Berlim (Alemanha) – Após conquistar seu primeiro título de Grand Slam em Roland Garros, Alexander Zverev demonstra estar mais confiante para a sequência da carreira. O alemão espera seguir competindo por mais uma década e destaca que sonha em se tornar o número 1 do mundo.
O atual terceiro colocado do ranking concedeu entrevista ao jornal Bild e aproveitou para falar sobre o apoio recebido nas últimas semanas. Ele agora foca em manter o bom momento na curta temporada de grama e disputa na próxima semana o ATP 500 de Halle.
“Segurar o troféu pela primeira vez nas mãos marcou como o momento que esperei durante anos. Poder tocá-lo finalmente foi a coisa mais bonita. Depois pude entregá-lo ao meu pai, à minha mãe e ao meu irmão. Isso é o que realmente foi especial”, celebrou Zverev, sobre a conquista em Paris.
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— Roland-Garros (@rolandgarros) June 11, 2026
Aos 29 anos, ele descarta se acomodar após o feito e pretende continuar evoluindo. “Eu gosto de trabalhar, de ir à academia. Se eu parasse com o tênis hoje, continuaria treinando porque adoro isso. Quero continuar jogando por mais dez anos”, ressaltou.
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Já sobre os próximos objetivos, o germânico demonstrou ambição. “Já conquistei o objetivo do Grand Slam e a única coisa que me falta é ser número 1 do mundo. Nem que seja por apenas uma semana”, garantiu. No momento, ele está atrás do italiano Jannik Sinner e do espanhol Carlos Alcaraz.
Questionado sobre a pressão por ter se tornado favorito em Roland Garros sem a presença de Alcaraz e a queda precoce de Sinner, o alemão disse que foi difícil manter o foco. “Mesmo desligando o celular e sem ler nada, você acaba sabendo o que está acontecendo. Isso me deixou nervoso. Houve uma noite em que não consegui dormir”, admitiu.
“De repente, eu era o último dos três grandes favoritos no torneio. Sabia que era minha grande oportunidade de ganhar o primeiro Grand Slam. Foi uma semana de muito estresse e pressão, mas acho que lidei muito bem com isso”, disse Zverev.
O tenista de Hamburgo agradeceu aos colegas de circuito, que o parabenizaram após o título. “Ainda tenho 1.576 mensagens sem responder. Também recebi mensagens muito bonitas, como a do Novak Djokovic e uma mensagem enorme do Rafa Nadal, que adorei”, comemorou.
Ele ainda falou sobre sua condição de saúde, já que tem diabetes tipo 1 desde os quatro anos de idade e, por conta disso, precisa fazer uma preparação específica. “No ano passado tive problemas por causa de um distúrbio metabólico. Joguei com dor, não conseguia treinar corretamente e perdi a forma”, confidenciou.
“É um sinal para os pais e para as crianças de que, mesmo com diabetes, é possível alcançar qualquer coisa. Falar sobre isso é uma coisa, mostrar é outra. Eu tenho a doença e agora posso servir de exemplo”, avaliou Zverev.













Até pode chegar a número 1, mas tem q ser logo, pq a garotada tá chegando aí.
É verdade. Acredito que uns dois ou três dessa “garotada” que você citou logo estarão brigando por títulos de “SLAMs” e primeiras posições do ranking. Mas o Zverev tem experiência, e agora, sem o peso de nunca ter ganhado um SLAM, quem sabe não jogue ainda mais. São vários anos entre os melhores, joga muito.
Pode até conseguir… tem muito mais talento do que o Djoko
Opiniões são sempre válidas, mas a realidade e os números mostram exatamente e totalmente o contrário da sua opinião.
