso desde 2023 . Acorda Bartoli , digo, Mestre Jonas . Larga de ser fanático !!! … rsrs. Abs !

Luiz Fernando
Luiz Fernando
7 horas atrás

Sinner é disparado o mais forte candidato aos títulos dos principais eventos neste segundo semestre, pois é muito superior aos demais e Acima de tudo pq o momento de retorno do Alcaraz é uma incógnita. Pode ser outro a vencer na mesma temporada os dois M1000 “americanos” e o USO.
PS: senti falta do Pessanha prever que o Sinner vencerá o USO sem perder sets, talvez ele esteja mais comedido com o passar do tempo, mas creio que o comentário acima foi muito precoce, o definitivo virá com os dias…

Alison Cordeiro
Alison Cordeiro
13 horas atrás

Zverev fez um primeiro set muito consistente e quase perfeito, e mesmo assim precisou suar sangue para bater Sinner. Impossível manter esse ritmo o jogo todo se o italiano não oscilar, e nesta final, ele não deu chances.

Incrível como ele pressiona todos os saques e qualquer vacilo ele leva o ponto. O nível de pressão é intensamente absurdo, e obriga o outro lado a trabalhar com erro zero.

Torci para o alemão estender um pouco mais o jogo, pois ele estava jogando muito. Mas nesse modo de ontem nem Carlitos conseguiria vencê-lo. Merecida vitória, não deixou dúvidas de quem foi o melhor no torneio.

Zverev, mesmo perdendo, me parece reduzir a distância para o italiano. Começa a ter jogo. Esteve mais solto e mais determinado. Já mostrou que é perigoso.

O problema é o restante do circuito, que vem muito abaixo. Exceto pela contusões, que são o adversário mais perigoso de Sinner e Alcaraz, eles continuam muito favoritos a seguir hegemônicos nos Slams por algum tempo.

Por ora, palmas a Sinner, segue sendo o cara a ser batido.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13 horas atrás
Responder para  Alison Cordeiro

Zverev somente teve seu Serviço quebrado duas vezes. Nem de longe Sasha tem a variação de jogadas de Carlos Alcaraz, que tanto mexe com a cabeça de Sinner. No AOPEN 2024 , Djokovic não teve uma única chance de quebra , repetida agora na Semi de Wimbledon 2026 . Basta lembrar as Finais de RG 2025 e USOPEN 2025 , para ver que esta afirmação de ” nem Carlitos” não se sustenta, meu caro. Abs !

Paulo Almeida
Paulo Almeida
6 horas atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Errado: Djokovic teve uma chance de quebra dessa vez, mas em 2024 levou um set e fez 1 winner a mais. “Mais negócio”, rs!

Tu vês a relevância superestimada desse fundamento: agora Sinner fez apenas 40×26 e venceu fácil e na Austrália 72×47 e perdeu para GOAT, que foi bem superior nos pontos importantes. Abs!

Gilvan
Gilvan
16 horas atrás

Foi bonito de ver o último game do Sinner. Jogadas genias, corajosas, de quem realmente merecia vencer um GS.
Zverev vai pensar naquele BP do 3o set até o final da vida. Sinner caído no chão e, ao invés de ele ser corajoso, ir pro winner, ou mesmo tentar uma cruzada no contrapé, só passou a bolinha na paralela e deixou o italiano voltar pro ponto.
Pequenos detalhes num jogo tão apertado. Jogo de altíssimo nível.

Paulo F.
Paulo F.
17 horas atrás

Isso aí Sinner!
Faltam apenas três, para ultrapassar o queridinho messiânico das viúvas amargas e frustradas.
Jetzt geht’s los!
Noch mal.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13 horas atrás
Responder para  Paulo F.

Adoro estas tuas contagens ,caro Sr Paulo F. Elas são deveras divertidas pois não dão em nada . Não gostas mesmo do Esporte. Fanatismo é de longe a tua primeira opção. E da maioria dos membros da ” Turbinada ” . Rsrsrs,Abs !

Paulo F.
Paulo F.
7 horas atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Tá sentindo o Sinner ultrapassar teu queridinho?

Kario
Kario
19 horas atrás

Interessante constatar q, no ranking da ATP, o Learner Tiem está em 15° lugar e o João em 27°. Não q o americano nao jogue bem, mas acho o João bem superior em tudo – ou quase.

Refaelov
Refaelov
16 horas atrás
Responder para  Kario

Acontece que pra somar pontos o jogador precisa entrar em quadra ao menos né.. um jogador que descarta ATPs250 e 500 e, ainda está longe de ser um dos ponteiros do circuito, fatalmente ficará em desvantagem nessa disputa..

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
13 horas atrás
Responder para  Refaelov

Aí falou tudo meu nobre ..

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13 horas atrás
Responder para  Refaelov

Se for JF estás completamente enganado. Curada a lesão na lombar, não deixou de se inscrever em Torneio algum . Objetivo é bem maior que ser ponteiro de algo aos 19 anos . Já joga bem mais que Tien. Tanto ele quanto Rafa Jodar . Abs !

