Londres (Inglaterra) – A ameaça de mudanças no regulamento da ATP mobilizou os duplistas em Wimbledon. Temendo prejuízos com a possível redução das chaves e da premiação, diversos nomes do circuito se uniram para tentar barrar alterações que colocam em risco o futuro da modalidade.
Jogadores de renome lançaram um manifesto durante o Grand Slam britânico como forma de protesto contra as mudanças que a ATP pretende implementar em 2028. Eles acusam a entidade de diminuir a importância das duplas, inclusive colocando as carreiras dos especialistas em risco.
Segundo os tenistas, a ATP pretende reduzir as chaves de duplas dos Masters 1000 para apenas 16 parcerias e dos torneios menores para oito duplas. Além disso, existe a possibilidade de queda da participação das duplas na premiação total de 20% para 10%, com redistribuição do restante para os jogadores de simples.
Ainda de acordo com o manifesto, os duplistas exigem respeito e mais investimento na categoria. “As duplas não são um espetáculo de segunda categoria. É uma das partes mais bem-sucedidas do tênis, além de ser parte integral do jogo amador, com potencial para fazer muito mais”, diz um dos trechos da nota. O gaúcho Marcelo Demoliner, atual número 65 do ranking, aderiu ao movimento em busca de apoio.
O grupo reitera que não aceitará que a entidade arruíne o formato atual das duplas em prol de contemplar as demandas dos profissionais de simples. O manifesto assegura que tais propostas vão impactar negativamente inúmeros atletas que não pertencem à elite do tênis.
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O espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, atuais vice-líderes do ranking, comentaram o assunto e ressaltaram que a proposta ainda precisa ser aprovada. “É o que eles querem fazer, mas, pelo que sabemos, ainda não está aprovado oficialmente. Acho que ainda precisam votar”, afirmou Granollers.
Ambos alertaram para o risco de redução no número de profissionais capazes de viver das duplas caso os quadros sejam reduzidos. “Se reduzirem tanto os quadros, haverá muito menos duplistas vivendo do circuito”, avaliou o espanhol.
Zeballos, por sua vez, demonstrou mais confiança na sobrevivência da modalidade. “Sinceramente, vejo isso como algo difícil. Os torneios, especialmente os grandes, precisam de partidas de duplas. É uma modalidade muito bonita e acho que sempre vai existir”, destacou o argentino.
A ATP, por sua vez, respondeu que ainda está analisando a situação e que nada é definitivo. A instituição afirma que procura estabelecer um modelo mais sustentável no longo prazo e que nenhuma decisão será tomada sem a participação de todos os envolvidos.












Não seria justo! Tem que apoiar sempre apoiar!
Proposta absurda e desrespeitosa.
Duplas, para mim, sempre foram a segunda prateleira do tênis. Quem realmente domina o esporte costuma buscar o desafio do simples, onde não há parceiro para dividir erros ou méritos. Muitos jogadores acabam migrando para as duplas justamente porque não conseguiram se firmar individualmente. O circuito de duplas recebe menos atenção da mídia, menor prestígio e, em geral, desperta menos interesse do público. As grandes estrelas da modalidade quase sempre são os campeões de simples. Por isso, vejo o tênis de duplas como um esporte de menor expressão dentro da própria modalidade. Respeito o esforço dos atletas, mas considero que o verdadeiro teste de talento acontece no simples. Nas duplas, a responsabilidade é compartilhada, enquanto no simples o jogador precisa resolver tudo sozinho. Para mim, quem brilha apenas nas duplas nunca alcançou o nível mais alto do tênis.
A ATP deve ter os seus motivos pra querer diminuir chaves e premiação, e talvez seja mesmo pelos motivos expostos pelo senhor.
Mas é justamente nas duplas que o Brasil tem conseguido os resultados mais expressivos da era pós-Guga, inclusive com título de ‘Slam’ e o Marcelo Melo tendo conseguido ser o número 1 do mundo.
Dito isto, ao menos os brasileiros deveriam ser contra esta mudança.
As duplas são dinâmicas, bonitas de se assistir e o principal ganha-pão de centenas de profissionais- essa proposta é absurda e desrespeitosa.
Os duplistas podem não gostar, mas a realidade é que: sim, esta modalidade do tenis é um jogo de segunda categoria e tem muito, mas muito menos interesse por parte do público. Serve só para entrer o povo enquanto aguardam o que eles querem realmente ver que são os jogos de simples.
O que seria “entrer” o povo?
as duplas são legaizinhas… eu adoro torcer pro Demoliner, e pro Rafinha e Orlandinho. mas temos que concordar que os estádios ficam quase vazios pra ver duplas. ou seja, ninguém paga ingresso para ver duplas… e o que move o esporte e principalmente premiação é o dinheiro. TV não mostra, estádios vazios, o público não dá muita bola… é complicado mas é a realidade! acho que as duplas servem como serviam no meu tempo de jovem os times de aspirantes no futebol. eram times reservas, mais fracos, que jogavam na véspera do espetáculo principal. apenas para compor agenda. mas vamos e convenhamos! o dinheiro que ganham os tenistas que jogam duplas é muuuuito maior que os jogadores de futebol aspirantes!
É por ae: eu sinceramente considero um absurdo um duplista top 50 ganhar consideravelmente mais premiação doq um singlista entre top 230-300 e esse é justamente o cenario atual..
Se ele é top 50 não me parece nem um pouco absurdo.
Um duplista top 50 é em geral um cara q tentou e n conseguiu se fixar nem no top 400 de simples..