Gostando ou não, Djokovic é o maior tenista de todos os tempos, e os números e recordes estão aí para provar. Nadal é o maior e melhor tenista no saibro, e os números estão aí para provar. Federer é o tenista que levou o tênis a outro nível; a maioria dos recordes que Djokovic superou pertenciam ao Federer antes. E o mais interessante é que um precisa do outro para serem o que são, apesar dessa guerra dos fãs, que muitas vezes querem menosprezar um para defender outro. Na verdade, os 3 foram geniais e cada um deles só foi o que foi por causa do outro, pois sempre buscavam melhorar para tentar superar o rival.
Podemos um dia ver esses 3 serem superados, mas ainda vai levar muitos anos para acontecer, e o recorde mais duro de cair nem é o de 24 títulos de Grand Slams. Ganhar todos os Slams na mesma temporada, que também é algo muito difícil, e mesmo esses três gênios do esporte não conseguiram realizar. Agora, ganhar 14 finais no mesmo torneio, como Nadal fez em Roland Garros, sem nunca ser derrotado em uma final, ainda mais em um Slam, acredito que a nossa geração não verá esse recorde cair.
Pois é. Isso prova que só o talento não garante o sucesso pra ninguém. O talento se recebe de presente. Não precisa fazer qualquer esforço para obtê-lo. Vai ver que é por isso que apenas o talento não garante o sucesso, porque tem muita gente talentosa, mas preguiçosa. Por isso é que a vida premia aquele que melhor se esforça. Ou seja, não é quantidade de esforço, mas sim qualidade do esforço. A pessoa precisa pensar antes o que necessita fazer e qual a melhor forma de fazer. É isso o que vem fazendo um cara que conquistou 24 grand slams e 40 masters 1000 até agora em sua carreira.
O Zverev está se inspirando em Novak Djokovic, que é 10 anos mais velho que ele. Acho muito justa essa vontade do alemão de querer jogar por mais 10 anos como tenista profissional. Ninguém melhor que o próprio atlea para decidir quando de se aposentar.
Ele já esteve perto de ser número 1, Se eu não estiver enganado ele era número 2 quando teve aquela séria lesão enfrentando o Nadal.
Portanto, apesar da presença de Sinner e Alcaraz no circuito, creio que um dia ele possa alcançar a liderança do ranking.
O que ele diz faz total sentido, Zverev tem apenas 29 anos. Tenistas como Wawrinka e Murray viveram seu auge entre 29-30 anos, o que limitou a carreira do Murray foi uma lesão no quadril.
Ser número 1 do mundo tendo Sinner/Alcaraz como rivais, além da geração do Fonseca se consolidando eu considero muito, muito difícil para o Zverev. Mas é bem possível que ele vença mais Grand Slams, talvez uns 2 ou 3. Qualidade técnica nunca faltou a ele e aquela lesão que sofreu em 2022 o impediu de voltar ao seu melhor nível por um bom tempo.
“Zverev demonstra estar mais confiante”… Tenho que fazer o “Mea-Culpa”: depois do que Zcerev fez em Roland Garros, mudei minha opinião, e eu passei a estar mais confiante em relação ao Zverev… Antes o achava mais “Amarelão” do que “Alemão”, porém, depois que ele, nascido no século XX, derrotou três jovens talentos nascidos no século XXI em sequência, senti muita firmeza no Zverev! Zverev derrubou em sequência Jodar, Mensik e Cobolli, isso não é pouca coisa não! Eu achava que ele não passaria do Jodar, depois achei que cairia para o Mensik, e, enfim, ainda fiquei na dúvida se levaria a virada do Cobolli depois de Zverev sofrer câimbras na Grande Final! Porém, as grandes atuações contra Jodar, Mensik e Cobolli, mudaram todo meu conceito em relação ao Zverev, agora eu ponho fé nele, ele quebrou uma barreira gigante sendo Campeão de Roland Garros e subiu muito o sarrafo… E hoje, acho que Zverev merecia ter seu sonho realizado de “ser número 1 do mundo. Nem que seja por apenas uma semana”… Apesar de eu achar que ganhar Grand Slam é muito mais importante do que ser número 1 do mundo no ranking da ATP!