Svitolina critica falta de apoio da WTA à Ucrânia: “Não é novidade”

Elina Svitolina (Foto: Julien Crosnier/FFT)

Paris (França) – Elina Svitolina assegurou vaga na terceira rodada em Roland Garros, mas aproveitou a entrevista coletiva pós-jogo para tecer duras críticas à WTA. Depois de superar a quali espanhola Kaitlin Quevedo por 6/0 e 6/4, a sétima favorita cobrou posicionamento da entidade sobre a guerra na Ucrânia.

A experiente atleta de 31 anos ainda celebrou o bom desempenho e destacou a grande fase que atravessa no circuito. Ela chegou ao Grand Slam parisiense embalada após a conquista do WTA 1000 de Roma.

Svitolina espera atitudes mais firmes sobre a guerra e desabafa sobre as dificuldades de manter o foco na carreira. “Não é nenhuma novidade, já é assim há quatro anos. É muito triste para nós, porque seguimos vivendo situações difíceis como a da Marta Kostyuk”, disse, em referência à compatriota. A região onde reside a família de Kostyuk por pouco não foi não foi atingida por um míssil russo no domingo.

“É duro acordar e receber notícias de que sua família esteve em perigo durante a noite e sentir impotência. Já falamos disso muitas vezes e conhecemos as reações, ou melhor, a ausência total de reação”, lamentou a ucraniana.

Indignada, a tenista de Odessa segue engajada e vê sua projeção como esportista de elite como um fator importante para inspirar as pessoas. “Quero focar em como posso ser útil para meu país e ajudar a próxima geração através do esporte”, declarou Svitolina.

“Só tento melhorar em cada treino, em cada partida e em cada torneio. Encontro motivação em diferentes coisas e pessoas, especialmente no povo da Ucrânia. A guerra me deu uma perspectiva diferente da vida, assim como minha família e minha filha”, prosseguiu.

Sobre o bom momento, a ucraniana destacou a dedicação e o apoio recebido desde que retornou ao circuito, após se tornar mãe. “Acho que foi uma boa partida da minha parte, embora a Kaitlin tenha reagido e jogado muito melhor no segundo set. Estou muito feliz com a maneira como administrei essa parcial, porque ela realmente me exigiu bastante”, avaliou.

“Hoje uso meu tempo de maneira mais inteligente. Quando entro em quadra, dou 100%. Se não estiver preparada, prefiro nem jogar. É melhor ficar em casa, para aproveitar o tempo de qualidade com minha filha e evitar distrações”, comentou.

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Svitolina também analisou o ambiente em Paris, com altas temperaturas nos primeiros dias de competição. “No tênis, você precisa se adaptar o tempo todo. Todo dia é diferente. Quando faz muito calor, parece que você está tentando sobreviver, não apenas jogar contra a adversária, mas também contra as condições”, garantiu.

“Depois da gravidez, meu corpo mudou bastante. Antes eu conseguia jogar semana após semana com mais facilidade. Agora preciso ouvir mais meu corpo, descansar e entender quando é necessário parar”, ponderou.

“Às vezes, preciso de dois ou três dias para recuperar energia. É importante pensar no panorama completo e entregar 100% no momento certo”, concluiu a ucraniana. Ela enfrenta na terceira rodada a alemã Tamara Korpatsch, em duelo inédito pelo circuito.

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Realista
Realista
28 dias atrás

Ok, a Rússia invadiu primeiro, mas uma guerra tem dois lados. Mas no âmbito esportivo do tênis, é algo detestável o que estão fazendo com suas colegas de profissão, trazendo a guerra para as quadras.

Sergio
Sergio
28 dias atrás
Responder para  Realista

Também acho. Ridículo mesmo. Que fizeram as atletas russas para essas tenistas ucranianas? Nada. Pelo contrário, já vi várias declarações da Sabalenka, por exemplo, condenando a guerra e tal. Não tem nenhum cabimento, em minha opinião, destratar as atletas russas e bielorrussas por causa de uma guerra criada por governos autoritários.

Edu Martins
Edu Martins
28 dias atrás

WTA está amordaçando as reações nas finais, vimos a recente da Marta! Espero que as ucranianas continuem a se manifestar, é um direito delas, se é pra liberar, que voltem as bandeiras então!

