Evert e Navratilova têm concorrida pré-estreia do documentário da Netflix

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Nova York (EUA) – O tênis feminino foi o centro das atenções no Festival de Cinema de Tribeca na noite desta quarta-feira, com a estreia mundial do documentário da Netflix “Chris & Martina: The Final Set” na cidade de Nova York.

As lendárias Chris Evert e Martina Navratilova desfilaram no tapete vermelho em frente ao SVA Theater, em Chelsea, acompanhadas pela diretora Rebecca Gitlitz, outras grandes tenistas, celebridades e familiares. A presidente da WTA, Valerie Camillo, também marcou presença, assim como o heptacampeão de Grand Slam em simples, John McEnroe (vestindo uma camisa do Knicks antes de seguir para o Madison Square Garden para o Jogo 4 das Finais da NBA).

“Chris & Martina: The Final Set”, que estreia no próximo dia 26 na Netflix, examina a rivalidade entre Evert e Navratilova nas décadas de 1970 e 1980. Na época, elas eram figuras contrastantes: a americana Evert, da Flórida, e Navratilova, que há havia desertado da Tchecoslováquia comunista. A princípio, Evert levava vantagem na rivalidade, vencendo nove das dez primeiras partidas. Mas isso mudaria. Navratilova tornou-se fanática por seu condicionamento físico e treinamento, eventualmente alcançando Evert. As duas competiriam ferozmente nas décadas seguintes, elevando o tênis feminino a um novo patamar.

“Billie Jean (King) começou tudo, assim como as Nove Originais”, disse Evert no tapete vermelho. “Elas realmente fizeram todo o trabalho duro para preencher o circuito, conseguir prêmios em dinheiro e patrocinadores.” Mas fico feliz que Martina e eu tenhamos surgido depois, porque tínhamos uma rivalidade que elevou ainda mais a visibilidade do tênis feminino.”

O relacionamento delas mudaria ao longo dos anos, de amigável — elas ganharam dois títulos de Grand Slam em duplas juntas antes de Evert deixar a dupla — para gélido e, por fim, cordial.

Mas, mais tarde, quando ambas foram diagnosticadas com câncer e se tornaram mais introspectivas, desenvolveram um profundo laço emocional por meio dos tratamentos, das lutas, dos sacrifícios e do lugar que compartilham na história.

 

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O documentário apresenta imagens inéditas e entrevistas raras, incluindo cenas em que Evert e Navratilova assistem a algumas de suas partidas clássicas juntas pela primeira vez. “Chris encara a situação do ponto de vista emocional”, disse Navratilova sobre rever essas partidas. “Eu penso: ‘Eu deveria ter atacado mais o forehand dela, deveria ter usado mais drop shots’. Eu entendo totalmente a questão do ponto de vista estratégico ou técnico. Mas foi engraçado porque nenhuma de nós duas jamais havia assistido a esses jogos.”

“E aí você se lembra: ‘Ah, foi isso que aconteceu naquele ponto, ou aquele era o placar, ou eu tinha me esquecido que tive aquele break point’. Foi engraçado tanto do ponto de vista do tênis quanto do emocional, a forma como reagimos entre os pontos. Foi uma viagem nostálgica.”

Nas partes mais sombrias do documentário, Evert e Navratilova aparecem recebendo tratamento contra o câncer e se reunindo com médicos para discutir planos futuros e prognósticos. Mas, por mais sombrios que sejam esses momentos, é igualmente inspirador e emocionante vê-las se abraçarem, se apoiarem mutuamente e compartilharem notícias positivas sobre seu progresso. Após a exibição, que recebeu uma longa e calorosa salva de palmas da plateia lotada, Evert e Navratilova participaram de uma sessão de perguntas e respostas.

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