Paris (França) – Entusiasmado com a nova possibilidade de enfim conquistar seu primeiro Grand Slam, Alexander Zverev destacou a sólida atuação diante de Jakub Mensik nas semifinais em Roland Garros. O alemão espera por um duelo complicado contra Flavio Cobolli na final de domingo e assegura estar preparado para alcançar o título inédito em sua quarta tentativa.
Nesta sexta-feira, o cabeça de chave 2 controlou bem as ações na partida contra o tcheco, embora tenha deixado um set no caminho, no triunfo decidido com as parciais de 7/5, 6/2, 3/6 e 6/3, em pouco mais de três horas.
“Hoje foi sem dúvida a partida mais difícil que disputei no torneio. Ele vinha jogando um tênis fantástico e a forma como venceu os outros adversários foi incrível. Mesmo quando enfrentei momentos complicados e perdi o terceiro set, senti que lidei bem com a situação. Voltei para a partida e joguei um bom tênis”, celebrou Zverev.
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“No terceiro set ele realmente começou a jogar melhor, mas senti que ainda estava no comando na maior parte do tempo. Perdi porque errei alguns forehands e deixei de encaixar o primeiro saque. Mas sabia que se criasse as oportunidades e aproveitasse uma ou duas delas, conseguiria retomar o controle da partida”, destacou.
O alemão disse que não se abateu quando Mensik elevou o nível. “Em um jogo de cinco sets, perder um game de saque pode acontecer. É normal. Eu apenas precisava voltar a focar no meu jogo e terminar a partida de forma forte”, avaliou.
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Ele também analisou a importância do segundo serviço para entrar nos pontos. “Foi um golpe com o qual tive dificuldades no passado, mas provavelmente é o fundamento que mais treinei em toda a minha carreira. Hoje não penso muito nisso. Quando vou sacar, decido o que quero fazer e simplesmente executo. Passei muitos anos trabalhando para melhorar esse golpe”, garantiu o germânico.
Zverev aponta experiência e elogia o amigo Cobolli
O tenista de Hamburgo terá pela frente na decisão de domingo um adversário dentro das quadras, mas um amigo do circuito. Sobre a final contra Flavio Cobolli, ele espera manter o nível que o levou à quarta final de Grand Slam.
“O Flavio é um grande jogador e um cara fantástico. Gosto muito dele e também do pai dele. Claro que é a primeira final dele, estou feliz por ele ter chegado até aqui. Mas a única coisa que posso controlar agora é o meu próprio jogo. Vou tentar mostrar o meu nível e fazer as coisas certas”, ressaltou.
Zverev já encarou o italiano por quatro vezes e venceu três. Nesta temporada, o alemão perdeu nas semifinais do ATP 500 de Munique e deu o troco nas quartas de final em Madri. “Quando você está disputando uma final de Grand Slam, não é tão difícil enfrentar um amigo, porque significa que você chegou ao maior palco do tênis”, ponderou.
Flavio Cobolli. Alexander Zverev.
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“É legal compartilhar esse momento. Ele tem um bom coração e é extremamente engraçado quando você o conhece melhor. Ficamos mais próximos na Laver Cup de 2024, em Berlim. Em alguns momentos, o pai dele vinha conversar comigo e também fazer perguntas ao meu pai sobre tênis e outras questões. A partir daí, a relação se desenvolveu de forma natural”, relatou o número 3 do mundo.
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Cobolli avançou sem jogar, depois que o compatriota Matteo Arnaldi sofreu com uma indisposição. Mesmo assim, Zverev minimiza o descanso extra do oponente. “Não acho que isso fará uma grande diferença no domingo. Não tive partidas extremamente longas. Sinceramente, sinto que poderia jogar novamente agora”, garantiu.
“Não é a forma como você quer que uma semifinal de Grand Slam aconteça, mas vi o Matteo no vestiário e ele estava muito mal. Somos todos humanos. Essas coisas acontecem”, lamentou Zverev sobre a segunda semifinal em Paris.
Alemão está pronto para deixar frustrações no passado
No US Open de 2020, Zverev abriu dois sets a zero contra o austríaco Dominic Thiem, mas acabou levando incrível virada. Ele garante estar mais maduro agora. “Eu não me via como favorito. Naquela época eu tinha problemas reais com o meu saque, especialmente com o segundo serviço. Essa é uma diferença que sinto hoje”, pontuou.
“Eu estava vencendo por 2 a 0, tinha uma quebra de vantagem e saquei para o jogo. Não consegui fechar. Mas isso ficou no passado, honestamente, tento não pensar muito nisso”, afirmou.
O alemão fez uma análise sobre a carreira depois do episódio. “Durante quase todo esse período eu fui número 2 ou número 3 do mundo. Sempre senti que poderia voltar a jogar essas fases decisivas”, enalteceu.
Zverev admitiu que passou por um período de baixa, mas reencontrou o melhor ritmo em 2026. “No ano passado não joguei meu melhor tênis, mas acreditava que encontraria meu nível novamente. Estou feliz por estar de volta a esse estágio”, comemorou.
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Aparentemente, Chegou a hora do alemão. Mas, se não. Sou obrigado a concorda com o colega Eduardo spacca!
Se o Zverev não ganhar o seu primeiro Slam desta vez, provavelmente não ganha mais
Não me lembro desse jogo contra Thiem. Minha melhor lembrança de uma chance de Zverev foi quando torceu o tornozelo em grave lesão. Acho que era uma final de Slam contra um dos big3.
Contra Nadal em RG??? Ele estava de fato fazendo um jogo duro, mas estava perdendo por um set e indo ao tie-break, ou seja, tinha uma montanha à escalar…
Não lembro de torcer tanto pra um tenista ganhar um Grand Slam desde Sinner x Medvedev no AO24. E os motivos são os mesmos de agora: querer que um excelente tenista, que todos dizem que vai ganhar um Grand Slam, tire esse peso das costas e comece a jogar sem a pressão de nunca ter ganhado um Slam. Zverev pode começar a ser um jogador muito melhor com essa conquista, como o Sinner passou a ser.
Cara, então se o Coboli pegar firme na bola e variar o jogo aí pode complicar o Zverev, pois o Zverev tem dificuldades com tenistas mais versáteis do que ele a não ser que ele crie jogadas ou varie mais o jogo para confundir o Coboli. Agora o Zverev tem que aproveitar essa oportunidade, pois se não ganhar esse Slam aí dificilmente terá outra chance.