Fonseca entra para seleto grupo do tênis brasileiro no século XXI em Paris

João Fonseca (Foto: Pauline Ballet)

José Nilton Dalcim

A campanha de João Fonseca em Roland Garros já garantiu ao carioca um lugar especial na história do tênis brasileiro. Aos 19 anos, ele se tornou apenas o quinto brasileiro neste século a alcançar as oitavas de final do Grand Slam parisiense e o mais jovem entre eles, repetindo um feito que antes havia sido obtido apenas por Gustavo Kuerten, Flávio Saretta, Thomaz Bellucci e Beatriz Haddad Maia.

Em 2001, Gustavo Kuerten atingiu o tricampeonato em Paris, repetindo os títulos de 1997 e 2000. Ele ainda fez quartas de final em 2004, logo após superar o então número 1 do mundo Roger Federer. Um ano antes, Flávio Saretta também passou três rodadas e o mais recente era Thomaz Bellucci, em 2010.

Já no feminino, Beatriz Haddad Maia chegou nas semifinais de 2023, quando caiu para a polonesa Iga Swiatek. Pouco depois, Bia também fez oitavas em Wimbledon e era portanto a última brasileira a ir tão longe num Slam antes da façanha desta sexta-feira de Fonseca.

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No total, o Brasil tem nove troféus de campeão em Paris, em quatro categorias diferentes. Além do tri de simples de Guga, ganhou uma vez em duplas femininas, com Maria Esther Bueno (ao lado da americana Darlene Hard, em 1960); outra em duplas masculinas, com Marcelo Melo (ao lado do croata Ivan Dodig, em 2015); dois em duplas mistas, com Bueno (ao lado do australiano Bob Howe, em 1960) e com Thomaz Koch (junto à uruguaia Fiorella Bonicelli, em 1975); e ainda em duplas juvenis, com Guga (em parceria com o equatoriano Nicolás Lapentti, em 1994) e com Matheus Pucinelli em 2019 (com o argentino Thiago Tirante)

Em outras oito ocasiões, brasileiros alcançaram a final de Roland Garros, em seis chaves distintas, o que jamais obteve em qualquer outro Slam. Maria Esther foi vice de simples (1964) e de duplas (1961); Cláudia Monteiro/Cássio Motta (1982), Jaime Oncins (2001) e Marcelo Melo (2009), em duplas mistas; Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (62 e 63) e Luis Felipe Tavares (67), em simples juvenil; e Guilherme Clezar (2009) e Bia Haddad Maia (2012 e 2013), em duplas juvenis.

Antes do século 21, resultados expressivos foram obtidos por Fernando Meligeni, semifinalista em 1999 (mesmo ano em que Guga parou nas quartas); por Koch, que fez quartas de simples em 1968 e chegou às oitavas em 1974, mesma rodada atingida por Carlos Kirmayr em 1981 e por Jaime Oncins em 1992.

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Paulo A.
Paulo A.
8 horas atrás

E é só o começo das peripécias do JF.

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