Murray relaciona lesões no circuito à evolução dos materiais

Foto: HSBC Championships

Londres (Inglaterra) – Andy Murray demonstrou preocupação com a saúde dos tenistas devido ao excesso de lesões observado nas últimas temporadas. De acordo com o ex-número 1 do mundo, a tecnologia dos novos materiais utilizados tem contribuído para o aumento de problemas físicos.

O britânico utilizou os exemplos de Carlos Alcaraz e Jack Draper para sustentar sua teoria. Dono de três títulos de Grand Slam, ele apontou como a busca por alta performance pode impactar diretamente o físico dos atletas.

Em entrevista ao site Tennis365, Murray relacionou os problemas físicos enfrentados por jogadores como Alcaraz e Draper aos novos materiais utilizados. O espanhol se machucou na estreia do ATP 500 de Barcelona e perdeu o restante da temporada europeia de saibro, além dos eventos na grama. Ele segue sem previsão de retorno.

“Os jogadores usam raquetes muito mais leves do que antes e cordas muito mais rígidas. Isso faz com que uma parte maior da força do impacto passe diretamente para o braço”, explicou o britânico de 39 anos.

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Murray afirmou que a busca por vantagens competitivas está prejudicando os atletas. Segundo ele, a velocidade do jogo levou os tenistas a buscar materiais que permitam acelerar o movimento da raquete. “Apesar disso, não acho que as estatísticas indiquem que existam mais lesões agora do que há dez anos”, salientou.

O ex-número 1 do mundo está acompanhando Draper no circuito e viu de perto a frustração do jogador de 24 anos, que precisou desistir de Wimbledon após voltar a sentir dores no braço esquerdo.

Segundo Murray, as raquetes costumavam ser mais pesadas e as cordas absorviam melhor as vibrações, o que reduzia o estresse nas articulações. Ele também destaca que diminuir o calendário pode não ser o suficiente, já que a evolução dos materiais também tem impacto direto sobre o físico dos atletas.

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Realista
Realista
25 dias atrás

Esses é um dos males decorrentes da padronização de quadras para lentas para valorizar o rally. Os jogadores acabam por equipamentos mais danoso ao braço para ter mais potência. Não por a toa, Babolat Aero, Pure e muitos outros foram pra Ezone, que são raquetes de bastante potência, mas que cobram o braço em algum momento.

Davi Poiani
Davi Poiani
25 dias atrás
Responder para  Realista

Nos últimos anos, eu também vi alguns jogadores reclamando da qualidade das bolas de tênis. Algumas marcas tem o desgaste do feltro mais precoce, em poucos games… e vão ficando mais lentas e um pouco mais “inchadas” por assim dizer.

Alguns também dizem que a falta de padronização das bolas é algo ruim: a cada torneio é uma marca diferente. Isto dificulta o ajuste da tensão da raquete. E o jogador precisa de um tempo para se acostumar.

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