Paris (França) – Marta Kostyuk fez um balanço positivo sobre sua temporada no saibro europeu, depois de ser eliminada nas semifinais em Roland Garros por Mirra Andreeva. Satisfeita com a campanha, a ucraniana destacou a evolução fora das quadras e diz que as experiências amealhadas serão fundamentais para se manter em alto nível.
A tenista de 23 anos vinha de 17 triunfos consecutivos até se deparar com a russa quatro anos mais jovem, que triunfou por tranquilos 6/1 e 6/3, em 1h17 de embate. Conformada com o resultado, Kostyuk quer se apegar aos resultados positivos das últimas semanas.
“Com certeza vou levar essa sequência comigo para sempre. Estou muito feliz com a minha temporada no saibro, com apenas uma derrota. Foi um grande sucesso para mim. O que mais me deixa feliz é que eu mudei primeiro minhas questões pessoais. A série de vitórias é uma consequência disso, não o contrário”, avaliou a ucraniana.
Marta Kostyuk at the press conference after today’s match. Speaking about staying consistent at the highest level 🎙️#RolandGarros pic.twitter.com/vaaG9AVOnk
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Kostyuk foi campeã em Rouen e Madri antes de competir em Paris. “Agora que ela acabou, continuo sendo a mesma pessoa. Gosto disso e quero manter essa mentalidade em Queen’s e Wimbledon”, disse sobre os eventos disputados na grama.
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Sobre o confronto contra Andreeva, a ucraniana garantiu que a oponente foi superior. “Tudo o que podia dar certo para ela funcionou. E tudo o que podia dar errado para mim deu errado. É um daqueles dias em que isso acontece”, admitiu.
Mirra qualified for her first Grand Slam final, check out the semi-final highlights by Emirates ⚡️#RolandGarros #Emirates #FlyBetter pic.twitter.com/IrNlBuetsC
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“Mirra jogou muito bem hoje. Foi sólida, errou pouco. Ela sacou muito melhor do que nas outras vezes que nos enfrentamos. A quadra estava extremamente lenta e ela devolvia todas as bolas. Senti que precisava arriscar mais e isso me levou a cometer mais erros”, analisou.
A atleta de Kiev também vê como a rival se adaptou melhor às condições. “Esta provavelmente é a superfície que mais favorece o jogo dela. Nunca a tinha enfrentado aqui. Quando vi que ela tinha um retrospecto de 16 vitórias e 3 derrotas em Roland Garros, ficou claro que esta é uma quadra muito especial para ela”, explicou.
Kostyuk descartou sentir a pressão e preferiu exaltar os aprendizados após a eliminação. “Normalmente não sinto nervosismo quando entro em quadra. Foi minha primeira semifinal de Grand Slam. Agora tenho essa experiência. Da próxima vez, talvez eu consiga lidar melhor com a situação”, prosseguiu.
Kostyuk destaca evolução pessoal: “Jogar tênis é a parte fácil”
Bastante celebrada pelos torcedores, a ucraniana deixa Roland Garros com aprendizados significativos para seguir em ascensão. “Nunca vou esquecer a ovação que recebi depois das quartas de final. Vou carregar isso comigo para sempre”, atestou.
“Estou muito feliz por ter chegado às semifinais, mas sinto que esse reconhecimento do público foi o verdadeiro ponto alto. No tênis, uma coisa é chegar a um lugar. Outra completamente diferente é permanecer no topo. Meu objetivo é ser uma jogadora consistente, me manter saudável e continuar evoluindo como atleta e como pessoa”, pontuou a ucraniana.
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Ela ainda voltou a abordar a guerra que assola o seu país e como as mudanças internas a auxiliaram a crescer dentro e fora das quadras. “Faço muita terapia. Quando a guerra em larga escala começou na Ucrânia, percebi que precisava mudar minha perspectiva sobre a vida. Ficou claro que existe muito mais do que o tênis”, refletiu.
“Esse processo já dura mais de quatro anos. O mais importante foi definir que tipo de carreira eu queria ter e que tipo de pessoa eu queria ser. As batalhas que venci contra mim não se comparam a um Grand Slam. Passei por uma jornada incrível para me tornar uma jogadora e uma pessoa diferente. Jogar tênis é a parte fácil”, desabafou.
Próxima de ingressar no top 10, a número 15 do mundo analisa o desenvolvimento nos últimos anos. “Antes eu era muito intensa, queria controlar tudo e carregava muitos traumas. Eu não gostava da pessoa que eu era. Não era feliz”, lamentou.
“O controle excessivo era provavelmente o pior aspecto de todos. Hoje tento aproveitar ao máximo esta vida. Não sei por quanto tempo ainda estarei jogando tênis, então quero desfrutar cada momento”, concluiu Kostyuk.
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Deve ser bem difícil para as jogadoras ucranianas viajar pelo mundo para jogar os torneios do circuito e ficar pensando nos riscos que os familiares e entes queridos estão correndo na Ucrânia. Infelizmente, é uma situação que está fora do controle das jogadoras, elas não podem fazer nada para mudar o cenário, e isso acaba gerando uma desvantagem grande em relação às outras concorrentes do circuito. Só me resta torcer para que a guerra na Ucrânia acabe imediatamente e que a paz se reestabeleça nas regiões afetadas.
Ao que parece vai ganhando experiência, deve ser uma luta essa vida pessoal dela e como jogadora, não deve ser fácil, mas está encontrando soluções, que consiga se manter e evoluir e aproveitar um pouco a vida, pois a situação em casa não vai mudar, nem que ela leva um caminhão de dinheiro, um simples míssil pode acabar com tudo, mudar do seu lugar de infância onde vc tinha conforto da família e bons momentos e coisas assim parece fácil falar quando se analisa de fora!
Todo jogador tem seu “pico” e se não aproveita para beliscar um Slam, pode ser que não aconteça mais. Dá pra citar a Paolini que teve um ano fantástico em 2024. Com toda sinceridade não acho que a Kostyuk possa manter e este “nível”.