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
13 horas atrás
Responder para  Kario

Hã…..

Thiago Silva
Thiago Silva
4 horas atrás
Responder para  Kario

O João é de vidro, se for jogar todos os ATP 250 que aparecem, como o Tien faz, vai quebrar no meio da temporada.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás

Boa noite, Dalcim.
Pergunta: será que os “sheiks” das arábias vão promover de novo aquele torneio com premiação obscena?

Marquinhos
Marquinhos
1 dia atrás

Depois de bater em bêbado na semi, enfim Sinner teve um rival à altura na final.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás
Responder para  Marquinhos

Não entendi o bêbado. Cansado/desgastado com certeza. Mas bêbado?..

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
13 horas atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Kkkkkkkkkk, pois é

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
21 horas atrás
Responder para  Marquinhos

O Sinner deixou a desejar na semifinal, porque deixou o bêbado ganhar 12 games em 3 sets.

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
13 horas atrás
Responder para  Marquinhos

Kkkkkkkkkkkkk, essa foi pesada

José Eduardo Pessanha
José Eduardo Pessanha
1 dia atrás

O Homem do Pecado é, em condições normais de temperatura e pressão, imparável. Acreditava em fáceis 3 a 0 pro “austríaco” – Sinner não tem absolutamente nada de italiano, sua região de origem pertencia ao Antigo Império Austro-Húngaro -, mas me surpreendi com o alemão. Fez um belo jogo.
O Homem do Pecado agora tem que descansar e se preparar pra mais uma taça em Nova Iorque, que virá naturalmente. A máquina definitiva de jogar tênis.
Abs

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 dia atrás
Responder para  José Eduardo Pessanha

O Pessanha de sempre. O imparável não levou RG , USOPEN 2025 , AOPEN 2026 ( os três ficaram com Alcaraz) , RG 2026 ( Zverev) . Previsões equivocadas sobre o Homem do Pecado. Tudo para ti depois de uma vitória, vira natural. Inclusive o teu horror a Espanhóis…rs. PS : Nem acredito que torcias por Roger Federer. Abs !

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás

Essa lesão do Alcaraz é muito preocupante. Dalcim, qual sua avaliação sobre a comissão técnica atual do Alcaraz que ao que me parece sofre forte influência do pai dele? Você diria que Alcaraz está muito mal acessorado tecnicamente? E aquela questão da mudança de empunhada para o saque que muitos afirmaram que era temerária para o punho?

Evaldo Moreira
Evaldo Moreira
1 dia atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Mas mestre ,
Partiu de quem , essa mudança de empunhadura , do staff atual , ou a época de Ferrero que teve a mudança de se fazer o saque e torná-lo mais eficiente !?

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Valeu, obrigado Dalcim!

Emilio Rossetti Pacheco
Emilio Rossetti Pacheco
1 dia atrás

Dalcim,
Tomara que o alemão mantenha a sua nova versão agressiva (que winner para ganhar o 1º set!) e tenhamos partidas mais disputadas entre ele e Carlitos/Sinner. Quanto ao jogo da Luiza, tive a impressão que desta vez ela foi a pior das 4. Mas…ser finalista de Wimbledon é incrível e ela está muito de parabéns, só não mais que Guto Miguel, com golpes e físico impressionantes. O tênis brasileiro agradece.

Paulo A.
Paulo A.
1 dia atrás

Dalcim, depois do João Fonseca, será que um raio vai cair duas vezes aqui no Brasil, com o Guto Miguel que, aliás, também tem estilo agressivo, com saque e forehand potentes?
Não estou comprando-os mas o potencial do goiano é evidente.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás

Como sempre, quem ganha o desafio é alguém que não costuma comentar aqui, ao menos que eu me lembre.
Por outro lado, um “arroz de festa” como eu, errei feio. Mas gostei de ter errado.
Stefani e Guto – A brasileira duplista agora é quarta do ‘ranking’ e a dupla dela é vice-líder. Isto não é pouca coisa não. Pena que o vice no Brasil não seja valorizado. Já o Guto é mais uma esperança de renovação, pra não ficarmos centralizados só no João Fonseca.
Com o Alcaraz afastado – único que hoje realmente lhe faz frente – está acontecendo o que era previsto por qualquer criança: Sinner nadando de braçada. Só não está invicto por ter sentido o físico em Roland Garros e por ter sido derrotado pelo sérvio no AO.
Então a pontuação fica assim: é ele em primeiro e os demais se engalfinhando pra dividir as migalhas.
E se esta final fosse contra o Carlitos? Seria mais difícil? Muito provavelmente. Mas ainda assim acredito que do jeito que ele jogou hoje, apostaria minhas fichas nele.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 dia atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Então caro Maurício. Vi novamente no Site que colocastes que difícilmente Alcaraz bateria Sinner na Grama Sagrada , principalmente depois do 3 x 0 em Djokovic. Zverev somente teve seu serviço quebrado duas vezes em toda a partida . Fez jogo duro. Alcaraz se tornou Bicampeão de Wimbledon batendo justamente Sérvio por 3 x 0 e na Final. Jannik esteve presente em ambos ( 2023 e 2024 ) . Do jeito que Alcaraz bateu Djokovic 2 anos mais moço, faria bem mais que Sasha no dia de hoje , ao menos a meu ver . PS : Aos 23 já possui 4 Títulos na superfície. Abs !