Está caindo mísseis no bairro delas, não é fogos de artifício de futebol! Invasão injusta e desumana, justificativas ridículas do passado a ponto de termos que voltar o mundo aos mapas da idade média! Esta invasão debaixo das barbas da ONU (falida desde 2a. guerra) abriu portas para outras que tanto reclamam, agora é aguentar e ver até onde vai tudo!

José Correa
José Correa
28 dias atrás

É compreensível que a guerra abale fortemente os cidadãos de um país, mas nesse caso parece que a crítica que a Svitolina fez em relação à WTA foi exagerada.

A WTA, assim como a ATP, já demonstram o repúdio ao país agressor (Rússia) ao não exibir a bandeira do país quando seus atletas disputam partidas. A proibição de atletas russos competirem pode ser uma medida injusta, visto que os indivíduos não necessariamente tem culpa do conflito, e sanções maiores do que essa devem ficar sob responsabilidade de outros órgãos, como a ONU.

Sergio
Sergio
28 dias atrás
Responder para  José Correa

Exatamente o que eu penso. A questão é: o que essas atletas ucranianas (não são todas, é verdade) querem que a WTA ou a ATP façam?! Que declarem guerra contra as atletas russas e bielorrussas?! Não tem lógica nem sentido nenhum essas reclamações.

Gabriel
Gabriel
27 dias atrás
Responder para  Sergio

Elas queriam que o modelo utilizado em Wimbledon 22 fosse replicado em todos os torneios do tour. O curioso que naquele ano, em que Wimbledon acabou punido por não permitir a participação de russos e bielorrussos e o torneio não teve pontos válidos junto a ATP e WTA, quem acabou ganhando foi uma russa, afinal sabemos que a Rybakina mudou de nacionalidade apenas por questões financeiras, sua raiz segue em Moscou…

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
28 dias atrás

Fiquei tocado pela fala da Marta há alguns dias. Por elas, russos e bielorrussos seriam banidos do circuito.
Que culpa tem os possíveis banidos nascerem nos países errados.
Para ser justo, também, teriam que descredenciar os estadunidenses e os israelenses. Seria suicídio financeiro por parte da ATP e da WTA. Imagina o circuito sem os inúmeros torneios que acontecem na terra de Tio Sam e seus milhões de dólares.
Será que Elina, Marta e demais colegas concordariam.

Sergio
Sergio
28 dias atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Concordo plenamente.

Gabriel
Gabriel
27 dias atrás
Responder para  Samuel, o Samuca

Estados Unidos fazem ingerência no Oriente Médio desde a década de 60 (pelo menos) e ninguém se levanta a falar algo, pimenta no c* dos outros é refresco amigo. Ou talvez, as ucranianas se achem mais importantes que outros países bombardeados todos os anos ao redor do mundo.

FABIO
FABIO
28 dias atrás

Ela pode e tem o direito de se posicionar politicamente (diria até que deve, isso é intrínseco ao cidadão, ainda mais uma personalidade), concorde-se ou não com sua posição. O que é totalmente sem noção é ela não cumprimentar tenistas russas ou bielorussas: foi a Sabalenka ou a Andreeva quem ordenou os ataques à Ucrânia? …

valmir da Silva batista
valmir da Silva batista
28 dias atrás

Vou torcer para Svitolina conquistar Roland Garros, caso contrário, quero que Marta saia vitoriosa de Paris e, após o princípio da tarde de hoje, faço votos que até a zebra Yulia erga o troféu na capital de France, a título de terceira opção. Em tempo: Svitolina tem toda razão, em se tratando da amorfa WTA não se solidarizar com o seu país, mediante os quase quatro anos e meio da invasão russa…

Evandro Silva
Evandro Silva
28 dias atrás

Quer torneios lá?

Gabriel
Gabriel
27 dias atrás
Responder para  Evandro Silva

E o pior é que quando acabar a guerra, a tendência é voltarem com a Kremlin Cup e outros torneios na Rússia, a Ucrânia que nunca teve torneios por lá, deve continuar chupando dedo.

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