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Faz sentido. Porque Alcaraz também evolui.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Pois é Maurício, você palpitou que Djokovic iria vencer o Sinner kkkk.

Maurício Sabbag
Maurício Sabbag
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

Desta vez você acertou. Acho que é por isso que tá chovendo em julhoi!
E como eu já mencionei antes, achei que o Sinner ia sentir o físico como aconteceu em RG. Tô feliz em ter errado.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás
Responder para  Maurício Sabbag

Beleza Maurício, vamos para a próxima!

Sergio
Sergio
1 dia atrás

Excelente artigo. Muito bom. Apenas discordo quanto ao assunto de número de Slams. Penso que o próprio ano de 2026 já vem mostrando por si só o quanto é difícil ganhar um Slam. Alcaraz ganhou o primeiro Slam do ano (AO). Poderíamos supor que ele daria continuidade às vitórias. Não foi o que aconteceu. Ok, teve uma lesão grave. Mas todos os grande tenistas estão sujeitos a isso. Em seguida poderia se pensar que o Sinner “herdaria” todos os Slams seguintes do ano. Novamente não aconteceu. Quem levou (merecidamente) Roland Garros foi o alemão Zverev. E agora, no meio do ano, finalmente o Sinner volta a ganhar um Slam. Então, no meu ver, não faz sentido pensar que Sinner irá ganhar o(s) próximo (s) Slam (s) de maneira tão simples assim.

Rafassiner
Rafassiner
1 dia atrás
Responder para  Sergio

Vai ganhar o US OPEN desse ano, o AO 27, R Garros 27, Wimbledon 27 e se brincar fica até 2032 ganhando tudo em sequência.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 dia atrás
Responder para  Rafassiner

Exato. Acertastes que Sinner venceria AOPEN e RG 2026 . És um grande estudioso do Esporte caríssimo Sr …rs. Abs !

AKC
AKC
1 dia atrás

Resultado de certa forma previsível, mas confesso que Zverev me impressionou no 1º set: ali ele mostrou o tenista que poderia ser: cabeça no lugar e um forehand excelente, potente. Somados à qualidade do backhand e do saque, esses atributos fariam dele um jogador realmente top. Mas, do segundo set em diante, voltou o Zverev de sempre, que basta para ganhar de quase todo mundo, só não de Sinner e Alcaraz.
E falando de Sinner, acho que o João deveria ver muito se espelhar no jogo dele: forehand pesado, mas controlado; variação de direçao o tempo todo; agilidade e joelho sempre flexionado para pegar bem na bolinha. O Sinner é um baita jogador, muito merecido.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 dia atrás

Jannik Sinner e ‘ de 16/08/2001, favor corrigir. Incrível que tem gente boa sempre presente aqui , que vai pro Site postar que depois dos 3 x 0 sobre Djokovic, Jannik provou que nem Alcaraz o bateria na Grama . Djokovic foi batido por Alcaraz na Final de Wimbledon 2024 por 3 x 0 . Carlitos atingiu o BI . Sinner bateu Sérvio nas Semis de 2025 e 2026 , também por 3 x 0 , atingindo igualmente o BI no All England Club. Impressionante como a maioria por realmente não assistir , tem memória absurdamente curtíssima…rs. Abs !

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
1 dia atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Está no Post que Sinner está com 24 anos e 9 meses. Faz 25 mês que vem…

José Afonso
José Afonso
23 horas atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Novamente, brincadeira citar essa derrota do sérvio em 2024 por 3 a 0 como se tivesse sido um jogo justo. Esquecestes que ele tinha sido operado do joelho semanas antes e que o cirurgião disse que ele sequer participaria de Wimbledon? Com o sérvio saudável, um ano antes, o jogo foi definido no detalhe, 3×2. Abs!

Gilvan
Gilvan
16 horas atrás
Responder para  José Afonso

Nos últimos 2 anos o sérvio já levou 5 bordoadas de 3×0 da dupla Sinner-Alcaraz. Fora da curva foi a vitória contra o Sinner no Australian Open, aí sim, merecedora de alguns asteriscos ao lado (no caso, 2 byes que o sérvio teve na chave).

Danilo
Danilo
14 horas atrás
Responder para  Gilvan

Além disso, foi uma partida muito abaixo do italiano. Dia ruim dele, e muitos pontos importantes desperdiçados… o normal é ele ganhar de 3 a 0 ou no máximo 3 a 1. Além do fator da idade, ele tem uma versão evoluída desse jogo « robotizado » de trocas de bola do fundo com mudanças de direção do sérvio (saque, direita, smash e drop shot do italiano são melhores).

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: joni@tenisbrasil.com.br

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